ExistentialMarco teórico

Por E-Mode

E-Mode 6 · O Eixo da Confiança

As pessoas com E-Mode 6 se destacam pela lealdade e pela busca de segurança. Têm uma profunda necessidade de proteção e um grande desejo de apoio; por isso tendem a ser cautelosas, atentas e comprometidas em garantir a estabilidade em suas vidas.

Visão geral

6
Eixo Existencial
Confiança
Tríade
Perspectiva
C-Modes
C5 · C7
A partir da Confiança, assume traços do
E-Mode 9
A partir do Medo, assume traços do
E-Mode 3
PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

A partir do Medo

Perspectiva · o que pensa

Tenho que estar seguro.

Preciso me apoiar em alguém ou em algo para estar seguro.

Afetiva · o que sente

Medo de ser incapaz de sobreviver sozinho, de não ter apoio nem orientação interior.

Efetiva · o que faz

Garantir o futuro.

Evita a incerteza, busca segurança em tudo.

A partir da Confiança

Perspectiva · o que pensa

Sou capaz.

Posso enfrentar a vida apoiado em mim mesmo.

Afetiva · o que sente

Confiança na capacidade de enfrentar a vida.

Efetiva · o que faz

Confiar nos outros e apoiá-los.

Transcende seus medos com coragem.

Exemplos

  • Woody AllenWoody AllenDiretor de cinema
  • Harry PotterHarry Potter“Harry Potter”
  • MarlinMarlin“Procurando Nemo”
  • Chandler BingChandler Bing“Friends”

O Eixo Existencial da Confiança

O Eixo Existencial da Confiança se configura quando, nos primeiros anos de vida, o menino ou a menina desenvolve uma atenção especial à possibilidade de enfrentar a vida por si mesmo, de se sustentar com firmeza no mundo a partir de uma orientação interior. Este Eixo está ligado ao desenvolvimento de uma confiança básica na própria capacidade de estar, decidir e agir na realidade, mesmo diante do incerto ou do desafiador.

Assim, a Confiança se estabelece como um Eixo existencial articulador: uma forma de organizar a experiência de vida centrada na capacidade de responder por si mesmo diante da vida, de se manter de pé em meio à incerteza e de desenvolver a orientação interior necessária para atravessá-la com clareza, firmeza e capacidade de decisão.

O fato de o Eixo se chamar Confiança não quer dizer que a pessoa viva sempre a partir da dinâmica da Confiança: como todo Eixo, ele pode ser vivido a partir da dinâmica do Medo ou a partir da dinâmica da Confiança.

O Eixo da Confiança vivido a partir da dinâmica do Medo

A pessoa vive um estado persistente de dúvida, desconfiança e antecipação diante da realidade. Percebe o ambiente como incerto ou potencialmente ameaçador, e desenvolve a ideia de que não conta com os recursos internos suficientes para enfrentá-lo por si mesma.

Em vez de consolidar uma confiança básica em sua capacidade de se orientar e de responder, busca segurança em elementos externos: estruturas rígidas, crenças firmes, objetos que tragam previsibilidade ou vínculos com figuras de autoridade que lhe indiquem o caminho. Tende a organizar sua experiência em função de corresponder às expectativas do ambiente, para manter uma percepção positiva sobre si e garantir, assim, o apoio dos outros. Essa necessidade de apoio pode levar a relações de dependência, nas quais a validação e a direção externas substituem a construção de uma confiança interna.

A partir dessa vivência, pode desenvolver:

  • Dúvida permanente, tanto nas decisões pessoais quanto na percepção do ambiente.
  • Busca constante de certezas, garantias ou validação externa antes de agir.
  • Ambivalência diante da autoridade: pode idealizá-la ou resistir a ela, mas sempre depende dela.
  • Ansiedade antecipatória, projetando riscos ou dificuldades antes que aconteçam.
  • Dificuldade para confiar plenamente em si mesmo ou nos outros, o que gera vínculos marcados pela cautela ou pela análise excessiva.

