Visão geral
- Eixo Existencial
- Bem
- Tríade
- Efetiva
- C-Modes
- C9 · C2
- A partir da Confiança, assume traços do
- E-Mode 7
- A partir do Medo, assume traços do
- E-Mode 4
A partir do Medo
Perspectiva · o que pensa
Tenho que ser perfeito.
Cometo erros porque há algo defeituoso em mim.
Afetiva · o que sente
Medo de que haja algo ruim ou defeituoso dentro de si.
Efetiva · o que faz
Evitar o erro.
Perfeccionismo obsessivo.
A partir da Confiança
Perspectiva · o que pensa
Sou bom.
Sou bom pelo que sou.
Afetiva · o que sente
Alegria por ser e fazer o bem.
Efetiva · o que faz
Fazer o bem.
Melhoria contínua.
Exemplos
Monica Geller“Friends”
Elsa“Frozen”
Lisa Simpson“Os Simpsons”
Randall Pearson“This Is Us”
O Eixo Existencial do Bem
O Eixo Existencial do Bem se configura quando, nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve uma atenção especial ao âmbito do justo, do correto e daquilo que contribui para o próprio bem e o do entorno. Esse Eixo se vincula ao mundo das normas, dos princípios, dos valores éticos e da intenção de agir em coerência com o que se percebe como bom ou adequado.
A partir dessa perspectiva, a existência começa a se organizar em torno de uma disposição natural para distinguir o que está certo do que não está, assumir responsabilidades, melhorar o que pode ser melhorado e responder ao entorno com integridade. É um modo de estar no mundo em que a noção de dever, do correto e do cuidado com o outro aparecem como referências significativas e orientadoras.
O Bem se torna, assim, o centro a partir do qual se organiza a experiência pessoal. A atenção existencial se volta para como agir corretamente, como contribuir para a ordem e como sustentar a coerência entre o que se pensa, se sente e se faz: um Eixo estruturante que dá sentido e direção à vida.
O Eixo do Bem vivido a partir do Medo
A relação com o bem se torna rígida, exigente e condicionada. A pessoa sente que precisa fazer o bem para evitar consequências negativas: a rejeição, o castigo, a desaprovação ou a culpa. O "dever ser" vira um peso, e o erro, uma ameaça constante. A vida é vivida como um julgamento permanente entre o certo e o errado, com uma voz interior que aponta o que não foi bem-feito ou o que poderia ter sido feito melhor.
A partir dessa vivência, pode desenvolver:
- Uma autoexigência moral extrema, sentindo que o que faz nunca é suficiente.
- Culpa recorrente, inclusive por pequenos erros ou por não ter agido "à altura".
- Julgamento severo de si e dos outros, com dificuldade para compreender as diferenças ou as nuances.
- Inibição na ação, por medo de errar ou de não estar à altura do ideal.
- Uma necessidade constante de corrigir, reparar ou demonstrar integridade.
O Bem deixa de ser vivido como um guia interno que orienta e passa a funcionar como uma exigência constante que impõe e mede. A pessoa pode se sentir em falta, presa numa corrida para cumprir o que é certo, com pouca margem para o descanso ou o prazer.
O Eixo do Bem vivido a partir da Confiança
A pessoa vive o bem como uma bússola interna que orienta sua existência com clareza e coerência. Não age a partir da exigência nem do temor, mas de uma referência autêntica com seus valores. O correto não é um peso, e sim uma fonte de sentido. O bem se expressa em ações cotidianas que nascem do cuidado, do compromisso e da integridade pessoal, sem necessidade de perfeição nem de aprovação externa.
A partir dessa vivência, desenvolve:
- Uma coerência ética natural, em que suas ações refletem seus princípios sem tensão interna.
- Aceitação do erro, compreendendo que errar faz parte do caminho e não é uma ameaça.
- Uma atitude de melhoria constante do possível, sem culpa nem excesso de exigência.
- Inspiração para os outros, não a partir do julgamento, mas do exemplo genuíno.
- Uma forma de estar no mundo que transmite confiança, integridade e clareza.
