ExistentialMarco teórico

Por E-Mode

E-Mode 7 · O Eixo da Felicidade

As pessoas com E-Mode 7 tendem a ser otimistas, entusiasmadas e cheias de energia. Inclinam-se para a diversão, as emoções positivas e a variedade, sempre em busca de novas experiências e oportunidades que estimulem sua mente e seus sentidos.

Visão geral

7
Eixo Existencial
Felicidade
Tríade
Perspectiva
C-Modes
C6 · C8
A partir da Confiança, assume traços do
E-Mode 5
A partir do Medo, assume traços do
E-Mode 1
PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

A partir do Medo

Perspectiva · o que pensa

Tenho que estar alegre sem sofrer.

Preciso garantir que estarei satisfeito, sem sofrimentos.

Afetiva · o que sente

Medo de ficar preso na dor, no sofrimento ou na privação.

Efetiva · o que faz

Evitar a dor.

Escapismo frenético com estímulos.

A partir da Confiança

Perspectiva · o que pensa

Sou feliz.

Tenho e terei tudo o que é necessário para ser feliz.

Afetiva · o que sente

Serenidade e gratidão.

Efetiva · o que faz

Ser feliz e fazer os outros felizes.

Encontra satisfação no presente.

Exemplos

  • Peter PanPeter Pan“Peter Pan”
  • Jim CarreyJim CarreyAtor
  • Jack SparrowJack Sparrow“Piratas do Caribe”
  • AnnaAnna“Frozen”

O Eixo Existencial da Felicidade

O Eixo Existencial da Felicidade se configura quando, nos primeiros anos de vida, o menino ou a menina desenvolve uma atenção especial ao âmbito do bem-estar, do prazer e da plenitude. Este Eixo está ligado ao mundo das possibilidades, da curiosidade, da variedade de experiências e da intenção de viver a vida de maneira alegre e satisfatória.

A partir dessa perspectiva, a existência começa a se organizar em torno de uma disposição natural para buscar o que entusiasma, explorar o novo, encontrar o lado positivo das situações e responder ao ambiente com otimismo e energia. É um modo de estar no mundo em que a alegria, a liberdade para explorar e a satisfação se apresentam como referências significativas e orientadoras.

A Felicidade se torna, assim, o centro a partir do qual se organiza a experiência pessoal. A atenção existencial se concentra em como experimentar bem-estar e plenitude, como manter as possibilidades abertas e como atravessar a vida sem ficar preso na dor ou na privação: um Eixo estruturante que dá sentido e direção à vida.

O Eixo da Felicidade vivido a partir do Medo

A pessoa teme profundamente ficar presa na dor, na frustração ou em situações que percebe como limitantes. Tenta se manter sempre um passo à frente: antecipa opções, planeja novos prazeres ou evita as emoções que poderiam conectá-la com o vazio ou a angústia. O entusiasmo e a positividade se tornam estratégias de defesa diante do que não quer sentir.

A partir dessa vivência, pode desenvolver:

  • Evasão emocional, evitando o contato profundo com o sofrimento próprio ou alheio.
  • Dispersão e busca constante de estímulos, como forma de não ficar no vazio.
  • Dificuldade para sustentar processos que impliquem esforço, dor ou espera.
  • Tendência a minimizar o negativo, negando ou relativizando o que dói.
  • Medo de ser restringida ou de perder a liberdade, o que pode gerar rejeição aos limites ou aos compromissos.

A pessoa pode parecer otimista e entusiasmada, mas muitas vezes é assim como forma de evitar a profundidade emocional ou o encontro com os aspectos menos agradáveis da realidade. O prazer se torna um refúgio, e o sofrimento, uma ameaça a ser evitada a todo custo.

O Eixo da Felicidade vivido a partir da Confiança

A pessoa desenvolve uma relação livre com o bem-estar: entende que é possível desfrutar sem precisar negar o mal-estar nem evitar os aspectos dolorosos da vida. Valoriza o positivo e o estimulante, mas também consegue atravessar situações difíceis sem ficar condicionada por elas.