O Eixo da Confiança vivido a partir da dinâmica da Confiança

A pessoa desenvolve uma confiança interna que lhe permite se orientar mesmo em contextos de incerteza. Não precisa ter todas as respostas nem controlar cada detalhe para se sentir a salvo. Consegue avaliar os riscos com clareza, mas sem se paralisar, e encontra em seu discernimento, em seus vínculos e em suas convicções uma base sólida a partir da qual agir.

A partir dessa vivência, desenvolve:

  • Confiança no próprio julgamento, sem necessidade constante de confirmação externa.
  • Capacidade de se vincular com lealdade e abertura, sem medo da traição ou do abandono.
  • Coragem para agir, mesmo em cenários incertos ou exigentes.
  • Uma presença clara e estável, capaz de oferecer acolhimento sem deixar de sustentar seu próprio critério e sua posição.
  • Uma relação madura com a autoridade: pode se apoiar nela quando é necessário, sem depender dela nem se rebelar.

Contexto da infância

Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.

Crianças cautelosas e leais

Desde cedo, a criança com E-Mode 6 tende a mostrar uma sensibilidade especial à segurança e à estabilidade do seu ambiente.

  • Cautelosas e atentas: podem ser particularmente conscientes de possíveis ameaças ou situações de risco.
  • Busca de validação: procuram corresponder às expectativas do ambiente para se sentirem amparadas e seguras.
  • Regras e normas: costumam se preocupar em seguir as regras para evitar erros ou conflitos.
  • Autoestima dependente: sentem-se mais satisfeitas quando contam com o apoio de figuras de autoridade.
  • Negatividade interna: podem conviver com uma insegurança profunda e um medo latente.
  • Projeção do medo: essa negatividade interna é projetada no ambiente e gera ansiedade.
  • Confiança seletiva: no plano social, preferem estar acompanhadas de pessoas confiáveis e em ambientes previsíveis.

Contexto familiar positivo

  • Um ambiente estável, com regras claras, apoio emocional constante e figuras protetoras.
  • Um equilíbrio, que a criança pode desenvolver, entre a confiança em si mesma e a confiança nos outros.
  • A interdependência valorizada como uma força.
  • Incentivo para explorar e enfrentar os medos com segurança emocional.
  • Tudo isso favorece o desenvolvimento de uma orientação interna sólida.

Mensagem percebida na infância: “Você está seguro.”

Contexto familiar negativo

  • Um ambiente de instabilidade, com autoridades inconsistentes ou hostis, que gera desconfiança e ansiedade.
  • Hipervigilância e cautela excessiva, com uma necessidade constante de confirmação e segurança externa.
  • Experiências de abandono emocional ou de traição.
  • Dependência de estruturas externas ou de figuras de autoridade, ao mesmo tempo que se duvida delas.

Mensagem percebida na infância: “Não é certo confiar em você mesmo.”

A partir do Medo

O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 6 a partir da dinâmica do Medo.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Preciso saber que estou fazendo a coisa certa.»InsegurançaBusca reafirmação externa repetidamente.
«Sempre tenho que estar preparado para o pior.»PreocupaçãoPrepara-se para o pior cenário possível.
«E se esta não for a decisão certa?»AnsiedadeQuestiona constantemente as decisões.
«É melhor não arriscar fracassar ou passar vergonha.»MedoEvita correr riscos e se refugia em zonas de segurança.
«Se eu seguir as regras, nada de ruim pode acontecer.»RigidezSegue as regras ao pé da letra.
«Se eu for leal, não vão me deixar sozinho.»DependênciaDemonstra uma lealdade extrema por medo de ser abandonado.
Perspectiva · PensarA partir do Medo

O que pensa?