O Bem não é uma meta a alcançar, e sim uma forma de viver. A pessoa age em sintonia com sua consciência, permite-se ser humana e, a partir daí, contribui para melhorar o que está ao seu redor sem se anular pela exigência.
Contexto da infância
Explorar o contexto infantil permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.
Crianças boas e responsáveis
Desde cedo, a criança com E-Mode 1 tende a ter consciência das expectativas e das normas ao seu redor. Desde o início, procura entender as regras e as maneiras "certas" de fazer as coisas.
- São naturalmente organizadas e estruturadas, e se sentem mais seguras quando as coisas seguem um padrão preestabelecido.
- Podem mostrar sinais de autocontrole e autorregulação.
- Podem ser perfeccionistas, buscando a excelência em suas tarefas e atividades.
- É provável que sintam ansiedade diante da ideia de cometer erros.
- Podem tender à autocrítica e se sentir desconfortáveis quando as coisas não saem como planejado.
- Nas brincadeiras e nas responsabilidades do dia a dia, pode ficar evidente a necessidade de cumprir padrões elevados.
- Podem se destacar em papéis de liderança ou em responsabilidades organizativas nas brincadeiras em grupo.
- Costumam gostar de ser modelos, dando o exemplo em termos de comportamento ético e correto.
Contexto familiar positivo
- Um ambiente que promoveu a integridade, a responsabilidade e o senso de justiça.
- Pais que ofereceram um exemplo positivo e coerente com os valores ensinados.
- Ênfase em fazer o certo mesmo quando ninguém está olhando.
- Reconhecimento do valor da imperfeição e do erro como parte da aprendizagem.
- Apoio emocional diante de conquistas e fracassos; validação afetiva.
- Estímulo à autonomia e ao pensamento crítico, incentivando a criança a construir seus próprios princípios.
- Ênfase no caráter, na bondade e no impacto positivo nos outros como indicadores de valor pessoal.
Mensagem percebida na infância: "Você é bom".
Contexto familiar negativo
- Expectativas extremamente altas sem reconhecimento afetivo.
- Um ambiente centrado na crítica, na correção e na perfeição.
- Pressão constante para cumprir normas rígidas, com figuras de autoridade pouco satisfeitas.
- A percepção de que o amor e a aprovação eram condicionados ao desempenho ou ao comportamento.
- Falta de espaço para cometer erros e aprender com eles.
- Críticas severas diante de erros ou de expressões emocionais "negativas".
- Sensação de solidão emocional, com necessidade de autossuficiência para conquistar aprovação.
Mensagem percebida na infância: "Não é certo cometer erros".
A partir do Medo
O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 1 a partir da dinâmica do Medo.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Tenho que ser exemplo em tudo.» | Pressão | Estabelecer padrões inalcançáveis e sofrer por não cumpri-los. |
| «Nada é bom o suficiente.» | Raiva | Criticar constantemente e procurar defeitos em tudo e em todos. |
| «Tenho que corrigir todos os erros.» | Frustração | Tentar controlar e corrigir o ambiente e as pessoas. |
| «As coisas têm que ser feitas como devem ser feitas.» | Rigidez | Mostrar inflexibilidade e resistência a novas ideias. |
| «É meu dever garantir que tudo esteja perfeito.» | Excesso de exigência | Sobrecarregar-se de trabalho e obrigações. |
| «A disciplina é a única maneira de alcançar o esperado.» | Sufoco | Seguir rotinas rígidas e exigir o mesmo dos outros. |
Personagem de referência: Monica Geller (Friends)
O que pensa?
Os pensamentos que surgem do medo de ser incorreto ou imperfeito podem ser rigorosos e autocríticos. Alguns exemplos da narrativa interna:
- Perfeccionismo: "Se não está perfeito, não está bem-feito".
- Autocrítica: "Não fiz isso tão bem quanto deveria".
- Comparação: "Por que não consigo fazer tão bem quanto [outra pessoa]?".
- Deveria: "Eu deveria conseguir controlar esta situação".
- Responsabilidade: "Se eu não fizer, ninguém vai fazer direito".
- Justiça: "Isto não está certo; precisa ser corrigido".
