Visão geral
- Eixo Existencial
- Harmonia
- Tríade
- Efetiva
- C-Modes
- C8 · C1
- A partir da Confiança, assume traços do
- E-Mode 3
- A partir do Medo, assume traços do
- E-Mode 6
A partir do Medo
Perspectiva · o que pensa
Tenho que evitar os conflitos.
Se houver conflito, posso perder uma relação.
Afetiva · o que sente
Medo de perder um vínculo, da separação ou da desconexão.
Efetiva · o que faz
Pacificar a qualquer custo.
Foge das tensões, deixa a si mesmo para depois, minimiza os problemas.
A partir da Confiança
Perspectiva · o que pensa
Sou harmonioso.
Posso viver em harmonia ocupando meu lugar no mundo.
Afetiva · o que sente
Conexão, firmeza, serenidade.
Efetiva · o que faz
Afirma-se em paz e harmonia.
Conecta-se consigo mesmo, com o mundo e com os outros.
Exemplos
Nelson MandelaLíder político
Marge Simpson“Os Simpsons”
Dalai LamaLíder espiritual
Oogway“Kung Fu Panda”
O Eixo Existencial da Harmonia
O Eixo Existencial da Harmonia se configura quando, nos primeiros anos de vida, o menino ou a menina desenvolve uma atenção especial ao âmbito da conexão, da estabilidade emocional e da convivência em equilíbrio. Este Eixo está ligado ao desejo de viver em um ambiente onde as relações fluem com serenidade, onde há lugar para o encontro e onde é possível habitar os vínculos com paz e sentimento de pertencimento.
Assim, a Harmonia se estabelece como eixo articulador da existência: uma forma de organizar a experiência de vida em torno do desejo de preservar a unidade, gerar paz nos vínculos e habitar o mundo com uma presença integradora e conciliadora.
O Eixo da Harmonia vivido a partir do Medo
A pessoa teme profundamente o conflito, a ruptura dos vínculos ou o confronto direto. Pode chegar a se desconectar dos próprios desejos, adiar decisões ou diluir sua presença só para não alterar a paz aparente. Adapta-se para evitar o desconforto, mesmo à custa de perder o contato com a percepção de si mesma.
A partir dessa vivência, pode expressar:
- Tendência a evitar o conflito, mesmo quando algo a incomoda ou a afeta.
- Adiamento ou indecisão, por medo de alterar o equilíbrio.
- Dificuldade para perceber e afirmar o que realmente deseja ou precisa.
- Dissolução da própria identidade em favor de sustentar a unidade ou o pertencimento.
- Um comportamento passivo ou desconectado, como estratégia para não enfrentar a tensão.
A pessoa pode parecer tranquila ou fácil de lidar, mas muitas vezes está desconectada de sua motivação interior. Sua harmonia é mais aparente do que real: é sustentada por uma evitação ativa do conflito e por uma renúncia progressiva ao seu lugar no mundo.
O Eixo da Harmonia vivido a partir da Confiança
A pessoa vive a harmonia como uma experiência profunda de conexão com os outros e consigo mesma. Sua presença é integradora, mas não evasiva. Consegue conviver com a diferença sem sentir que isso rompe o vínculo, e está disposta a expressar suas necessidades sem temer o confronto. A paz que sustenta não é evasão, mas fruto de uma presença enraizada.
A partir dessa vivência, desenvolve:
- Uma capacidade genuína de se vincular, que não exige que ela renuncie a si mesma.
- Uma presença estável e empática, que consegue escutar e agir com clareza.
- Habilidade para mediar e construir consenso, sem anular sua voz.
- O reconhecimento dos próprios desejos, que consegue afirmar com firmeza, sem teimosia nem adiamento.
- Uma harmonia interior que lhe permite sustentar o conflito quando é necessário, sem se dissociar nem se retrair.