A partir do medo, muitas vezes ligado à insegurança e à ansiedade pela estabilidade e pelo apoio, seus pensamentos podem refletir dúvidas e preocupações constantes. Alguns exemplos da narrativa interna:

  • Confiança nos outros: “Posso confiar nesta pessoa?” É um tema central: busca sinais constantes de segurança nos outros.
  • Antecipação: “E se…?” Imagina com frequência cenários futuros e se preocupa com possíveis ameaças ou complicações.
  • Preparação: “Preciso estar preparado para o pior.” Tende a planejar em excesso diante de situações que possam representar um risco.
  • Suspeita: “Não quero ser enganado.” A suspeita e a precaução aparecem pelo medo de ser traído ou surpreendido negativamente.
  • Dúvida: “Estou fazendo a coisa certa?” Duvida do próprio julgamento e precisa de validação externa.
  • Lealdade: “Preciso ser leal e fazer o certo pelo meu grupo.” Valoriza fortemente a lealdade e o compromisso com sua comunidade ou seu círculo próximo.
  • Risco: “Isso compromete minha segurança ou a das pessoas que amo?” Analisa constantemente as situações pela perspectiva do risco.
  • Informação: “Preciso de mais informação antes de decidir.” Sente-se mais seguro quando pode reunir e processar dados antes de tomar uma decisão.
  • Aliados: “Quem vai me dar cobertura?” Avalia quem são seus aliados reais nos momentos de dificuldade ou incerteza.
Afetiva · SentirA partir do Medo

O que sente?

Tende a agir a partir da cautela e da preparação, movido pelo medo do abandono e da falta de apoio. Quando está tomado por esse medo, seu comportamento pode se tingir de diferentes emoções:

  • Ansiedade: quando percebe uma ameaça à sua segurança ou estabilidade, preocupando-se constantemente com o que poderia dar errado.
  • Desconfiança: pode se tornar desconfiado, questionar as intenções dos outros ou duvidar da confiabilidade das estruturas que o sustentam.
  • Insegurança: duvida da sua capacidade de enfrentar desafios sem um ambiente ou um grupo que lhe dê segurança.
  • Vigilância: um estado de alerta constante, atento a qualquer sinal de perigo.
  • Preocupação: com o próprio bem-estar e o das pessoas que ama, tentando antecipar problemas.
  • Cautela: diante do desconhecido, age com extrema precaução antes de se comprometer ou de tomar decisões.
  • Defensividade: se sente que sua segurança está em risco, pode reagir na defensiva ou com uma atitude combativa para proteger a si mesmo ou ao seu grupo próximo.
Efetiva · FazerA partir do Medo

O que faz?

A partir do Medo, é movido pelo temor da falta de apoio e de segurança. Esse temor pode se manifestar de várias formas em seu comportamento e em suas decisões:

  • Busca de segurança: pode se tornar extremamente leal a uma causa, uma ideologia ou uma pessoa, buscando nela uma âncora de estabilidade e previsibilidade.
  • Alerta: é muito consciente dos perigos potenciais do seu ambiente; antecipa-se e se prepara para os piores cenários.
  • Dúvida: seu medo de errar pode torná-lo indeciso e cético, questionando constantemente cada passo.
  • Projeção da desconfiança: às vezes projeta sua insegurança nos outros e se torna desconfiado das intenções alheias.
  • Busca de confirmação: precisa de conselho ou aprovação externa antes de tomar decisões importantes, por medo de errar.
  • Evitar ou enfrentar: diante de uma ameaça, pode evitar o risco ou o confronto (a chamada reação fóbica) ou, ao contrário, responder com firmeza, desafio ou agressividade (a chamada reação contrafóbica). As duas são respostas ao mesmo medo.
  • Adesão à autoridade: apega-se a figuras de autoridade ou a sistemas estáveis para se sentir seguro e orientado.
  • Alianças: cria vínculos sólidos com grupos, famílias ou comunidades para reforçar sua sensação de apoio mútuo.
  • Lealdade: mesmo a partir do medo, sua lealdade pode se intensificar, apegando-se com firmeza a quem considera confiável.
  • Controle excessivo: tenta controlar seu ambiente ou as pessoas ao seu redor para recuperar uma sensação de segurança.
  • Rigidez: seu pensamento pode se tornar rígido e resistir à mudança, mesmo quando a mudança é positiva ou necessária.
  • Criticidade: tende a se concentrar no que está errado e desenvolve uma atitude crítica ou cínica.
  • Esgotamento por estresse: no nível desintegrado, o estresse o sobrecarrega e dificulta que aja com eficácia.