- Intolerância ao erro: "Erros são inaceitáveis".
- Idealismo: "Existe uma maneira certa de fazer cada coisa".
- Melhoria constante: "Sempre há algo a melhorar ou consertar".
Esses pensamentos podem levar ao perfeccionismo, à necessidade de corrigir erros constantemente e à tendência a ser crítico consigo mesmo e com os outros.
O que sente?
A partir do medo de ser imperfeito ou incorreto, pode experimentar emoções intensas e muitas vezes conflitantes:
- Frustração: por não conseguir alcançar os padrões elevados que impõe a si mesmo ou aos outros.
- Raiva: muitas vezes reprimida e expressa por meio do perfeccionismo, da crítica e da irritabilidade, quando as coisas não são feitas de acordo com suas expectativas.
- Ressentimento: quando percebe que os outros não fazem as coisas corretamente ou não valorizam a perfeição e a ordem tanto quanto ele.
- Ansiedade: uma ansiedade de fundo por cometer erros, que se manifesta como preocupação constante com os detalhes e a correção.
- Culpa: quando acredita que falhou com seus próprios padrões ou que, de alguma forma, foi "mau" ou imperfeito.
- Vergonha: a sensação de não ser bom o suficiente ou de ter falhado com seus ideais.
- Medo do erro: que pode levá-lo a ser excessivamente cauteloso e conservador ao decidir.
- Impaciência: com os processos que considera ineficientes ou com as pessoas que não agem com a mesma urgência em relação à melhoria.
- Desilusão: quando a realidade não coincide com sua visão ideal de como as coisas deveriam ser.
- Desesperança: em momentos de grande estresse, quanto à possibilidade de alcançar seus ideais ou à capacidade das pessoas de mudar e melhorar.
O que faz?
A partir do Medo, é movido por um desejo compulsivo de perfeição e pelo temor de ser defeituoso ou mau. Pode mostrar estes comportamentos:
- Crítica: consigo mesmo e com os outros, concentrando-se nos erros e nas falhas para corrigir o que percebe como imperfeito.
- Autocontrole: esforça-se para exercer um forte autocontrole para não errar nem agir de maneira incorreta, o que pode levar à repressão emocional.
- Rigidez: adesão estrita a regras, padrões e procedimentos; mostra-se inflexível.
- Perfeccionismo: fica obcecado pelos detalhes e pela qualidade do trabalho, o que pode levar à procrastinação ou à paralisia por análise.
- Irritabilidade: a busca constante pela perfeição pode deixá-lo impaciente quando as coisas não são feitas do seu jeito ou no nível que espera.
- Controle: tenta controlar seu entorno e as pessoas para manter a ordem e evitar a imperfeição.
- Moralismo: pode se sentir com a autoridade ou a responsabilidade de corrigir os outros.
- Justificação: justifica suas ações e críticas acreditando que ajuda os outros a melhorar.
A partir da Confiança
O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 1 a partir da dinâmica da Confiança.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Todos cometemos erros, e tudo bem.» | Aceitação | Mostrar paciência e compreensão com os erros próprios e alheios. |
| «A perfeição não é o objetivo; o crescimento, sim.» | Tranquilidade | Concentrar-se na aprendizagem e no crescimento pessoal em vez da perfeição. |
| «Posso encontrar equilíbrio entre o dever e o prazer.» | Satisfação | Permitir-se aproveitar atividades prazerosas sem se sentir culpado. |
| «Meu valor não depende do meu desempenho ou das minhas conquistas.» | Autoestima | Valorizar a si mesmo além dos erros ou acertos. |
| «O progresso é mais importante que a perfeição.» | Motivação | Celebrar os pequenos avanços e conquistas sem se concentrar na perfeição. |
| «Eu me permito mostrar minhas emoções, e tudo bem fazer isso.» | Autenticidade | Expressar abertamente seus sentimentos e ser autêntico em suas relações. |
O que pensa?
Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seus pensamentos refletem uma mentalidade mais aberta, equilibrada e positiva:
- Flexibilidade: "As coisas não precisam ser perfeitas para estar bem".
- Autocompaixão: "Tudo bem cometer erros; eu também sou humano".