A Harmonia se torna uma força ativa e transformadora. A pessoa não se perde nos outros, mas se afirma no vínculo. Consegue cuidar da unidade sem negar a diferença e construir paz sem sacrificar sua verdade.
Contexto da infância
Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.
Crianças pacificadoras
Desde cedo, a criança com E-Mode 9 tende a se destacar pela natureza tranquila e pacífica, e pelo desejo de harmonia em seu ambiente.
- São relaxadas e amigáveis, e buscam evitar os conflitos e as tensões.
- Tendem a fugir das situações difíceis, e preferem o conforto e a tranquilidade.
- Podem ser propensas à procrastinação e menos expressivas emocionalmente.
- Sua autoestima costuma estar ligada a evitar conflitos e a ser aceitas pelos outros.
- Sentem-se mais satisfeitas quando são reconhecidas por sua gentileza e sua disposição a ceder pela paz.
- Podem ter dificuldade para expressar as próprias necessidades e desejos.
- Em situações sociais, são cooperativas e adaptáveis, e evitam os confrontos.
- Costumam ser vistas como mediadoras naturais que buscam manter a harmonia do grupo.
Contexto familiar positivo
- Um ambiente de aceitação, paz e harmonia, onde se promovem a escuta, a paciência e a resolução pacífica dos conflitos.
- Cuidadores que são exemplo de respeito, comunicação aberta e valorização da individualidade.
- Ensina-se à criança que sua voz é importante, e que também é importante compreender os outros.
- Priorizam-se o bem-estar comum e a empatia, e incentivam-se as habilidades de mediação.
- A criança desenvolve uma base interna de paz e estabilidade por meio de rotinas e espaços seguros.
- Cultiva-se uma visão de mundo baseada na união e no entendimento mútuo.
Mensagem percebida na infância: “Sua presença importa.”
Contexto familiar negativo
- Um ambiente com conflitos não resolvidos, negligência emocional ou a sensação de ser ignorada.
- A criança reprime seus desejos e opiniões para manter a paz.
- Pode se retirar para seu mundo interior como forma de evasão emocional.
- Valoriza-se a conformidade acima da autenticidade, o que favorece a autoanulação.
- A expressão emocional não é validada, e isso afeta sua capacidade de reconhecer e comunicar o que sente.
- Pode assumir o papel de pacificadora desde pequena, acreditando que seu valor está em evitar os conflitos.
Mensagem percebida na infância: “Não é certo se fazer valer.”
A partir do Medo
O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 9 a partir da dinâmica do Medo.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Se eu evitar o conflito, mantenho a paz.» | Ansiedade | Evitar conflitos a todo custo. |
| «É menos tenso concordar do que expressar minha opinião.» | Insegurança | Acomodar-se às opiniões alheias. |
| «Decidir é estressante demais; faço isso depois.» | Frustração | Adiar decisões importantes. |
| «Se eu não sentir, não sofro.» | Apatia | Desconectar-se emocionalmente. |
| «Sempre coloco os outros em primeiro lugar e ninguém vê do que eu preciso.» | Ressentimento | Priorizar as necessidades dos outros acima das próprias. |
| «O conhecido é seguro; melhor não mudar.» | Medo | Mergulhar em rotinas e evitar as mudanças. |
Personagem de referência: Marge Simpson (Os Simpsons)
O que pensa?
A partir do medo de ser ignorado, deixado de lado ou de perder a harmonia em seus relacionamentos, pode ter pensamentos recorrentes que buscam evitar o conflito e manter a paz:
- Evitação do conflito: “Se eu evitar o conflito, posso manter a paz e a harmonia.”
- Autominimização: “Minhas opiniões e desejos provavelmente não são tão importantes quanto os dos outros.”
- Fusão com os outros: “É mais fácil e menos problemático concordar com o que os outros querem.”
- Resistência passiva: “Se eu não quiser fazer algo, posso fazer devagar ou simplesmente não fazer.”