A partir da Confiança

O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 6 a partir da dinâmica da Confiança.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Consigo lidar com isso, mesmo que eu esteja com medo.»ConfiançaEnfrenta seus medos com coragem.
«Vou encontrar um jeito de resolver isso.»DeterminaçãoBusca soluções proativas para os problemas.
«Tudo bem não conseguir fazer tudo sozinho.»VulnerabilidadePede ajuda quando é necessário.
«Valorizo as pessoas que estão na minha vida e confio nelas.»GratidãoAprecia a lealdade dos outros e confia nela.
«Explorar o desconhecido pode ser enriquecedor.»CuriosidadeTroca a zona de segurança por zonas de crescimento.
«Reconheço meus esforços e resultados e me apoio neles.»AutoestimaReconhece e celebra suas próprias conquistas.

Personagem de referência: Harry Potter (Harry Potter)

Perspectiva · PensarA partir da Confiança

O que pensa?

Quando vive seu Eixo a partir da dinâmica da Confiança, seus padrões de pensamento mudam de maneira significativa: afastam-se da preocupação e da desconfiança em direção a uma mentalidade mais positiva e confiante.

  • Segurança em si mesmo: “Tenho certeza do que sou capaz de fazer.”
  • Otimismo: “Podemos confiar que as coisas podem dar certo.”
  • Confiança nos outros: “Posso confiar nos outros.”
  • Aceitação da incerteza: “Tudo bem não ter todas as respostas.”
  • Capacidade de enfrentar: “Sou capaz de enfrentar o que vier.”
  • Prazer: “Tudo bem relaxar e aproveitar.”
  • Valor próprio: “Meu valor não depende de estar sempre alerta.”
  • Lealdade a si mesmo: “A lealdade inclui confiar em mim mesmo e nas minhas decisões.”
  • Autonomia: “É valioso fazer parte de uma equipe, mas também posso ser independente.”
  • Crescimento: “As dificuldades são oportunidades para crescer.”

Essa mudança lhe permite desenvolver um sentido mais forte de paz interior e de confiança, que se reflete em pensamentos que sustentam o bem-estar, a estabilidade emocional e um olhar mais equilibrado sobre a vida.

Afetiva · SentirA partir da Confiança

O que sente?

Experimenta emoções que refletem um estado mais resiliente e estável:

  • Confiança: em si mesmo e em sua capacidade de lidar com as incertezas da vida.
  • Tranquilidade: paz interior e calma, mesmo em situações que antes lhe teriam provocado ansiedade.
  • Otimismo: olha o futuro com esperança e expectativa positiva, em vez de fazê-lo com preocupação e medo.
  • Coragem: atreve-se a agir apesar dos riscos e encara a vida com bravura.
  • Gratidão: uma profunda valorização de seus relacionamentos e de suas redes de apoio, reconhecendo e valorizando a lealdade própria e alheia.
  • Relaxamento: como não está em um estado constante de vigilância, consegue relaxar, estar mais presente e aproveitar a vida como ela é.
  • Estabilidade emocional: mantém-na mesmo diante da incerteza ou da mudança.
  • Aceitação: aceita que não pode controlar tudo e está mais disposto a fluir com a vida e suas circunstâncias.

Liberta-se em grande medida da ansiedade que o caracteriza a partir da dinâmica do Medo, e consegue participar da vida com mais facilidade e menos resistência.

Efetiva · FazerA partir da Confiança

O que faz?