- Perspectiva: "Há muitas maneiras certas de fazer as coisas".
- Valorização: "Aprecio o que há de bom na vida e nas pessoas ao meu redor".
- Otimismo: "O mundo está cheio de oportunidades e de beleza".
- Paciência: "Posso ser paciente e entender que tudo tem seu tempo".
- Humildade: "Não preciso ter todas as respostas ou soluções".
- Tolerância: "Posso tolerar as imperfeições e aproveitar a experiência".
- Confiança: "Confio que os outros também têm boas intenções e habilidades".
- Equilíbrio: "É importante equilibrar trabalho e diversão, esforço e descanso".
Essa mudança de mentalidade permite que ele se liberte da autocrítica e da rigidez, e viva com menos estresse e mais felicidade.
O que sente?
Experimenta emoções que refletem um bem-estar interno maior:
- Alegria: satisfação autêntica por poder apreciar a vida como ela é, sem a necessidade constante de melhorá-la.
- Serenidade: paz interior, livre do perfeccionismo e da autocrítica que muitas vezes o tensionam.
- Aceitação: tranquilidade com a imperfeição própria e alheia, o que abre espaço para a compaixão.
- Otimismo: uma visão que enxerga possibilidades e oportunidades em vez de falhas e defeitos.
- Gratidão: pelas experiências, pelas relações e pelas conquistas, grandes e pequenas.
- Entusiasmo: permite-se participar de atividades lúdicas e criativas sem a pressão de ser perfeito.
- Curiosidade: interesse por novas experiências e aprendizados.
- Confiança: de que as coisas vão se resolver, mesmo que não estejam sob seu controle direto.
- Gentileza: mais calor e delicadeza consigo mesmo e com os outros, porque a crítica severa se suaviza.
- Paciência: mais tolerância diante das frustrações do dia a dia.
A rigidez interna se transforma em fluidez emocional, e isso lhe permite aproveitar uma vida mais plena e harmoniosa.
O que faz?
Suas ações brotam da confiança e da liberdade. Torna-se:
- Mais relaxado: deixa de lado a rigidez e se permite aproveitar, deixando que as coisas sejam o que podem ser, com suas imperfeições.
- Menos crítico: consigo mesmo e com os outros, com mais compaixão e compreensão.
- Mais tolerante: com os erros e as imperfeições, que entende como parte do crescimento humano.
- Mais espontâneo: consegue brincar e aproveitar o presente em vez de se preocupar constantemente com o futuro.
- Flexível: em suas expectativas e planos, e se adapta com facilidade quando as coisas não saem como previsto.
- Alegre: expressa alegria e satisfação com mais facilidade, não só quando as coisas estão "certas".
- Consciente das conquistas: reconhece e celebra as próprias e as dos outros, em vez de se concentrar só no que falta.
- Mais criativo: seu olhar se abre a possibilidades mais criativas e menos estruturadas.
- Mentor e guia: acompanha os outros não a partir da crítica, mas da sabedoria e da motivação positiva.
- Defensor de causas: luta por seus ideais com entusiasmo e esperança, em vez de fazê-lo por obrigação.
Do Medo à Confiança
A partir do Medo: dimensões separadas
A partir da Confiança: dimensões integradas
O processo de integração do E-Mode 1 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 7 (a espontaneidade, a diversidade e o prazer de viver), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à flexibilidade, à alegria e à aceitação da imperfeição.
A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.
Perspectiva: do Medo à Confiança
É fundamental uma mudança no padrão de pensamento que lhe permita ser mais indulgente e menos crítico, consigo mesmo e com os outros:
- Da crítica à aceitação: de "Tem que ser perfeito" para "Está bom o suficiente e posso apreciar o esforço".
- Da autoexigência rígida à compaixão: de "Eu deveria fazer isso melhor" para "Estou fazendo o melhor que posso, e tudo bem".
- Da impaciência à paciência: de "Isto tem que mudar agora" para "A mudança leva tempo e estou disposto a esperar".
- Do julgamento à compreensão: de "Isto está errado" para "Consigo entender por que aconteceu desta maneira".
