ExistentialMarco teórico

Por E-Mode

E-Mode 9 · O Eixo da Harmonia

As pessoas com E-Mode 9 tendem a ser tranquilas e pacíficas, e buscam evitar os conflitos. Têm um grande desejo de paz e harmonia, e capacidade para encontrar o equilíbrio em seus relacionamentos e em seu ambiente.

Visão geral

9
Eixo Existencial
Harmonia
Tríade
Efetiva
C-Modes
C8 · C1
A partir da Confiança, assume traços do
E-Mode 3
A partir do Medo, assume traços do
E-Mode 6
PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

A partir do Medo

Perspectiva · o que pensa

Tenho que evitar os conflitos.

Se houver conflito, posso perder uma relação.

Afetiva · o que sente

Medo de perder um vínculo, da separação ou da desconexão.

Efetiva · o que faz

Pacificar a qualquer custo.

Foge das tensões, deixa a si mesmo para depois, minimiza os problemas.

A partir da Confiança

Perspectiva · o que pensa

Sou harmonioso.

Posso viver em harmonia ocupando meu lugar no mundo.

Afetiva · o que sente

Conexão, firmeza, serenidade.

Efetiva · o que faz

Afirma-se em paz e harmonia.

Conecta-se consigo mesmo, com o mundo e com os outros.

Exemplos

  • Nelson MandelaNelson MandelaLíder político
  • Marge SimpsonMarge Simpson“Os Simpsons”
  • Dalai LamaDalai LamaLíder espiritual
  • OogwayOogway“Kung Fu Panda”

O Eixo Existencial da Harmonia

O Eixo Existencial da Harmonia se configura quando, nos primeiros anos de vida, o menino ou a menina desenvolve uma atenção especial ao âmbito da conexão, da estabilidade emocional e da convivência em equilíbrio. Este Eixo está ligado ao desejo de viver em um ambiente onde as relações fluem com serenidade, onde há lugar para o encontro e onde é possível habitar os vínculos com paz e sentimento de pertencimento.

Assim, a Harmonia se estabelece como eixo articulador da existência: uma forma de organizar a experiência de vida em torno do desejo de preservar a unidade, gerar paz nos vínculos e habitar o mundo com uma presença integradora e conciliadora.

O Eixo da Harmonia vivido a partir do Medo

A pessoa teme profundamente o conflito, a ruptura dos vínculos ou o confronto direto. Pode chegar a se desconectar dos próprios desejos, adiar decisões ou diluir sua presença só para não alterar a paz aparente. Adapta-se para evitar o desconforto, mesmo à custa de perder o contato com a percepção de si mesma.

A partir dessa vivência, pode expressar:

  • Tendência a evitar o conflito, mesmo quando algo a incomoda ou a afeta.
  • Adiamento ou indecisão, por medo de alterar o equilíbrio.
  • Dificuldade para perceber e afirmar o que realmente deseja ou precisa.
  • Dissolução da própria identidade em favor de sustentar a unidade ou o pertencimento.
  • Um comportamento passivo ou desconectado, como estratégia para não enfrentar a tensão.

A pessoa pode parecer tranquila ou fácil de lidar, mas muitas vezes está desconectada de sua motivação interior. Sua harmonia é mais aparente do que real: é sustentada por uma evitação ativa do conflito e por uma renúncia progressiva ao seu lugar no mundo.

O Eixo da Harmonia vivido a partir da Confiança

A pessoa vive a harmonia como uma experiência profunda de conexão com os outros e consigo mesma. Sua presença é integradora, mas não evasiva. Consegue conviver com a diferença sem sentir que isso rompe o vínculo, e está disposta a expressar suas necessidades sem temer o confronto. A paz que sustenta não é evasão, mas fruto de uma presença enraizada.

A partir dessa vivência, desenvolve:

  • Uma capacidade genuína de se vincular, que não exige que ela renuncie a si mesma.
  • Uma presença estável e empática, que consegue escutar e agir com clareza.
  • Habilidade para mediar e construir consenso, sem anular sua voz.
  • O reconhecimento dos próprios desejos, que consegue afirmar com firmeza, sem teimosia nem adiamento.
  • Uma harmonia interior que lhe permite sustentar o conflito quando é necessário, sem se dissociar nem se retrair.