Suas ações refletem um alto grau de autoconfiança e estabilidade emocional:

  • Proatividade: toma a iniciativa a partir de uma confiança interna, em vez de reagir a partir do medo.
  • Colaboração: trabalha bem em equipe, com um equilíbrio saudável entre liderar e seguir, conforme for necessário.
  • Confiança nos outros: constrói relações de confiança e deixa que outros assumam papéis importantes sem precisar verificar constantemente nem duvidar de suas intenções ou possibilidades.
  • Relaxamento e diversão: reserva tempo para relaxar e aproveitar, sabendo que nem sempre precisa estar em guarda.
  • Resiliência: recupera-se dos contratempos, que vê como temporários e administráveis em vez de catástrofes.
  • Aceitação da mudança: adapta-se com mais facilidade e a vê como parte natural da vida e uma oportunidade de crescimento.
  • Positividade: uma atitude esperançosa, centrada no que há de bom e nas potencialidades de cada situação.
  • Autoafirmação: expressa suas opiniões e necessidades com segurança, sem ser agressivo nem passivo.
  • Equilíbrio: entre a necessidade de segurança e a disposição para correr riscos calculados.
  • Enfrentamento do medo: em vez de evitar o que teme, enfrenta e trabalha isso com coragem.

Esses comportamentos mostram a transformação de um estado mais temeroso e defensivo para um estilo de vida mais adaptativo e emocionalmente saudável.

Do Medo à Confiança

A partir do Medo: dimensões separadas

E-Training

A partir da Confiança: dimensões integradas

O processo de integração do E-Mode 6 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 9 (a paz interior, a habilidade para mediar e conciliar, e o desapego da preocupação constante), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à tranquilidade e a uma forma mais relaxada de encarar a vida.

A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.

Perspectiva · Pensar

Perspectiva: do Medo à Confiança

Para desenvolver pensamentos mais alinhados com a confiança, estes ajustes podem ajudar:

  • Da dúvida à confiança: em vez de questionar constantemente as intenções dos outros e as situações, aprender a confiar no próprio discernimento e em quem demonstrou ser confiável.
  • Do pessimismo ao realismo: trocar a tendência a imaginar cenários negativos por um enfoque mais equilibrado, que considere resultados tanto positivos quanto negativos.
  • Da preparação excessiva à flexibilidade: em vez de tentar antecipar todas as eventualidades e se preparar para elas, desenvolver a adaptabilidade para responder ao que surgir.
  • Da indecisão à decisão: atrever-se a decidir sem esperar certezas absolutas, aceitando que a incerteza é parte natural da vida.
  • Da segurança externa à confiança interna: construir um sentido interno de segurança e autoafirmação, em vez de depender constantemente da validação externa.
  • Da evitação ao enfrentamento: encarar os desafios de maneira direta, confiando nos próprios recursos.
  • Do fatalismo à esperança: uma visão mais esperançosa do futuro, confiando que pode lidar com o que vier.
  • Da dependência à autonomia: reforçar a independência em seus julgamentos e decisões, reconhecendo a própria competência.
  • Da reatividade à proatividade: passar de reagir às ameaças a agir em função de seus valores e metas pessoais.
  • Da visão limitada a uma perspectiva mais ampla: ampliar o olhar e considerar vários pontos de vista antes de reagir ou decidir.

Essas mudanças no pensamento tornam mais presentes a calma, o otimismo e a confiança. Integrar-se implica abraçar a confiança em si mesmo e no mundo, reduzindo a ansiedade e o medo que muitas vezes o freiam.