- Do controle ao desapego: de "Preciso controlar tudo" para "Posso deixar as coisas fluírem e confiar no processo".
- Da perfeição ao progresso: de "Se não é perfeito, não vale a pena" para "Cada passo à frente é um progresso valioso".
- Da autocrítica à autovalorização: de "Não estou à altura" para "Tenho orgulho do que conquistei".
- Da obrigação à escolha: de "Tenho que fazer isto" para "Escolho fazer isto porque é importante para mim".
- Da culpa à responsabilidade: de "A culpa é minha quando as coisas dão errado" para "Assumo a responsabilidade e aprendo com as situações".
- Da frustração à abertura: "Estou aberto a ver a beleza e o valor no imperfeito".
A prática regular dessas novas formas de pensar pode se apoiar na meditação, na escrita reflexiva e em técnicas de terapia cognitivo-comportamental.
Afetiva: do Medo à Confiança
Para trabalhar suas emoções a favor da integração, pode tentar:
- Reconhecimento emocional: identificar e nomear suas emoções sem julgá-las.
- Validação: aceitar que todas as emoções são válidas e têm um propósito. Em vez de reprimir a raiva, a frustração ou a impaciência, reconhecê-las como sinais de necessidades ou de limites.
- Empatia: compreender mais profundamente as emoções dos outros, para relaxar a crítica interna e externa e promover a conexão.
- Gestão da raiva: praticar técnicas como a respiração profunda, a contagem regressiva ou a visualização para evitar respostas impulsivas ou críticas.
- Espaço para a vulnerabilidade: permitir-se senti-la e expressá-la num ambiente seguro.
- Autocompaixão: falar consigo mesmo com a bondade e a compreensão que usaria com um bom amigo.
- Desapego da perfeição: soltar a necessidade de controle, entendendo que os erros são oportunidades de aprender e não refletem seu valor pessoal.
- Relaxamento: atividades que relaxem o corpo e a mente, como a meditação guiada ou o relaxamento progressivo.
- Expressão emocional: canais construtivos como a arte, a escrita, a música ou o diálogo aberto com pessoas de confiança ou um terapeuta.
- Celebração das conquistas: reservar um tempo para reconhecer o que há de positivo, não só o que precisa melhorar.
- Abertura à diversidade: mais tolerância com outros pontos de vista e formas de vida, com menos apego aos julgamentos, aos preconceitos ou às regras rígidas.
Na direção da integração, permite-se aproveitar momentos de alegria e indulgência.
Efetiva: do Medo à Confiança
Comportamentos que podem ajudar:
- Flexibilidade: deixar conscientemente pequenas imperfeições em tarefas do dia a dia para praticar a tolerância.
- Moderar a autocrítica: antes de se criticar, buscar três aspectos positivos da situação ou do próprio desempenho.
- Tempo para si: reservar momentos para relaxar e aproveitar o que não tem a ver com o trabalho ou com a melhoria pessoal, sem culpa.
- Exercício físico moderado: uma válvula de escape saudável para a tensão e o estresse.
- Expressão criativa: atividades artísticas ou criativas sem julgar o resultado final.
- Abertura ao erro: encarar de propósito tarefas novas e desafiadoras para aprender com os erros de forma segura.
- Paciência: com os outros e consigo mesmo, reconhecendo que todos estão em processo de crescimento.
- Conexão com os outros: atividades sociais que estimulem o riso, a diversão e a conexão emocional.
- Atenção plena: uma rotina de meditação para aumentar a consciência do presente e diminuir a reatividade automática.
- Auto-observação: refletir sobre seus pensamentos e comportamentos sem julgá-los, por exemplo com um diário.
- Espontaneidade: soltar-se e deixar-se levar pela improvisação, com momentos divertidos e sem agenda.
Essas condutas ajudam a suavizar a tendência ao perfeccionismo, a valorizar o processo além do resultado e a viver com mais paz interior e satisfação.
Níveis de integração
Desintegrado
Vive uma profunda rigidez e um ressentimento em relação aos outros e a si mesmo. Procura se justificar e calar as críticas para salvar sua imagem, mas se sente preso num ciclo de autocrítica e autojustificação.