A Harmonia se torna uma força ativa e transformadora. A pessoa não se perde nos outros, mas se afirma no vínculo. Consegue cuidar da unidade sem negar a diferença e construir paz sem sacrificar sua verdade.

Contexto da infância

Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.

Crianças pacificadoras

Desde cedo, a criança com E-Mode 9 tende a se destacar pela natureza tranquila e pacífica, e pelo desejo de harmonia em seu ambiente.

  • São relaxadas e amigáveis, e buscam evitar os conflitos e as tensões.
  • Tendem a fugir das situações difíceis, e preferem o conforto e a tranquilidade.
  • Podem ser propensas à procrastinação e menos expressivas emocionalmente.
  • Sua autoestima costuma estar ligada a evitar conflitos e a ser aceitas pelos outros.
  • Sentem-se mais satisfeitas quando são reconhecidas por sua gentileza e sua disposição a ceder pela paz.
  • Podem ter dificuldade para expressar as próprias necessidades e desejos.
  • Em situações sociais, são cooperativas e adaptáveis, e evitam os confrontos.
  • Costumam ser vistas como mediadoras naturais que buscam manter a harmonia do grupo.

Contexto familiar positivo

  • Um ambiente de aceitação, paz e harmonia, onde se promovem a escuta, a paciência e a resolução pacífica dos conflitos.
  • Cuidadores que são exemplo de respeito, comunicação aberta e valorização da individualidade.
  • Ensina-se à criança que sua voz é importante, e que também é importante compreender os outros.
  • Priorizam-se o bem-estar comum e a empatia, e incentivam-se as habilidades de mediação.
  • A criança desenvolve uma base interna de paz e estabilidade por meio de rotinas e espaços seguros.
  • Cultiva-se uma visão de mundo baseada na união e no entendimento mútuo.

Mensagem percebida na infância: “Sua presença importa.”

Contexto familiar negativo

  • Um ambiente com conflitos não resolvidos, negligência emocional ou a sensação de ser ignorada.
  • A criança reprime seus desejos e opiniões para manter a paz.
  • Pode se retirar para seu mundo interior como forma de evasão emocional.
  • Valoriza-se a conformidade acima da autenticidade, o que favorece a autoanulação.
  • A expressão emocional não é validada, e isso afeta sua capacidade de reconhecer e comunicar o que sente.
  • Pode assumir o papel de pacificadora desde pequena, acreditando que seu valor está em evitar os conflitos.

Mensagem percebida na infância: “Não é certo se fazer valer.”

A partir do Medo

O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 9 a partir da dinâmica do Medo.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Se eu evitar o conflito, mantenho a paz.»AnsiedadeEvitar conflitos a todo custo.
«É menos tenso concordar do que expressar minha opinião.»InsegurançaAcomodar-se às opiniões alheias.
«Decidir é estressante demais; faço isso depois.»FrustraçãoAdiar decisões importantes.
«Se eu não sentir, não sofro.»ApatiaDesconectar-se emocionalmente.
«Sempre coloco os outros em primeiro lugar e ninguém vê do que eu preciso.»RessentimentoPriorizar as necessidades dos outros acima das próprias.
«O conhecido é seguro; melhor não mudar.»MedoMergulhar em rotinas e evitar as mudanças.

Personagem de referência: Marge Simpson (Os Simpsons)

Perspectiva · PensarA partir do Medo

O que pensa?

A partir do medo de ser ignorado, deixado de lado ou de perder a harmonia em seus relacionamentos, pode ter pensamentos recorrentes que buscam evitar o conflito e manter a paz:

  • Evitação do conflito: “Se eu evitar o conflito, posso manter a paz e a harmonia.”
  • Autominimização: “Minhas opiniões e desejos provavelmente não são tão importantes quanto os dos outros.”
  • Fusão com os outros: “É mais fácil e menos problemático concordar com o que os outros querem.”
  • Resistência passiva: “Se eu não quiser fazer algo, posso fazer devagar ou simplesmente não fazer.”
  • Conformidade: “Se eu passar despercebido e seguir em frente, as coisas vão ficar bem.”
  • Despreocupação: “Não precisa se preocupar nem se estressar: as coisas vão se resolver sozinhas.”
  • Imobilidade: “É mais seguro não agir do que correr o risco de um erro ou de um conflito.”
  • Negação: “Se eu ignorar um problema, talvez ele desapareça.”
  • Desconexão emocional: “Se algo não me apaixona tanto, não preciso fazer nada a respeito.”
  • Serenidade: “Estar tranquilo e contente é mais importante do que conseguir o que quero.”