Afetiva · Sentir

Afetiva: do Medo à Confiança

Para trabalhar suas emoções a favor da integração, pode tentar:

  • Serenidade: praticar técnicas de relaxamento e meditação que promovam a calma interna e contrabalancem a ansiedade habitual.
  • Positividade: buscar conscientemente os aspectos positivos das situações e das pessoas, para reduzir a tendência ao pessimismo e à desconfiança.
  • Empatia: compreender mais profundamente os outros, o que facilita a conexão emocional e diminui os medos sobre as intenções alheias.
  • Presente: treinar-se para aproveitar o momento sem ficar preso a preocupações antecipatórias.
  • Vulnerabilidade: reconhecê-la como parte natural da experiência humana, o que permite uma maior conexão com os outros.
  • Aceitação: aceitar a realidade como ela é, em vez de se concentrar constantemente em possíveis erros ou ameaças.
  • Expressão emocional: aprender a identificar e comunicar as emoções de maneira saudável, evitando a repressão ou a projeção.
  • Gratidão: manter um diário de gratidão ou refletir regularmente sobre aquilo pelo que é grato, para cultivar uma visão mais positiva da vida.
  • Autoaceitação: aceitar-se com suas forças e fraquezas, reduzindo assim a necessidade de validação externa.
  • Menos autocrítica: baixar o volume da voz interna crítica e substituí-la por um diálogo interno mais compassivo e encorajador.
  • Confiança interpessoal: aumentar progressivamente a confiança nos outros, entendendo que nem tudo precisa ser controlado ou antecipado.
Efetiva · Fazer

Efetiva: do Medo à Confiança

Comportamentos que podem ajudar:

  • Confiança em si mesmo: praticar a autoafirmação e reconhecer as próprias capacidades e conquistas.
  • Consciência do presente: técnicas de atenção plena que ajudem a viver o presente e reduzam a preocupação com o futuro.
  • Paciência: trabalhá-la conscientemente, para reduzir a necessidade de controle e a tendência a ficar na defensiva.
  • Enfrentar os medos: identificar temores concretos e enfrentá-los aos poucos, para desmistificá-los e tirar-lhes o poder.
  • Delegar: praticar a confiança nos outros delegando tarefas e responsabilidades, reconhecendo que não precisa dar conta de tudo sozinho.
  • Aceitar a incerteza: assumir que ela faz parte da vida e que nem sempre é possível nem necessário antecipar todos os resultados.
  • Soltar a necessidade de certeza: treinar-se para tolerar a ambiguidade, entendendo que a certeza absoluta é inalcançável e muitas vezes desnecessária.
  • Refletir antes de agir: parar um momento antes de reagir ajuda a evitar respostas impulsivas baseadas no medo.
  • Apoio positivo: cercar-se de pessoas que promovam a segurança e a confiança e que ofereçam um olhar equilibrado.
  • Celebrar a autonomia: reconhecer e celebrar os momentos em que age de maneira independente e com sucesso.
  • Flexibilidade: praticar a adaptabilidade e se abrir a novos enfoques e soluções, mesmo quando desafiam suas próprias normas de segurança.

Níveis de integração

Desintegrado

Medo e paranoia. Aumentam a insegurança e o desespero. Pode se tornar paranoico e agressivo, com medos obsessivos, e chegar a atacar inimigos reais ou imaginários. Sente-se culpado e pode odiar a si mesmo, o que o leva a se castigar e a buscar a desgraça, destruindo o que conquistou.

  • Efetiva: paranoico e agressivo, ataca inimigos reais ou imaginários.
  • Afetiva: medo e paranoia; aumento da insegurança e do desespero.
  • Perspectiva: um olhar destrutivo, com pensamentos paralisantes, projeção dos piores cenários e acusações mentais paranoides.

Semi-integrado

Lealdade e ambivalência. Começa a temer perder sua independência e busca segurança em regras, autoridades e filosofias. Embora se entregue às pessoas e organizações que acredita que vão lhe dar apoio e orientação, essa mesma entrega o incomoda. Torna-se mais cauteloso, impulsivo e indeciso pela preocupação diante das exigências contraditórias de seus compromissos. Pode se tornar autoritário e acusador, amargo e cético, culpando os outros e sustentando lutas de poder.

  • Efetiva: lealdade e ambivalência; busca segurança em regras e autoridades, e se torna cauteloso e impulsivo.
  • Afetiva: lutas internas e externas, com mais indecisão por compromissos contraditórios.
  • Perspectiva: uma postura autoritária e acusadora, com amargura e ceticismo; culpa os outros e sustenta lutas de poder.