A partir dessa vivência, desenvolve:

  • Capacidade de desfrutar do presente sem depender da antecipação constante de novos estímulos ou de experiências mais gratificantes.
  • Habilidade para atravessar o mal-estar sem evitá-lo nem sentir que vai ficar presa nele.
  • Um bem-estar sustentado, que não depende de estímulos permanentes, mas de uma disposição interna estável.
  • Entusiasmo e criatividade orientados a gerar experiências significativas e sustentáveis.
  • Capacidade de escolher com critério, integrando desejo, realidade e consequências, sem agir só por impulso ou evasão.

A Felicidade não se reduz ao prazer imediato nem exclui o mal-estar: faz parte de uma vida ativa, consciente e orientada à satisfação pessoal e relacional, mesmo em cenários complexos.

Contexto da infância

Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.

Crianças entusiasmadas e curiosas

Desde cedo, a criança com E-Mode 7 tende a se destacar pela energia positiva, pelo entusiasmo e pela curiosidade pelo mundo ao seu redor.

  • São brincalhonas, extrovertidas e buscam constantemente novas experiências e aventuras.
  • Sua autoestima costuma estar ligada à sua capacidade de viver a vida de maneira positiva e alegre.
  • Sentem-se mais satisfeitas quando são reconhecidas por sua criatividade e seu espírito otimista.
  • Costumam ser vistas como crianças “cara de pau”, engraçadas e mimadas, que sempre conseguem o que querem graças à sua esperteza e ao seu charme.
  • Às vezes têm dificuldade para manter a atenção por muito tempo e podem se entediar facilmente se não estão estimuladas.
  • Podem ter uma resistência natural às restrições e às regras rígidas.
  • Buscam a liberdade e a independência, às vezes evitando as situações difíceis ou desagradáveis por meio da distração e da evasão.

Nas brincadeiras e nas situações sociais, aproveitam a companhia de amigos e colegas, mostram uma habilidade natural para encontrar diversão em quase qualquer situação e podem ser particularmente imaginativas.

Contexto familiar positivo

  • Um ambiente cheio de estímulos, alegria e liberdade para explorar, onde a curiosidade natural foi incentivada.
  • Amplas oportunidades de embarcar em novas aventuras, atividades e passatempos, que lhe permitiram desenvolver um leque de interesses e habilidades.
  • Experiências precoces marcadas pela segurança e pelo otimismo: o mundo como um lugar cheio de possibilidades a descobrir.
  • Figuras parentais ou cuidadores positivos e entusiasmados, com um apoio incondicional que reforçou o valor de buscar a felicidade e satisfazer a curiosidade.
  • Um ambiente emocionalmente caloroso e acolhedor, onde era seguro expressar alegria e buscar o que genuinamente lhe interessava.
  • Ênfase na adaptabilidade e na resiliência: os desafios como oportunidades para aprender e crescer, e as dificuldades como algo que se supera com criatividade e uma atitude positiva.
  • O ensinamento de que a felicidade é uma escolha viável e valiosa na vida.

Mensagem percebida na infância: “Você vai ser cuidado e atendido.”

Contexto familiar negativo

  • Falta de estabilidade emocional ou física, que a levou a buscar o escapismo e a gratificação imediata para lidar com o estresse ou a ansiedade.
  • Necessidades emocionais que não foram atendidas de maneira consistente, com pouca previsibilidade no cuidado e na atenção.
  • Inconsistência no afeto, que gerou a sensação de ter que buscar constantemente novas experiências e prazeres para preencher um vazio ou se afastar da tristeza e da solidão.
  • A falta de um ambiente seguro, que a impulsionou a evitar suas emoções mais profundas e a buscar estímulos externos que lhe dessem uma satisfação ou uma euforia passageira.
  • A independência e a autossuficiência aprendidas como defesa contra a decepção ou a rejeição.
  • A percepção de um mundo incerto e potencialmente privado de alegria, que leva a priorizar o próprio prazer acima das relações profundas e estáveis, por medo da vulnerabilidade e da dor.
  • Conflitos familiares, problemas financeiros ou outras formas de instabilidade, que instalaram a crença de que é preciso aproveitar ao máximo o presente porque o futuro é incerto, com dificuldade para se comprometer com planos de longo prazo ou aceitar limitações.