- Conformidade: “Se eu passar despercebido e seguir em frente, as coisas vão ficar bem.”
- Despreocupação: “Não precisa se preocupar nem se estressar: as coisas vão se resolver sozinhas.”
- Imobilidade: “É mais seguro não agir do que correr o risco de um erro ou de um conflito.”
- Negação: “Se eu ignorar um problema, talvez ele desapareça.”
- Desconexão emocional: “Se algo não me apaixona tanto, não preciso fazer nada a respeito.”
- Serenidade: “Estar tranquilo e contente é mais importante do que conseguir o que quero.”
Esses pensamentos podem levar a uma espécie de comodismo ou estagnação, em que evita o crescimento pessoal e o confronto.
O que sente?
O medo do conflito e da desconexão dos outros pode dar lugar a uma gama de emoções que tende a evitar ou minimizar para manter a paz e a harmonia, internas e externas:
- Ansiedade: preocupação diante da possibilidade de conflitos ou tensões que perturbem sua paz interior ou seus relacionamentos.
- Irritação: pode sentir raiva, mas costuma reprimi-la ou expressá-la de forma passiva para evitar o confronto.
- Desconforto: o confronto ou a mudança lhe geram mal-estar e o impulsionam a restabelecer a normalidade o quanto antes.
- Apatia: como defesa diante do desconfortável, pode se tornar apático ou indiferente aos desafios.
- Contentamento: certa satisfação ao evitar o conflito e manter relações sem atritos, mesmo à custa das próprias necessidades.
- Resistência: à mudança, se ela altera sua zona de conforto ou a estabilidade do seu ambiente.
- Desconexão: pode se desconectar emocionalmente e se retirar para o seu mundo interno quando se sente sobrecarregado ou pouco valorizado.
- Desejo de união: busca a conexão e a fusão com os outros para não se sentir isolado ou separado.
Essas emoções refletem seu desejo profundo de manter a paz interior e evitar a dissonância. Seu desafio é aprender a enfrentar os conflitos de maneira saudável, reconhecer e expressar suas necessidades e participar ativamente da própria vida, em vez de se refugiar só no conforto.
O que faz?
Seu medo é perder a conexão com os outros, que os vínculos se rompam. Esse medo pode se traduzir em comportamentos que buscam manter a paz e a harmonia, muitas vezes à custa das próprias necessidades e desejos:
- Evitação do conflito: esforça-se para evitar os confrontos, inclusive ignorando problemas importantes ou reprimindo suas opiniões.
- Adaptação: alinha-se aos desejos alheios para manter a paz, desconectando-se dos próprios valores.
- Dificuldade para decidir: paralisa-se diante de escolhas que possam gerar desacordo ou desconforto.
- Passividade: resiste à mudança ou a sair da rotina, mesmo quando ela já não é satisfatória.
- Adiamento: atrasa tarefas para evitar situações desconfortáveis ou possíveis tensões.
- Minimização dos problemas: tira a importância das próprias necessidades ou problemas para não “incomodar”.
- Busca de conforto: prefere ambientes e dinâmicas que lhe ofereçam conforto e evitem rupturas.
- Rejeição ao confronto: cede com facilidade ou se retira diante de situações tensas para não gerar conflito.
- Inação: fica imóvel diante de decisões ou mudanças, esperando que tudo se resolva sozinho.
- Comodismo: aceita situações medíocres por medo de perturbar o equilíbrio aparente.
Esses comportamentos são uma defesa diante da percepção de que o conflito é ameaçador e perturbador. A partir da integração, pode reconhecer e valorizar seus desejos, enfrentar o conflito de forma saudável e se expressar com mais clareza e segurança.