Integrado

Independência e coragem. Supera a necessidade de depender de algo ou de alguém externo e encontra confiança em sua orientação interior. Sente-se seguro de si, sereno e corajoso. É amigável e confiável, e busca estabelecer conexões estáveis com seu ambiente. É responsável e cooperativo na criação e na sustentação de sistemas que beneficiam a todos, disciplinado, prático e capaz de prever problemas.

  • Efetiva: independência e coragem; sente-se seguro de si e é capaz de prever problemas.
  • Afetiva: segurança interior; é amigável e confiável, e busca conexões estáveis e livres.
  • Perspectiva: um olhar disciplinado e prático; é responsável e cooperativo na criação e na sustentação de sistemas benéficos.

C-Modes: C5 e C7

Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.

Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.

C-Mode5

Contribuição positiva · Confiança

  • Profundidade
  • Observação
  • Reflexão

Contribuição negativa · Medo

  • Reclusão
  • Desconfiança
  • Arrogância
E-Mode6

C-Mode7

Contribuição positiva · Confiança

  • Otimismo
  • Criatividade
  • Versatilidade

Contribuição negativa · Medo

  • Evitação
  • Superficialidade
  • Impulsividade

Tríade de perspectiva

PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).

O E-Mode 6 faz parte da tríade de perspectiva: abrange as funções de percepção e de pensamento de que precisamos para nos orientar e nos sentir seguros. Está associada à inteligência e ao processamento da informação.

  • Foco: a compreensão, a análise e a conceituação.
  • Busca: segurança.
  • Sentimento oculto: medo das ameaças do mundo exterior e do mundo interior.
  • Dificuldades: insegurança e ansiedade.

Desafios

  • Pode lutar contra a ansiedade, a intelectualização excessiva e a desconexão das próprias emoções.
  • Por dentro se sente angustiado, e por isso se lança à atividade externa e à expectativa do futuro. Mas, uma vez ali, teme cometer erros e ser punido pelas exigências impostas, e se apressa a se recolher. Assim começa de novo um ciclo de ida e volta, para fora e para dentro.
  • Prisioneiro do dever e do dever ser.
  • Às vezes desafia a autoridade para ganhar independência.

Contribuição

  • Lealdade: a habilidade de formar vínculos leais; é ponderado e confiável, e busca o mesmo nos outros.
  • Consciência dos riscos: antecipa problemas e se prepara para diferentes cenários, o que o torna um excelente planejador e estrategista.
  • Trabalho em equipe e colaboração: oferece apoio e colaboração a seus colegas e às pessoas que ama.

Estratégia de integração e desintegração

DimensãoDinâmica do Medo · estratégia de desintegraçãoDinâmica da Confiança · estratégia de integração
EfetivaFazer
  • Dependência de figuras de autoridade
  • Evitação da responsabilidade
  • Paranoia e desconfiança
  • Tomada de decisão autônoma
  • Confiança nas próprias habilidades
  • Confiança no ambiente e nos outros
AfetivaSentir
  • Ansiedade e preocupação
  • Dependência emocional
  • Medo do abandono
  • Sentimento de confiança e firmeza
  • Independência emocional
  • Conexão e lealdade nos relacionamentos
PerspectivaPensar
  • Pensamento catastrófico e piores cenários
  • Dúvidas constantes e busca de validação externa
  • Desconfiança das instituições e das autoridades
  • Realismo e avaliação prática das situações
  • Confiança na própria intuição e capacidade
  • Confiança nas instituições e nas autoridades

Tática de desintegração

Assume traços do Medo do E-Mode 3

Competitividade, preocupação com a imagem, ansiedade por conquistas.

Tática de integração

Assume traços da Confiança do E-Mode 9

Serenidade, equilíbrio interior, confiança.

Existential · Alto rendimiento humanoExistential · Marco teórico do Modelo Existencial