Esses pensamentos podem levar a uma espécie de comodismo ou estagnação, em que evita o crescimento pessoal e o confronto.

Afetiva · SentirA partir do Medo

O que sente?

O medo do conflito e da desconexão dos outros pode dar lugar a uma gama de emoções que tende a evitar ou minimizar para manter a paz e a harmonia, internas e externas:

  • Ansiedade: preocupação diante da possibilidade de conflitos ou tensões que perturbem sua paz interior ou seus relacionamentos.
  • Irritação: pode sentir raiva, mas costuma reprimi-la ou expressá-la de forma passiva para evitar o confronto.
  • Desconforto: o confronto ou a mudança lhe geram mal-estar e o impulsionam a restabelecer a normalidade o quanto antes.
  • Apatia: como defesa diante do desconfortável, pode se tornar apático ou indiferente aos desafios.
  • Contentamento: certa satisfação ao evitar o conflito e manter relações sem atritos, mesmo à custa das próprias necessidades.
  • Resistência: à mudança, se ela altera sua zona de conforto ou a estabilidade do seu ambiente.
  • Desconexão: pode se desconectar emocionalmente e se retirar para o seu mundo interno quando se sente sobrecarregado ou pouco valorizado.
  • Desejo de união: busca a conexão e a fusão com os outros para não se sentir isolado ou separado.

Essas emoções refletem seu desejo profundo de manter a paz interior e evitar a dissonância. Seu desafio é aprender a enfrentar os conflitos de maneira saudável, reconhecer e expressar suas necessidades e participar ativamente da própria vida, em vez de se refugiar só no conforto.

Efetiva · FazerA partir do Medo

O que faz?

Seu medo é perder a conexão com os outros, que os vínculos se rompam. Esse medo pode se traduzir em comportamentos que buscam manter a paz e a harmonia, muitas vezes à custa das próprias necessidades e desejos:

  • Evitação do conflito: esforça-se para evitar os confrontos, inclusive ignorando problemas importantes ou reprimindo suas opiniões.
  • Adaptação: alinha-se aos desejos alheios para manter a paz, desconectando-se dos próprios valores.
  • Dificuldade para decidir: paralisa-se diante de escolhas que possam gerar desacordo ou desconforto.
  • Passividade: resiste à mudança ou a sair da rotina, mesmo quando ela já não é satisfatória.
  • Adiamento: atrasa tarefas para evitar situações desconfortáveis ou possíveis tensões.
  • Minimização dos problemas: tira a importância das próprias necessidades ou problemas para não “incomodar”.
  • Busca de conforto: prefere ambientes e dinâmicas que lhe ofereçam conforto e evitem rupturas.
  • Rejeição ao confronto: cede com facilidade ou se retira diante de situações tensas para não gerar conflito.
  • Inação: fica imóvel diante de decisões ou mudanças, esperando que tudo se resolva sozinho.
  • Comodismo: aceita situações medíocres por medo de perturbar o equilíbrio aparente.

Esses comportamentos são uma defesa diante da percepção de que o conflito é ameaçador e perturbador. A partir da integração, pode reconhecer e valorizar seus desejos, enfrentar o conflito de forma saudável e se expressar com mais clareza e segurança.