A partir da Confiança
O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 9 a partir da dinâmica da Confiança.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «O conflito pode levar a mais entendimento e crescimento para todos.» | Coragem | Enfrentar os conflitos de maneira construtiva. |
| «Minha voz é importante e merece ser ouvida.» | Confiança | Expressar sua opinião com clareza. |
| «Posso tomar decisões que reflitam meus verdadeiros desejos.» | Determinação | Tomar decisões firmes. |
| «Fazer o que amo me enche de energia e satisfação.» | Alegria | Engajar-se ativamente em suas paixões. |
| «É necessário estabelecer limites para o meu bem-estar e o dos outros.» | Autorrespeito | Estabelecer e manter limites saudáveis. |
| «Cuidar de mim mesmo me permite estar presente para os outros.» | Autocuidado | Priorizar suas próprias necessidades e desejos. |
O que pensa?
Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seus pensamentos refletem uma maior autoconsciência e uma participação mais ativa na vida:
- Valor pessoal: “Minhas opiniões e desejos são valiosos e merecem ser expressos e levados em conta.”
- Proatividade: “Posso tomar a iniciativa e fazer mudanças positivas na minha vida e na minha comunidade.”
- Compromisso: “Tudo bem me comprometer plenamente com meus relacionamentos e projetos; minha presença tem um impacto significativo.”
- Ação consciente: “A ação é necessária e benéfica; posso agir de maneira coerente com meus valores sem perder a paz.”
- Equilíbrio entre paz e crescimento: “A verdadeira paz vem de viver de forma autêntica e enfrentar os desafios da vida, não de evitá-los.”
- Autenticidade: “Quando sou autêntico e genuíno, os relacionamentos e as atividades são mais satisfatórios.”
- Responsabilidade pessoal: “Tenho a responsabilidade de atender às minhas próprias necessidades, e não só às dos outros.”
- Valor do conflito: “O conflito não é necessariamente destrutivo; bem administrado, pode levar a um crescimento e a uma compreensão mais profundos.”
- Conexão emocional: “Conectar-me com minhas emoções e com as dos outros enriquece minha vida e meus vínculos.”
- Presente e futuro: “Posso planejar e trabalhar pelo futuro sem sacrificar meu prazer e minha participação no presente.”
Esses pensamentos refletem uma maturidade em que encontra o equilíbrio entre manter a paz, interna e externa, e tomar ações decisivas que reflitam quem é. Integrar-se significa abraçar a vida com todas as suas complexidades e desafios, e agir com fidelidade a si mesmo.
O que sente?
Suas emoções refletem um equilíbrio saudável entre a paz interna e a participação ativa no mundo:
- Autoaceitação: sente-se à vontade com quem é, e aceita suas forças e fraquezas sem autocrítica.
- Serenidade: uma paz interna genuína, não como evasão, mas como aceitação tranquila da realidade.
- Autenticidade emocional: permite-se sentir e expressar emoções genuínas, mesmo quando não são agradáveis.
- Confiança: em sua capacidade de enfrentar situações difíceis e se expressar com clareza.
- Afirmação: clareza sobre seus valores, e coerência ao agir de acordo com eles.
- Consciência: reconhece as próprias necessidades e desejos, e se sente merecedor de atendê-los.
- Compaixão: sua paz interna se traduz em uma compaixão genuína pelos outros.
- Motivação: vontade de crescer e evoluir, saindo do comodismo e da inércia.
- Conexão: vínculos profundos e significativos, baseados na igualdade e no respeito mútuo.
- Alegria: no dia a dia e em seus relacionamentos, apreciando a vida como ela é.
Incorpora eficiência, foco e desejo de desenvolvimento sem perder sua capacidade de sustentar a harmonia e o equilíbrio. Está mais presente, comprometido e ativo na construção de uma vida plena, alinhada com seus ideais de paz e unidade.
O que faz?
Suas ações refletem uma maior autoafirmação e uma participação ativa no mundo. Pode:
- Expressar opiniões e desejos: comunica suas necessidades e opiniões de forma clara e direta, sem fugir do conflito.
- Tomar decisões: assume um papel ativo ao decidir e sustenta suas escolhas, mesmo que outros não concordem.