Mensagem percebida na infância: “Não é certo depender de ninguém para nada.”

A partir do Medo

O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 7 a partir da dinâmica do Medo.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Nada me satisfaz por completo.»InsatisfaçãoBuscar constantemente novas experiências.
«Preciso encontrar algo mais emocionante.»InquietudePular de um projeto para outro.
«E se eu perder algo melhor?»AnsiedadeEvitar compromissos de longo prazo.
«Sempre há algo mais interessante para fazer.»FrustraçãoDistrair-se facilmente com novas ideias.
«Não quero lidar com isso agora.»NegaçãoIgnorar ou minimizar os problemas.
«Um dia vou fazer isso, vai ser incrível.»DesconexãoConcentrar-se em fantasias futuras.
Perspectiva · PensarA partir do Medo

O que pensa?

Movido pelo medo de ficar preso na dor e na limitação, pode ter pensamentos recorrentes que refletem sua necessidade de evitar essas emoções e de buscar a liberdade e a felicidade. Alguns exemplos da narrativa interna:

  • Evitar a dor: “Preciso me manter ativo para não me sentir preso ou entediado.”
  • Busca de novidade: “Sempre tem que haver algo emocionante e novo no horizonte.” “Como as pessoas conseguem se entediar? Sempre tem algo novo para descobrir ou fazer!” “Há tanto para descobrir e fazer que a vida não me basta.”
  • Impaciência com a rotina: “A rotina é sufocante e me impede de aproveitar a vida.” “Que chato repetir sempre a mesma coisa, que preguiça.”
  • Necessidade de opções: “Preciso ter vários planos e alternativas para me sentir seguro. Se este plano não funcionar, que outras opções emocionantes eu tenho?”
  • Medo da carência: “Fico angustiado com a ideia de perder minha liberdade ou de não ter os recursos para viver como quero.”
  • Rejeição ao compromisso: “E se eu me comprometer aqui e depois aparecer algo melhor? Será que existe outra coisa que me empolgue mais?”
  • Racionalização da indulgência: “Eu mereço! Para que sofrer tanto se a vida é para ser aproveitada?”
  • Ansiedade diante da limitação: “Não consigo dizer não.” “Não gosto que me digam o que tenho que fazer.”
  • Otimismo como escudo: “Gente negativa me cansa; de tudo dá para tirar algo bom.” “Não importa o que aconteceu, com certeza foi para melhor.”
  • Desprezo pela dor: “Vou controlar as emoções negativas, que não servem para nada.” “Para que sofrer se dá para ser feliz?”

Esses pensamentos podem levá-lo a buscar a gratificação instantânea e a evitar os problemas mais profundos.

Afetiva · SentirA partir do Medo

O que sente?

A partir do medo de ficar preso na dor emocional e na limitação, pode experimentar emoções intensas que muitas vezes tenta evitar ou amenizar:

  • Ansiedade: diante da possibilidade de que sua liberdade seja limitada ou de que lhe faltem opções futuras, sobretudo quando há uma distância entre suas expectativas ou fantasias e a realidade.
  • Impaciência: frustração com as situações ou os processos que percebe como limitantes ou chatos.
  • Inquietude: mal-estar quando precisa lidar com rotinas ou situações que limitam sua sensação de liberdade e aventura.
  • Insatisfação: mesmo tendo muitas experiências positivas, pode se sentir insatisfeito porque acredita que sempre existe algo melhor.
  • Tédio: quando a vida não lhe oferece constantemente estímulos novos e emocionantes.
  • Evasão da dor: evita ativamente as situações que poderiam lhe causar dor ou desconforto emocional.
  • Otimismo forçado: adota uma atitude de otimismo extremo como mecanismo de defesa para não enfrentar as dificuldades emocionais.
  • Frustração: quando não consegue explorar todas as suas ideias ou interesses. A imaginação costuma ser mais prazerosa que a realidade, e a frustração cresce quando a experiência concreta não alcança o ideal.
  • Altos e baixos emocionais: alterna entre a euforia e a tristeza; entusiasma-se com o novo e cai no desencanto quando a realidade não corresponde às suas altas expectativas.
  • Sensação de aprisionamento: medo intenso de ficar preso ou limitado, especialmente em situações emocionais ou compromissos de longo prazo.

Se essas emoções não forem administradas, podem levar à impulsividade e a uma busca constante de estímulos, que o faz descuidar do presente por estar projetado no futuro ou em ideias mais atraentes, afastando-se do encontro genuíno consigo mesmo, com os outros e com a possibilidade de construir uma realidade significativa.

Efetiva · FazerA partir do Medo

O que faz?

A partir do Medo, é movido pela ânsia de buscar experiências gratificantes e de se manter entusiasmado, sempre planejando novas aventuras, e pelo temor de ficar preso no sofrimento ou de que suas necessidades não sejam atendidas. Pode apresentar estes comportamentos:

  • Busca de estímulos: busca constantemente novas experiências, ideias e aventuras que lhe prometam emoção e satisfação.
  • Evitação da dor: evita enfrentar a dor, a tristeza ou o tédio, e usa o planejamento e a fantasia para desviar a atenção dos sentimentos incômodos.
  • Falta de constância: mostra-se impaciente e descontente com a situação atual e busca mudá-la rapidamente.
  • Atividade constante: mantém um alto nível de atividade e pula de uma tarefa para outra sem concluí-las, para se manter ocupado e distraído.
  • Otimismo excessivo: minimiza ou tira a importância de problemas reais, como forma de evitar sofrer.
  • Excesso de compromissos: compromete-se com mais atividades do que consegue dar conta para não perder nada.
  • Justificativa: racionaliza seu comportamento evasivo e sua busca de novidades como uma forma de aproveitar melhor a vida.
  • Foco nas possibilidades: concentra-se mais nas oportunidades futuras do que na realidade presente.
  • Indecisão: tem dificuldade para decidir porque não quer se fechar a outras opções.
  • Autoindulgência: entrega-se aos prazeres para evitar a dor ou a insatisfação.

A partir da Confiança

O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 7 a partir da dinâmica da Confiança.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Existe prazer em permanecer no agora.»GratidãoEncontrar alegria no presente.
«Estou construindo algo valioso e duradouro.»SatisfaçãoSustentar projetos de longo prazo.
«Enfrentar meus medos me torna mais pleno.»ForçaEnfrentar e processar emoções difíceis.
«É importante equilibrar meu tempo e minha energia.»AutorrespeitoEstabelecer e manter limites saudáveis.
«O tempo sozinho é uma oportunidade para me redescobrir.»AutopresençaAprender a ficar à vontade com a solidão.
«A reflexão me leva a decisões mais sustentáveis.»SerenidadeDedicar tempo para refletir antes de agir.

Personagem de referência: Anna (Frozen)

Perspectiva · PensarA partir da Confiança

O que pensa?

Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seus pensamentos refletem uma maior conexão com seu mundo interno e a aceitação de todas as facetas da vida, inclusive as menos prazerosas:

  • Equilíbrio: “A vida não se resume a buscar prazeres; também posso encontrar sentido nas experiências difíceis.”
  • Aceitação da realidade: “Tudo bem enfrentar e aceitar a realidade como ela é, não como eu gostaria que fosse.”
  • Consciência dos outros: percebe as necessidades e os sentimentos das pessoas ao seu redor, não só sua própria necessidade de estímulo.
  • Valor do presente: “O momento presente vale tanto ou mais que meus planos para o futuro.”
  • Profundidade: “A profundidade de uma experiência pode ser tão gratificante quanto a novidade.”
  • Calma interior: “Posso encontrar serenidade e satisfação mesmo quando não estou em movimento nem buscando algo novo.”
  • Compromisso: “O compromisso com as pessoas e os projetos me enriquece e constrói uma vida com propósito.”
  • Gratidão: “Sou grato pelo que tenho aqui e agora, sem precisar de mais para ser feliz.”
  • Vínculos significativos: “Os relacionamentos profundos e duradouros são tão importantes quanto as experiências emocionantes.”
  • Crescimento pessoal: “O crescimento muitas vezes vem dos desafios e nem sempre precisa ser agradável.”
  • Responsabilidade pessoal: “Sou responsável pela minha felicidade e pelo meu bem-estar, e essa responsabilidade não precisa ser um peso.”

Essa mudança de mentalidade o leva da busca constante de estímulos e da evitação da dor a uma aceitação madura da vida em sua totalidade: pode desfrutar de seu otimismo e de seu entusiasmo naturais com os pés na realidade e comprometido com seus vínculos e responsabilidades.

Afetiva · SentirA partir da Confiança

O que sente?

Experimenta emoções mais equilibradas e sustentáveis:

  • Satisfação: contente com a vida como ela é, sem precisar de novas experiências para se sentir completo.
  • Profundidade emocional: deixa suas emoções fluírem e as vive plenamente, inclusive as incômodas ou dolorosas, com segurança e sem a urgência de mudá-las.
  • Aceitação: de suas emoções negativas e das experiências menos prazerosas, sem precisar fugir delas.
  • Gratidão: genuína, pelas pequenas alegrias do dia a dia e não só pelas grandes emoções.
  • Paciência: consegue esperar e desfrutar do caminho até suas metas, não só da expectativa ou da realização imediata.
  • Conexão: aprofunda seus relacionamentos e investe tempo e energia na construção de vínculos significativos e duradouros.
  • Compaixão: seu otimismo e seu entusiasmo se estendem a uma empatia genuína pelos outros e por suas necessidades.
  • Calma: paz interior, mesmo quando as coisas não saem como planejado.
  • Estabilidade: emoções mais estáveis, sem os altos e baixos extremos que às vezes busca para se sentir vivo.
  • Reflexão: sente-se à vontade dedicando tempo à introspecção e valoriza os momentos de tranquilidade.
  • Felicidade realista: conserva sua natureza otimista e alegre, mas dentro de um quadro realista que aceita a vida com todas as suas facetas.

Sua busca de prazer e aventura se equilibra com a introspecção, a curiosidade intelectual e a valorização do simples, e cultiva uma sabedoria que vai além da próxima emoção.

Efetiva · FazerA partir da Confiança

O que faz?

Suas ações se tornam mais equilibradas e focadas:

  • Enfrenta os desafios: em vez de evitar as situações difíceis, encara-as com coragem e uma atitude resolutiva.
  • Compromete-se: com projetos, pessoas e objetivos de longo prazo, e reconhece o valor da constância e da paciência.
  • Agradece: aprecia o momento presente e valoriza o que tem, em vez de buscar sempre o próximo.
  • Planeja com realismo: equilibra seu desejo de aventuras futuras com uma avaliação sensata do que é prático e possível.
  • Concentra-se: presta atenção na tarefa que tem nas mãos e conclui os projetos antes de passar para o próximo.
  • Aceita a vida cotidiana: encontra alegria e satisfação nas rotinas e nas obrigações, não só no novo e emocionante.
  • Disciplina-se: desenvolve e sustenta uma disciplina pessoal que o ajuda a alcançar suas metas mesmo diante de obstáculos ou distrações.