A partir da Confiança

O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 9 a partir da dinâmica da Confiança.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«O conflito pode levar a mais entendimento e crescimento para todos.»CoragemEnfrentar os conflitos de maneira construtiva.
«Minha voz é importante e merece ser ouvida.»ConfiançaExpressar sua opinião com clareza.
«Posso tomar decisões que reflitam meus verdadeiros desejos.»DeterminaçãoTomar decisões firmes.
«Fazer o que amo me enche de energia e satisfação.»AlegriaEngajar-se ativamente em suas paixões.
«É necessário estabelecer limites para o meu bem-estar e o dos outros.»AutorrespeitoEstabelecer e manter limites saudáveis.
«Cuidar de mim mesmo me permite estar presente para os outros.»AutocuidadoPriorizar suas próprias necessidades e desejos.
Perspectiva · PensarA partir da Confiança

O que pensa?

Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seus pensamentos refletem uma maior autoconsciência e uma participação mais ativa na vida:

  • Valor pessoal: “Minhas opiniões e desejos são valiosos e merecem ser expressos e levados em conta.”
  • Proatividade: “Posso tomar a iniciativa e fazer mudanças positivas na minha vida e na minha comunidade.”
  • Compromisso: “Tudo bem me comprometer plenamente com meus relacionamentos e projetos; minha presença tem um impacto significativo.”
  • Ação consciente: “A ação é necessária e benéfica; posso agir de maneira coerente com meus valores sem perder a paz.”
  • Equilíbrio entre paz e crescimento: “A verdadeira paz vem de viver de forma autêntica e enfrentar os desafios da vida, não de evitá-los.”
  • Autenticidade: “Quando sou autêntico e genuíno, os relacionamentos e as atividades são mais satisfatórios.”
  • Responsabilidade pessoal: “Tenho a responsabilidade de atender às minhas próprias necessidades, e não só às dos outros.”
  • Valor do conflito: “O conflito não é necessariamente destrutivo; bem administrado, pode levar a um crescimento e a uma compreensão mais profundos.”
  • Conexão emocional: “Conectar-me com minhas emoções e com as dos outros enriquece minha vida e meus vínculos.”
  • Presente e futuro: “Posso planejar e trabalhar pelo futuro sem sacrificar meu prazer e minha participação no presente.”

Esses pensamentos refletem uma maturidade em que encontra o equilíbrio entre manter a paz, interna e externa, e tomar ações decisivas que reflitam quem é. Integrar-se significa abraçar a vida com todas as suas complexidades e desafios, e agir com fidelidade a si mesmo.

Afetiva · SentirA partir da Confiança

O que sente?

Suas emoções refletem um equilíbrio saudável entre a paz interna e a participação ativa no mundo:

  • Autoaceitação: sente-se à vontade com quem é, e aceita suas forças e fraquezas sem autocrítica.
  • Serenidade: uma paz interna genuína, não como evasão, mas como aceitação tranquila da realidade.
  • Autenticidade emocional: permite-se sentir e expressar emoções genuínas, mesmo quando não são agradáveis.
  • Confiança: em sua capacidade de enfrentar situações difíceis e se expressar com clareza.
  • Afirmação: clareza sobre seus valores, e coerência ao agir de acordo com eles.
  • Consciência: reconhece as próprias necessidades e desejos, e se sente merecedor de atendê-los.
  • Compaixão: sua paz interna se traduz em uma compaixão genuína pelos outros.
  • Motivação: vontade de crescer e evoluir, saindo do comodismo e da inércia.
  • Conexão: vínculos profundos e significativos, baseados na igualdade e no respeito mútuo.
  • Alegria: no dia a dia e em seus relacionamentos, apreciando a vida como ela é.

Incorpora eficiência, foco e desejo de desenvolvimento sem perder sua capacidade de sustentar a harmonia e o equilíbrio. Está mais presente, comprometido e ativo na construção de uma vida plena, alinhada com seus ideais de paz e unidade.

Efetiva · FazerA partir da Confiança

O que faz?