- Enfrentar conflitos: encara-os de maneira construtiva, buscando soluções que beneficiem todas as partes.
- Agir com proatividade: envolve-se em atividades que lhe interessam e toma a iniciativa em vez de ficar passivo.
- Estar presente: participa plenamente de seus relacionamentos e tarefas, tanto emocional quanto fisicamente.
- Priorizar o autocuidado: dedica tempo a si mesmo, reconhecendo que seu bem-estar é essencial para poder cuidar dos outros.
- Estabelecer limites: estabelece e mantém limites saudáveis, para que suas próprias necessidades também sejam respeitadas.
- Buscar a harmonia interna: cultiva uma paz que surge do alinhamento entre suas ações, seus valores e sua autenticidade.
- Promover a igualdade: garante que todos sejam ouvidos e valorizados, como mediador genuíno e efetivo.
- Crescer: participa de atividades que o desafiam a sair da zona de conforto e o impulsionam a se desenvolver.
Equilibra seu desejo natural de paz com a vontade de crescer e participar ativamente da vida. É mais assertivo, mais autêntico e está mais conectado com seus desejos, o que lhe permite se construir a partir da plenitude e de uma presença real em todas as áreas da vida.
Do Medo à Confiança
A partir do Medo: dimensões separadas
A partir da Confiança: dimensões integradas
O processo de integração do E-Mode 9 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 3 (a eficiência, as ambições pessoais saudáveis e a proatividade), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Abre-se a uma maior autoexpressão, à orientação para metas e a uma valorização real das próprias necessidades.
A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.
Perspectiva: do Medo à Confiança
Para avançar em direção à integração, ajudam mudanças de pensamento que favoreçam a autoconsciência, a assertividade, a participação ativa e um compromisso pleno com a própria vida:
- Da passividade à ação: de “Está bom assim” para “Posso fazer mudanças para melhorar minha vida”.
- Do comodismo à autoexpressão: de “Não quero causar problemas” para “Minha voz e minhas necessidades são importantes”.
- Da acomodação à autenticidade: de “Vou fazer o que os outros quiserem” para “É importante que meus desejos também sejam respeitados”.
- Da fusão à individualidade: de “Tenho que me fundir às necessidades dos outros” para “Tudo bem ter meu próprio caminho e segui-lo”.
- Da evitação do conflito ao confronto saudável: de “O conflito é perigoso” para “O conflito pode ser uma oportunidade de crescimento e conexão”.
- Da inércia à motivação: de “Não consigo mudar as coisas” para “Tenho o poder de fazer mudanças positivas na minha vida”.
- Da negação à aceitação: de “Se eu ignorar um problema, ele não existe” para “Enfrentar um problema é o primeiro passo para resolvê-lo”.
- Da minimização à validação: de “O que eu sinto não é grande coisa” para “Meus sentimentos são válidos e merecem atenção”.
- Da desconexão à presença: de “Tanto faz” para “Quero estar presente e comprometido com minha vida e meus relacionamentos”.
- Da dúvida à confiança: de “Não sei bem o que quero” para “Confio na minha capacidade de me conhecer e tomar decisões acertadas”.
Esses novos padrões de pensamento o ajudam a se sentir mais conectado com seus desejos e valores, e a ser protagonista da própria vida. Isso leva a uma maior satisfação pessoal e a relacionamentos mais autênticos e significativos.
Afetiva: do Medo à Confiança
Para trabalhar suas emoções a favor da integração, pode tentar:
- Reconhecimento emocional: identificar e reconhecer suas emoções em vez de anestesiá-las ou evitá-las.
- Expressão emocional: praticar a expressão saudável das emoções, mesmo quando não são positivas: conversar com amigos, fazer terapia ou canalizá-las na arte ou na escrita.
- Confronto construtivo: enfrentar os problemas em vez de evitá-los, entendendo que o confronto pode ser um caminho para o crescimento e a resolução.