A necessidade de variedade e estímulo se equilibra com a profundidade, a introspecção e a capacidade de concentração. Aprende a desfrutar do processo tanto quanto do resultado e constrói uma alegria verdadeira mesmo nas situações difíceis.

Do Medo à Confiança

A partir do Medo: dimensões separadas

E-Training

A partir da Confiança: dimensões integradas

O processo de integração do E-Mode 7 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 5 (a concentração e a reflexão, a valorização positiva da solidão e o manejo da impulsividade), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção a uma maior profundidade.

A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena, autêntica e sóbria.

Perspectiva · Pensar

Perspectiva: do Medo à Confiança

As mudanças em sua forma de pensar o ajudam a equilibrar seu otimismo inato e sua ânsia de aventura com uma maior aceitação da realidade e uma atitude mais paciente, mais reflexiva e contemplativa:

  • Da evitação à aceitação: de “Tenho que evitar a dor a todo custo” para “Posso enfrentar e lidar com a dor como parte de uma vida completa”.
  • Da busca externa à satisfação interna: de “A felicidade vem das experiências externas” para “A verdadeira satisfação vem de um sentido de realização e de paz interior”.
  • Da gratificação instantânea à adiada: de “Preciso satisfazer meus desejos já” para “Esperar e trabalhar por objetivos de longo prazo é gratificante”.
  • Da impaciência à paciência: de “Tudo tem que acontecer agora” para “Posso desfrutar do processo e ter paciência para que as coisas aconteçam”.
  • Do otimismo irreal à esperança realista: de “Tudo sempre vai dar certo” para “Posso manter a esperança mesmo quando as coisas são incertas”.
  • Da superestimulação à profundidade: de “Preciso de mais experiências para me sentir vivo” para “Encontro profundidade e sentido em experiências mais simples e sustentáveis”.
  • Do medo do aprisionamento à valorização da estrutura: de “A estrutura e a rotina me aprisionam” para “A estrutura pode ser uma base segura a partir da qual explorar”.
  • Do planejamento à presença: de “Estou o tempo todo planejando o futuro” para “Estou presente e comprometido com o aqui e agora”.
  • Do excesso de positividade à aceitação do negativo: de “Tenho que me manter positivo” para “É saudável reconhecer e aceitar também as emoções negativas”.
  • Da multitarefa à concentração: de “Consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo” para “Quando me concentro em uma coisa de cada vez, meu trabalho tem mais qualidade, sou mais efetivo e aproveito mais”.

Essas mudanças o incentivam a abraçar a vida em todas as suas facetas, a apreciar o momento presente e a encontrar satisfação na constância e no crescimento pessoal, não só na novidade e na excitação.

Afetiva · Sentir

Afetiva: do Medo à Confiança

Para administrar suas emoções de maneira mais equilibrada, pode tentar:

  • Reconhecer e aceitar as emoções: todas, inclusive as menos agradáveis, como parte de uma experiência humana completa.
  • Aprofundar em vez de fugir: quando surge uma emoção difícil, em vez de buscar uma saída rápida, dedicar tempo a explorar o que há por trás dela e o que ela ensina.
  • Tolerância à frustração: aumentar conscientemente a tolerância à frustração e ao tédio, reconhecendo que são estados passageiros que podem levar a um crescimento significativo.
  • Reflexão antes da ação: antes de agir por impulso para aliviar o mal-estar, fazer uma pausa e pensar nas consequências de longo prazo.
  • Expressão criativa: canalizar as emoções, inclusive as desafiadoras, por meio da escrita, da música ou da arte.
  • Vínculos significativos: construir relacionamentos profundos em que possa compartilhar suas emoções autênticas.
  • Educação emocional: ler sobre as emoções e sua gestão, ou buscar a orientação de um terapeuta ou de um coach.
  • Consequências de longo prazo: considerar como a evasão das emoções negativas afeta sua vida e seus relacionamentos, e enfrentar as situações em vez de evitá-las.
  • Aceitação do processo: aceitar que o crescimento emocional leva tempo e que tudo bem não se sentir sempre alegre ou entusiasmado.