Suas ações refletem uma maior autoafirmação e uma participação ativa no mundo. Pode:

  • Expressar opiniões e desejos: comunica suas necessidades e opiniões de forma clara e direta, sem fugir do conflito.
  • Tomar decisões: assume um papel ativo ao decidir e sustenta suas escolhas, mesmo que outros não concordem.
  • Enfrentar conflitos: encara-os de maneira construtiva, buscando soluções que beneficiem todas as partes.
  • Agir com proatividade: envolve-se em atividades que lhe interessam e toma a iniciativa em vez de ficar passivo.
  • Estar presente: participa plenamente de seus relacionamentos e tarefas, tanto emocional quanto fisicamente.
  • Priorizar o autocuidado: dedica tempo a si mesmo, reconhecendo que seu bem-estar é essencial para poder cuidar dos outros.
  • Estabelecer limites: estabelece e mantém limites saudáveis, para que suas próprias necessidades também sejam respeitadas.
  • Buscar a harmonia interna: cultiva uma paz que surge do alinhamento entre suas ações, seus valores e sua autenticidade.
  • Promover a igualdade: garante que todos sejam ouvidos e valorizados, como mediador genuíno e efetivo.
  • Crescer: participa de atividades que o desafiam a sair da zona de conforto e o impulsionam a se desenvolver.

Equilibra seu desejo natural de paz com a vontade de crescer e participar ativamente da vida. É mais assertivo, mais autêntico e está mais conectado com seus desejos, o que lhe permite se construir a partir da plenitude e de uma presença real em todas as áreas da vida.

Do Medo à Confiança

A partir do Medo: dimensões separadas

E-Training

A partir da Confiança: dimensões integradas

O processo de integração do E-Mode 9 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 3 (a eficiência, as ambições pessoais saudáveis e a proatividade), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Abre-se a uma maior autoexpressão, à orientação para metas e a uma valorização real das próprias necessidades.

A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.

Perspectiva · Pensar

Perspectiva: do Medo à Confiança

Para avançar em direção à integração, ajudam mudanças de pensamento que favoreçam a autoconsciência, a assertividade, a participação ativa e um compromisso pleno com a própria vida:

  • Da passividade à ação: de “Está bom assim” para “Posso fazer mudanças para melhorar minha vida”.
  • Do comodismo à autoexpressão: de “Não quero causar problemas” para “Minha voz e minhas necessidades são importantes”.
  • Da acomodação à autenticidade: de “Vou fazer o que os outros quiserem” para “É importante que meus desejos também sejam respeitados”.
  • Da fusão à individualidade: de “Tenho que me fundir às necessidades dos outros” para “Tudo bem ter meu próprio caminho e segui-lo”.
  • Da evitação do conflito ao confronto saudável: de “O conflito é perigoso” para “O conflito pode ser uma oportunidade de crescimento e conexão”.
  • Da inércia à motivação: de “Não consigo mudar as coisas” para “Tenho o poder de fazer mudanças positivas na minha vida”.
  • Da negação à aceitação: de “Se eu ignorar um problema, ele não existe” para “Enfrentar um problema é o primeiro passo para resolvê-lo”.
  • Da minimização à validação: de “O que eu sinto não é grande coisa” para “Meus sentimentos são válidos e merecem atenção”.
  • Da desconexão à presença: de “Tanto faz” para “Quero estar presente e comprometido com minha vida e meus relacionamentos”.
  • Da dúvida à confiança: de “Não sei bem o que quero” para “Confio na minha capacidade de me conhecer e tomar decisões acertadas”.

Esses novos padrões de pensamento o ajudam a se sentir mais conectado com seus desejos e valores, e a ser protagonista da própria vida. Isso leva a uma maior satisfação pessoal e a relacionamentos mais autênticos e significativos.

Afetiva · Sentir

Afetiva: do Medo à Confiança

Para trabalhar suas emoções a favor da integração, pode tentar:

  • Reconhecimento emocional: identificar e reconhecer suas emoções em vez de anestesiá-las ou evitá-las.
  • Expressão emocional: praticar a expressão saudável das emoções, mesmo quando não são positivas: conversar com amigos, fazer terapia ou canalizá-las na arte ou na escrita.
  • Confronto construtivo: enfrentar os problemas em vez de evitá-los, entendendo que o confronto pode ser um caminho para o crescimento e a resolução.
  • Tolerância ao desconforto: aumentar sua capacidade de tolerar emoções desconfortáveis, por exemplo participando de debates ou encarando tarefas que costuma evitar.
  • Assertividade: aprender a se expressar com respeito e a defender seus desejos sem sacrificar seu bem-estar para manter a paz externa.
  • Autoexploração: dedicar-se a descobrir o que realmente quer e valoriza, além das expectativas alheias.
  • Sair da inércia: reconhecer quando está em modo complacente ou imóvel, e estabelecer metas concretas para sair desse estado.
  • Presença: práticas de atenção plena para não “se desligar” na rotina.
  • Equilíbrio emocional: equilibrar o cuidado com os outros e o cuidado pessoal, dando a si mesmo o mesmo valor e a mesma atenção.
  • Celebração das conquistas: reconhecer seus avanços e se permitir sentir orgulho e satisfação pelo que alcançou.