- Tolerância ao desconforto: aumentar sua capacidade de tolerar emoções desconfortáveis, por exemplo participando de debates ou encarando tarefas que costuma evitar.
- Assertividade: aprender a se expressar com respeito e a defender seus desejos sem sacrificar seu bem-estar para manter a paz externa.
- Autoexploração: dedicar-se a descobrir o que realmente quer e valoriza, além das expectativas alheias.
- Sair da inércia: reconhecer quando está em modo complacente ou imóvel, e estabelecer metas concretas para sair desse estado.
- Presença: práticas de atenção plena para não “se desligar” na rotina.
- Equilíbrio emocional: equilibrar o cuidado com os outros e o cuidado pessoal, dando a si mesmo o mesmo valor e a mesma atenção.
- Celebração das conquistas: reconhecer seus avanços e se permitir sentir orgulho e satisfação pelo que alcançou.
Assim, pode viver de forma mais autêntica e conectada, e seu desejo de paz e harmonia se transforma em uma expressão plena de si mesmo, não só na ausência de conflito.
Efetiva: do Medo à Confiança
Comportamentos que promovem a autoexpressão e a participação ativa, com um foco claro e ações concretas para alcançar metas pessoais:
- Expressar necessidades e desejos: comunicá-los de forma aberta e clara, mesmo que haja risco de desacordo ou conflito.
- Decidir: praticar decisões firmes e agir de acordo com elas, sem adiar nem delegar passivamente.
- Enfrentar conflitos: encará-los diretamente, entendendo que podem fortalecer os vínculos e favorecer o crescimento.
- Participação ativa: envolver-se com compromisso na vida social, profissional e pessoal, passando de espectador a protagonista.
- Presença consciente: estar plenamente presente no aqui e agora, para viver com mais consciência e conexão.
- Autocuidado: priorizar o próprio bem-estar, reconhecendo que não é possível cuidar dos outros sem cuidar de si mesmo.
- Limites: definir e manter limites claros para proteger seu tempo, sua energia e seu bem-estar emocional.
- Confrontar a inércia: identificar a tendência à estagnação e tomar ações concretas para superá-la.
- Afirmação pessoal: defender seus valores e crenças com convicção, mesmo que nem sempre sejam aceitos.
- Crescimento pessoal: buscar experiências que o desafiem a sair da zona de conforto e promovam seu desenvolvimento.
- Objetivos: começar com metas pequenas e alcançáveis, e avançar progressivamente para desafios maiores.
- Plano de ação: montar um plano com passos concretos e prazos definidos para alcançar suas metas.
- Retorno dos outros: pedir opiniões sobre si para melhorar seu desempenho e fortalecer a conexão com os outros.
Essas condutas o ajudam a equilibrar seu desejo de paz com a necessidade de ser uma pessoa autônoma e expressiva: construir relacionamentos autênticos, atender às próprias necessidades e contribuir de maneira significativa com o mundo ao seu redor.
Níveis de integração
Desintegrado
Negação e dissociação. Defende a ilusão de que está tudo bem e resiste a enfrentar seus problemas. Torna-se depressivo, ineficiente e apático. Pode se dissociar e negar a realidade, fechando-se a qualquer coisa que possa afetá-lo, e se mostrar desolado e atordoado. No extremo, fecha-se em si mesmo e pode até se fragmentar em subpersonalidades para sustentar uma paz interna aparente.
- Efetiva: negação e dissociação; defende a ilusão de que está tudo bem e resiste a enfrentar os problemas.
- Afetiva: desolado e atordoado, pode chegar a se insensibilizar por completo e a se fragmentar em subpersonalidades para manter a ilusão de paz.
- Perspectiva: uma perspectiva completamente fechada, que resiste a qualquer coisa que possa afetá-lo; teimosia e fechamento mental para evitar o questionamento e acabar cedendo.