Em direção à integração, equilibra sua busca natural de prazer e positividade com a aceitação de toda a gama de emoções humanas, e sua experiência de vida se torna mais rica e cheia de nuances.

Efetiva · Fazer

Efetiva: do Medo à Confiança

Comportamentos que podem ajudar:

  • Confronto construtivo: enfrentar as situações difíceis ou dolorosas em vez de evitá-las ou buscar distrações rápidas.
  • Meditação: praticar a atenção plena e viver o momento presente sem buscar o tempo todo o próximo estímulo.
  • Compromisso: sustentar projetos e relacionamentos de longo prazo, resistindo à tentação de pular para o próximo quando a novidade se desfaz.
  • Rotinas: estabelecer e manter rotinas diárias que deem estrutura e estabilidade.
  • Autorreflexão: dedicar tempo, regularmente, à introspecção para entender melhor suas motivações e emoções.
  • Registro de pensamentos: manter um diário ou escrever reflexões para processar o que pensa e se concentrar em suas ideias.
  • Moderação: moderar a busca de prazeres e estímulos, reconhecendo o valor do simples e do mundo interior.
  • Expressão emocional: permitir-se sentir e expressar uma gama mais ampla de emoções, inclusive as incômodas.
  • Gratidão: concentrar-se conscientemente no que já tem e no que há de positivo em sua vida atual.
  • Escuta ativa: escutar de verdade os outros, sem planejar mentalmente a próxima aventura enquanto o outro fala.
  • Responsabilidade: assumir suas ações e compromissos, e sustentá-los mesmo quando surgem obstáculos.
  • Estar presente: evitar as distrações constantes (o celular, muitas abas abertas, várias conversas ao mesmo tempo, a mente que divaga quando o outro fala) e se encontrar com a tarefa e com o outro aqui e agora.
  • Ficar sozinho: experimentar períodos de solidão e quietude para refletir e recarregar a energia, em vez de buscar o tempo todo companhia e atividade.

Essas condutas o ajudam a encontrar satisfação na constância e na profundidade, além da variedade. À medida que se integra, aproveita mais a vida como ela é, inclusive em seus aspectos mais cotidianos, e encontra alegria na conquista e na realização pessoal.

Níveis de integração

Desintegrado

Insaciável e esquivo, age de maneira impulsiva e irresponsável para escapar da dor e da ansiedade, sem encontrar verdadeira alegria. Alterna entre a atividade frenética e a depressão, e pode acabar sobrecarregado e paralisado, sentindo-se preso e sem opções.

  • Efetiva: age de maneira impulsiva e irresponsável, buscando escapar da dor e da ansiedade sem encontrar verdadeira alegria.
  • Afetiva: alterna entre a euforia e a depressão, perde o controle e age de forma inconsequente para fugir do sofrimento.
  • Perspectiva: chega a se sentir preso e sem opções, sobrecarregado e paralisado, possivelmente diante de graves problemas financeiros e físicos por causa de seus excessos.

Semi-integrado

Fica inquieto com a ideia de perder outras experiências e se mantém ocupado com múltiplos projetos, mas se distrai com facilidade. Torna-se impaciente, quer gratificação instantânea e raramente se sente satisfeito, mesmo quando seus desejos se realizam.

  • Efetiva: voracidade e consumismo; ocupa-se de múltiplos projetos, mas se distrai facilmente.
  • Afetiva: impaciência e busca de gratificação instantânea; raramente se sente satisfeito, o que o leva ao enfado e ao desperdício.
  • Perspectiva: um olhar autocentrado e exagerado; busca constantemente experiências novas, mas se sente insatisfeito mesmo quando seus desejos se realizam.