Assim, pode viver de forma mais autêntica e conectada, e seu desejo de paz e harmonia se transforma em uma expressão plena de si mesmo, não só na ausência de conflito.

Efetiva · Fazer

Efetiva: do Medo à Confiança

Comportamentos que promovem a autoexpressão e a participação ativa, com um foco claro e ações concretas para alcançar metas pessoais:

  • Expressar necessidades e desejos: comunicá-los de forma aberta e clara, mesmo que haja risco de desacordo ou conflito.
  • Decidir: praticar decisões firmes e agir de acordo com elas, sem adiar nem delegar passivamente.
  • Enfrentar conflitos: encará-los diretamente, entendendo que podem fortalecer os vínculos e favorecer o crescimento.
  • Participação ativa: envolver-se com compromisso na vida social, profissional e pessoal, passando de espectador a protagonista.
  • Presença consciente: estar plenamente presente no aqui e agora, para viver com mais consciência e conexão.
  • Autocuidado: priorizar o próprio bem-estar, reconhecendo que não é possível cuidar dos outros sem cuidar de si mesmo.
  • Limites: definir e manter limites claros para proteger seu tempo, sua energia e seu bem-estar emocional.
  • Confrontar a inércia: identificar a tendência à estagnação e tomar ações concretas para superá-la.
  • Afirmação pessoal: defender seus valores e crenças com convicção, mesmo que nem sempre sejam aceitos.
  • Crescimento pessoal: buscar experiências que o desafiem a sair da zona de conforto e promovam seu desenvolvimento.
  • Objetivos: começar com metas pequenas e alcançáveis, e avançar progressivamente para desafios maiores.
  • Plano de ação: montar um plano com passos concretos e prazos definidos para alcançar suas metas.
  • Retorno dos outros: pedir opiniões sobre si para melhorar seu desempenho e fortalecer a conexão com os outros.

Essas condutas o ajudam a equilibrar seu desejo de paz com a necessidade de ser uma pessoa autônoma e expressiva: construir relacionamentos autênticos, atender às próprias necessidades e contribuir de maneira significativa com o mundo ao seu redor.

Níveis de integração

Desintegrado

Negação e dissociação. Defende a ilusão de que está tudo bem e resiste a enfrentar seus problemas. Torna-se depressivo, ineficiente e apático. Pode se dissociar e negar a realidade, fechando-se a qualquer coisa que possa afetá-lo, e se mostrar desolado e atordoado. No extremo, fecha-se em si mesmo e pode até se fragmentar em subpersonalidades para sustentar uma paz interna aparente.

  • Efetiva: negação e dissociação; defende a ilusão de que está tudo bem e resiste a enfrentar os problemas.
  • Afetiva: desolado e atordoado, pode chegar a se insensibilizar por completo e a se fragmentar em subpersonalidades para manter a ilusão de paz.
  • Perspectiva: uma perspectiva completamente fechada, que resiste a qualquer coisa que possa afetá-lo; teimosia e fechamento mental para evitar o questionamento e acabar cedendo.

Semi-integrado

Evitação do conflito e comodismo. Começa a evitar os conflitos para preservar sua paz mental, o que pode levá-lo a concordar com os outros mesmo quando internamente não deseja. Pode se tornar indiferente e autocomplacente, e organizar sua vida para minimizar qualquer perturbação. Torna-se resignado e apaziguador: tira a importância dos problemas, vive com uma atitude estoica, reprime a ira e se apega a ilusões.