Semi-integrado
Evitação do conflito e comodismo. Começa a evitar os conflitos para preservar sua paz mental, o que pode levá-lo a concordar com os outros mesmo quando internamente não deseja. Pode se tornar indiferente e autocomplacente, e organizar sua vida para minimizar qualquer perturbação. Torna-se resignado e apaziguador: tira a importância dos problemas, vive com uma atitude estoica, reprime a ira e se apega a ilusões.
- Efetiva: evita os conflitos por meio da complacência, concordando com os outros para preservar a paz mental; torna-se resignado e apaziguador.
- Afetiva: indiferente e autocomplacente, minimiza o impacto que os problemas possam ter sobre ele.
- Perspectiva: tira a importância dos problemas e se apega a ilusões, buscando manter a paz mental a qualquer custo.
Integrado
Paz interior e participação ativa. Liberta-se da crença de que sua participação não importa e encontra uma verdadeira conexão consigo mesmo e com os outros. Alcança a estabilidade interior e a paz mental que busca, e se torna sereno, dinâmico e presente. É naturalmente tranquilo, sustenta uma harmonia estável, interna e externa, e se mostra generoso e encorajador. Cria e sustenta espaços de paz, e faz a mediação dos conflitos com paciência e sensatez.
- Efetiva: participação ativa na realidade; sereno, dinâmico e presente em sua relação com os outros.
- Afetiva: estabilidade interior e paz mental sem se anular, buscando a harmonia interna e externa.
- Perspectiva: uma perspectiva paciente, firme e sensata; desenvolve uma opinião pessoal clara e sustentada, aberta ao diálogo.
C-Modes: C8 e C1
Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.
Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.
C-Mode8
Contribuição positiva · Confiança
- Determinação
- Assertividade
- Energia
Contribuição negativa · Medo
- Agressividade
- Impulsividade
- Dominação
C-Mode1
Contribuição positiva · Confiança
- Ordem
- Integridade
- Perseverança
Contribuição negativa · Medo
- Perfeccionismo
- Crítica
- Rigidez
Tríade efetiva
As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).
O E-Mode 9 faz parte da tríade efetiva: abrange os impulsos vitais e instintivos que nos ajudam a afirmar nosso “território”, como a ira. Concentra-se na ação, na reação instintiva e na relação com o ambiente físico, e tende a ser prática.
- Foco: a ação; o controle e a resistência.
- Busca: autonomia.
- Sentimento oculto: raiva, embora tenda a negá-la.
- Agressividade: tende a reprimi-la e a dirigi-la para dentro, ou a expressá-la de forma passivo-agressiva.
Desafios
- Reprime sua agressividade e se autoanula para evitar os conflitos.
- Levanta um “muro” para se proteger das emoções que ameaçam seu equilíbrio interno.
- Resistência à mudança: prefere que tudo continue igual, mesmo quando a mudança seria benéfica.
- Comportamentos passivo-agressivos: faz vista grossa para o que o incomoda para manter a paz.
- Desconecta-se das próprias necessidades para priorizar a harmonia externa.
Contribuição
- Paz e gentileza: sua natureza tranquila facilita a harmonia nos grupos e nos ambientes sociais.
- Mediação natural: capacidade de compreender múltiplos pontos de vista e facilitar acordos.
- Estabilidade e apoio: é uma pessoa confiável e constante, com uma energia calma que sustenta os outros.
Estratégia de integração e desintegração
| Dimensão | Dinâmica do Medo · estratégia de desintegração | Dinâmica da Confiança · estratégia de integração |
|---|---|---|
| EfetivaFazer |
|
|
| AfetivaSentir |
|
|
| PerspectivaPensar |
|
|
Tática de desintegração
Assume traços do Medo do E-Mode 6
Insegurança, ansiedade, paranoia.
Tática de integração
Assume traços da Confiança do E-Mode 3
Iniciativa, eficiência, foco.