Integrado

Feliz e satisfeito, abandona a crença de que precisa de certos objetos ou experiências para estar bem. Participa ativamente da vida, com realismo e produtividade, e encontra alegria no aqui e agora, valorizando o que tem.

  • Efetiva: participa ativamente da vida com realismo e produtividade, e experimenta felicidade e satisfação.
  • Afetiva: sente-se plenamente contente e grato; aprecia o presente e deixa de precisar de objetos ou experiências específicas.
  • Perspectiva: um otimismo saudável, centrado nas possibilidades, que equilibra o entusiasmo pelo novo com um enfoque prático e realista.

C-Modes: C6 e C8

Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.

Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.

C-Mode6

Contribuição positiva · Confiança

  • Compromisso
  • Prudência
  • Lealdade

Contribuição negativa · Medo

  • Ansiedade
  • Indecisão
  • Pessimismo
E-Mode7

C-Mode8

Contribuição positiva · Confiança

  • Confiança
  • Determinação
  • Independência

Contribuição negativa · Medo

  • Impulsividade
  • Agressividade
  • Confronto

Tríade de perspectiva

PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).

O E-Mode 7 faz parte da tríade de perspectiva: abrange as funções de percepção e pensamento de que precisamos para nos orientar e nos sentir seguros. Está associada à inteligência e ao processamento da informação.

  • Foco: a compreensão, a análise e a conceituação.
  • Busca: segurança.
  • Sentimento oculto: medo de aspectos do mundo interior.
  • Problemas: insegurança e ansiedade.

Desafios

  • Pode lutar contra a ansiedade, a intelectualização excessiva e a desconexão das próprias emoções.
  • Encara a vida como se não tivesse medo de nada, com uma atitude muito aventureira; mas, por trás das aparências, sente um medo profundo do seu mundo interior, especialmente da dor emocional e da ansiedade.
  • Foge desse mal-estar mergulhando na atividade constante e mantendo a mente ocupada para evitar o contato com a dor.
  • Tende a exagerar nas reações e a buscar novas sensações e experiências.
  • Rejeita os detalhes: prefere uma visão panorâmica.
  • Começa muitas coisas com entusiasmo, mas tem dificuldade para terminá-las.

Contribuição

  • Versatilidade alegre: faz muitas coisas bem e com alegria.
  • Otimismo e entusiasmo: uma energia contagiante que motiva e inspira os outros.
  • Adaptabilidade: adapta-se rapidamente a situações novas e consegue lidar com vários projetos ou interesses ao mesmo tempo.
  • Criatividade e inovação: olha o mundo de uma perspectiva nova e original, e traz ideias criativas e soluções inovadoras.

Estratégia de integração e desintegração

DimensãoDinâmica do Medo · estratégia de desintegraçãoDinâmica da Confiança · estratégia de integração
EfetivaFazer
  • Evitação do compromisso sustentado no tempo
  • Busca constante de estímulos
  • Sobrecarga de atividades
  • Persistência para atravessar a fase de resistência
  • Concentração na tarefa e produtividade
  • Ritmo sustentável e foco
AfetivaSentir
  • Evitação da dor e do mal-estar
  • Ansiedade pelas expectativas
  • Medo do tédio
  • Integração serena da dor
  • Centramento no presente
  • Valorização da calma e da quietude
PerspectivaPensar
  • Evitação da reflexão profunda
  • Fuga mental para eventos futuros
  • Negação dos problemas e da realidade
  • Reflexão profunda e análise das experiências
  • Aprofundamento na experiência atual
  • Enfrentamento e continuidade diante das situações que geram resistência

Tática de desintegração

Assume traços do Medo do E-Mode 1

Rigidez, crítica, moralismo.

Tática de integração

Assume traços da Confiança do E-Mode 5

Concentração, análise, observação.

Existential · Alto rendimiento humanoExistential · Marco teórico do Modelo Existencial