- Efetiva: torna-se crítico e punitivo; procura constantemente erros nos outros e se castiga por não alcançar seus próprios padrões.
- Afetiva: amargura e ressentimento em relação aos outros e a si mesmo; não consegue encontrar paz interior.
- Perspectiva: uma visão extremamente rígida e condenatória do mundo; não consegue enxergar além das próprias crenças.
Semi-integrado
Começa a sentir a pressão de convencer os outros e de se manter fiel aos seus ideais. Vive ansiedade e rigidez enquanto tenta estar à altura de seus padrões.
- Efetiva: teme que os outros não compartilhem seus princípios e se esforça para convencê-los; torna-se sério e enérgico na defesa de seus ideais.
- Afetiva: ansiedade e tensão pela necessidade de estar à altura de seus próprios padrões; sente-se obrigado a viver de acordo com seus ideais, o que pode gerar irritabilidade e rigidez.
- Perspectiva: uma postura crítica em relação aos outros e a si mesmo, buscando a perfeição e corrigindo o que percebe como desvios de seus princípios.
Integrado
Abandona a necessidade de julgar e se concentra em viver de maneira íntegra e nobre. Aceita a vida com esperança e se sente realizado ao agir com discernimento e aceitação.
- Efetiva: deixa o desejo de julgar e se torna íntegro e descontraído; encara a vida com esperança e nobreza, com paciência diante dos erros próprios e alheios.
- Afetiva: sente-se realizado e em paz, confiando em sua capacidade de discernir o que é certo; aceita profundamente a si mesmo e aos outros.
- Perspectiva: uma atitude de abertura e compreensão em relação ao mundo, que reconhece a complexidade das situações e das pessoas.
C-Modes: C9 e C2
Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que estão de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.
Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.
C-Mode9
Contribuição positiva · Confiança
- Paz
- Tolerância
- Compreensão
Contribuição negativa · Medo
- Passividade
- Indolência
- Complacência
C-Mode2
Contribuição positiva · Confiança
- Empatia
- Calor humano
- Orientação ao serviço
Contribuição negativa · Medo
- Dependência
- Manipulação emocional
- Abnegação excessiva
Tríade efetiva
As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).
O E-Mode 1 faz parte da tríade efetiva: abrange os impulsos vitais e instintivos que nos ajudam a afirmar nosso "território", como a raiva. Concentra-se na ação, na reação instintiva e na relação com o ambiente físico, e tende a ser prático.
- Foco: a ação; o controle e a resistência.
- Busca: autonomia.
- Sentimento oculto: raiva.
- Agressividade: tende a reprimi-la.
Desafios
- A energia se volta para dentro, contra seus próprios impulsos, e gera muita tensão física para conter seus limites interiores e manter sob controle aspectos de sua natureza.
- Pouco contato com suas emoções, que controla em excesso.
- Crítico e perfeccionista: pode ser exigente demais consigo mesmo e com os outros, e intolerante com o erro próprio ou alheio.
- Seu desejo de fazer as coisas "corretamente" pode levar à rigidez e à resistência a novas ideias.
- Frustra-se facilmente com a imperfeição, tanto nas situações quanto nas pessoas.
Contribuição
- Ética e responsabilidade: um forte senso do bem e do mal.
- Atenção aos detalhes: padrões elevados que podem levar a um trabalho de grande qualidade.
- Compromisso com a melhoria: pessoal e coletiva, sempre buscando maneiras de fazer as coisas melhor; habilidade para se relacionar objetivamente, aperfeiçoando seu entorno.
Estratégia de integração e desintegração
| Dimensão | Dinâmica do Medo · estratégia de desintegração | Dinâmica da Confiança · estratégia de integração |
|---|---|---|
| EfetivaFazer |
|
|
| AfetivaSentir |
|
|
| PerspectivaPensar |
|
|
Tática de desintegração
Assume traços do Medo do E-Mode 4
Transbordamento emocional, vitimização, desvalorização.
Tática de integração
Assume traços da Confiança do E-Mode 7
Adaptabilidade, otimismo, espontaneidade.