  • Efetiva: evita os conflitos por meio da complacência, concordando com os outros para preservar a paz mental; torna-se resignado e apaziguador.
  • Afetiva: indiferente e autocomplacente, minimiza o impacto que os problemas possam ter sobre ele.
  • Perspectiva: tira a importância dos problemas e se apega a ilusões, buscando manter a paz mental a qualquer custo.

Integrado

Paz interior e participação ativa. Liberta-se da crença de que sua participação não importa e encontra uma verdadeira conexão consigo mesmo e com os outros. Alcança a estabilidade interior e a paz mental que busca, e se torna sereno, dinâmico e presente. É naturalmente tranquilo, sustenta uma harmonia estável, interna e externa, e se mostra generoso e encorajador. Cria e sustenta espaços de paz, e faz a mediação dos conflitos com paciência e sensatez.

  • Efetiva: participação ativa na realidade; sereno, dinâmico e presente em sua relação com os outros.
  • Afetiva: estabilidade interior e paz mental sem se anular, buscando a harmonia interna e externa.
  • Perspectiva: uma perspectiva paciente, firme e sensata; desenvolve uma opinião pessoal clara e sustentada, aberta ao diálogo.

C-Modes: C8 e C1

Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.

Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.

C-Mode8

Contribuição positiva · Confiança

  • Determinação
  • Assertividade
  • Energia

Contribuição negativa · Medo

  • Agressividade
  • Impulsividade
  • Dominação
E-Mode9

C-Mode1

Contribuição positiva · Confiança

  • Ordem
  • Integridade
  • Perseverança

Contribuição negativa · Medo

  • Perfeccionismo
  • Crítica
  • Rigidez

Tríade efetiva

PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).

O E-Mode 9 faz parte da tríade efetiva: abrange os impulsos vitais e instintivos que nos ajudam a afirmar nosso “território”, como a ira. Concentra-se na ação, na reação instintiva e na relação com o ambiente físico, e tende a ser prática.

  • Foco: a ação; o controle e a resistência.
  • Busca: autonomia.
  • Sentimento oculto: raiva, embora tenda a negá-la.
  • Agressividade: tende a reprimi-la e a dirigi-la para dentro, ou a expressá-la de forma passivo-agressiva.

Desafios

  • Reprime sua agressividade e se autoanula para evitar os conflitos.
  • Levanta um “muro” para se proteger das emoções que ameaçam seu equilíbrio interno.
  • Resistência à mudança: prefere que tudo continue igual, mesmo quando a mudança seria benéfica.
  • Comportamentos passivo-agressivos: faz vista grossa para o que o incomoda para manter a paz.
  • Desconecta-se das próprias necessidades para priorizar a harmonia externa.

Contribuição

  • Paz e gentileza: sua natureza tranquila facilita a harmonia nos grupos e nos ambientes sociais.
  • Mediação natural: capacidade de compreender múltiplos pontos de vista e facilitar acordos.
  • Estabilidade e apoio: é uma pessoa confiável e constante, com uma energia calma que sustenta os outros.

Estratégia de integração e desintegração

DimensãoDinâmica do Medo · estratégia de desintegraçãoDinâmica da Confiança · estratégia de integração
EfetivaFazer
  • Evitação do conflito
  • Passividade e submissão
  • Desconexão dos desejos e das necessidades
  • Resolução firme e pacífica de conflitos
  • Assertividade e determinação
  • Automotivação e percepção de si
AfetivaSentir
  • Passividade emocional
  • Negação da própria ira
  • Medo da desconexão e do abandono
  • Conexão e expressão emocional
  • Autoafirmação
  • Firmeza interior quanto ao próprio valor e à relação
PerspectivaPensar
  • Evitação do confronto
  • Percepção de falta de valor pessoal
  • Evitação dos conflitos internos
  • Consciência e enfrentamento do que é problemático
  • Percepção da própria relevância
  • Aceitação e exploração dos conflitos internos

Tática de desintegração

Assume traços do Medo do E-Mode 6

Insegurança, ansiedade, paranoia.

Tática de integração

Assume traços da Confiança do E-Mode 3

Iniciativa, eficiência, foco.

Existential · Alto rendimiento humanoExistential · Marco teórico do Modelo Existencial