Visão geral
- Eixo Existencial
- Confiança
- Tríade
- Perspectiva
- C-Modes
- C5 · C7
- A partir da Confiança, assume traços do
- E-Mode 9
- A partir do Medo, assume traços do
- E-Mode 3
A partir do Medo
Perspectiva · o que pensa
Tenho que estar seguro.
Preciso me apoiar em alguém ou em algo para estar seguro.
Afetiva · o que sente
Medo de ser incapaz de sobreviver sozinho, de não ter apoio nem orientação interior.
Efetiva · o que faz
Garantir o futuro.
Evita a incerteza, busca segurança em tudo.
A partir da Confiança
Perspectiva · o que pensa
Sou capaz.
Posso enfrentar a vida apoiado em mim mesmo.
Afetiva · o que sente
Confiança na capacidade de enfrentar a vida.
Efetiva · o que faz
Confiar nos outros e apoiá-los.
Transcende seus medos com coragem.
Exemplos
Woody AllenDiretor de cinema
Harry Potter“Harry Potter”
Marlin“Procurando Nemo”
Chandler Bing“Friends”
O Eixo Existencial da Confiança
O Eixo Existencial da Confiança se configura quando, nos primeiros anos de vida, o menino ou a menina desenvolve uma atenção especial à possibilidade de enfrentar a vida por si mesmo, de se sustentar com firmeza no mundo a partir de uma orientação interior. Este Eixo está ligado ao desenvolvimento de uma confiança básica na própria capacidade de estar, decidir e agir na realidade, mesmo diante do incerto ou do desafiador.
Assim, a Confiança se estabelece como um Eixo existencial articulador: uma forma de organizar a experiência de vida centrada na capacidade de responder por si mesmo diante da vida, de se manter de pé em meio à incerteza e de desenvolver a orientação interior necessária para atravessá-la com clareza, firmeza e capacidade de decisão.
O fato de o Eixo se chamar Confiança não quer dizer que a pessoa viva sempre a partir da dinâmica da Confiança: como todo Eixo, ele pode ser vivido a partir da dinâmica do Medo ou a partir da dinâmica da Confiança.
O Eixo da Confiança vivido a partir da dinâmica do Medo
A pessoa vive um estado persistente de dúvida, desconfiança e antecipação diante da realidade. Percebe o ambiente como incerto ou potencialmente ameaçador, e desenvolve a ideia de que não conta com os recursos internos suficientes para enfrentá-lo por si mesma.
Em vez de consolidar uma confiança básica em sua capacidade de se orientar e de responder, busca segurança em elementos externos: estruturas rígidas, crenças firmes, objetos que tragam previsibilidade ou vínculos com figuras de autoridade que lhe indiquem o caminho. Tende a organizar sua experiência em função de corresponder às expectativas do ambiente, para manter uma percepção positiva sobre si e garantir, assim, o apoio dos outros. Essa necessidade de apoio pode levar a relações de dependência, nas quais a validação e a direção externas substituem a construção de uma confiança interna.
A partir dessa vivência, pode desenvolver:
- Dúvida permanente, tanto nas decisões pessoais quanto na percepção do ambiente.
- Busca constante de certezas, garantias ou validação externa antes de agir.
- Ambivalência diante da autoridade: pode idealizá-la ou resistir a ela, mas sempre depende dela.
- Ansiedade antecipatória, projetando riscos ou dificuldades antes que aconteçam.
- Dificuldade para confiar plenamente em si mesmo ou nos outros, o que gera vínculos marcados pela cautela ou pela análise excessiva.
O Eixo da Confiança vivido a partir da dinâmica da Confiança
A pessoa desenvolve uma confiança interna que lhe permite se orientar mesmo em contextos de incerteza. Não precisa ter todas as respostas nem controlar cada detalhe para se sentir a salvo. Consegue avaliar os riscos com clareza, mas sem se paralisar, e encontra em seu discernimento, em seus vínculos e em suas convicções uma base sólida a partir da qual agir.
A partir dessa vivência, desenvolve:
- Confiança no próprio julgamento, sem necessidade constante de confirmação externa.
- Capacidade de se vincular com lealdade e abertura, sem medo da traição ou do abandono.
- Coragem para agir, mesmo em cenários incertos ou exigentes.
- Uma presença clara e estável, capaz de oferecer acolhimento sem deixar de sustentar seu próprio critério e sua posição.
- Uma relação madura com a autoridade: pode se apoiar nela quando é necessário, sem depender dela nem se rebelar.
Contexto da infância
Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.
Crianças cautelosas e leais
Desde cedo, a criança com E-Mode 6 tende a mostrar uma sensibilidade especial à segurança e à estabilidade do seu ambiente.
- Cautelosas e atentas: podem ser particularmente conscientes de possíveis ameaças ou situações de risco.
- Busca de validação: procuram corresponder às expectativas do ambiente para se sentirem amparadas e seguras.
- Regras e normas: costumam se preocupar em seguir as regras para evitar erros ou conflitos.
- Autoestima dependente: sentem-se mais satisfeitas quando contam com o apoio de figuras de autoridade.
- Negatividade interna: podem conviver com uma insegurança profunda e um medo latente.
- Projeção do medo: essa negatividade interna é projetada no ambiente e gera ansiedade.
- Confiança seletiva: no plano social, preferem estar acompanhadas de pessoas confiáveis e em ambientes previsíveis.
Contexto familiar positivo
- Um ambiente estável, com regras claras, apoio emocional constante e figuras protetoras.
- Um equilíbrio, que a criança pode desenvolver, entre a confiança em si mesma e a confiança nos outros.
- A interdependência valorizada como uma força.
- Incentivo para explorar e enfrentar os medos com segurança emocional.
- Tudo isso favorece o desenvolvimento de uma orientação interna sólida.
Mensagem percebida na infância: “Você está seguro.”
Contexto familiar negativo
- Um ambiente de instabilidade, com autoridades inconsistentes ou hostis, que gera desconfiança e ansiedade.
- Hipervigilância e cautela excessiva, com uma necessidade constante de confirmação e segurança externa.
- Experiências de abandono emocional ou de traição.
- Dependência de estruturas externas ou de figuras de autoridade, ao mesmo tempo que se duvida delas.
Mensagem percebida na infância: “Não é certo confiar em você mesmo.”
A partir do Medo
O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 6 a partir da dinâmica do Medo.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Preciso saber que estou fazendo a coisa certa.» | Insegurança | Busca reafirmação externa repetidamente. |
| «Sempre tenho que estar preparado para o pior.» | Preocupação | Prepara-se para o pior cenário possível. |
| «E se esta não for a decisão certa?» | Ansiedade | Questiona constantemente as decisões. |
| «É melhor não arriscar fracassar ou passar vergonha.» | Medo | Evita correr riscos e se refugia em zonas de segurança. |
| «Se eu seguir as regras, nada de ruim pode acontecer.» | Rigidez | Segue as regras ao pé da letra. |
| «Se eu for leal, não vão me deixar sozinho.» | Dependência | Demonstra uma lealdade extrema por medo de ser abandonado. |
O que pensa?
A partir do medo, muitas vezes ligado à insegurança e à ansiedade pela estabilidade e pelo apoio, seus pensamentos podem refletir dúvidas e preocupações constantes. Alguns exemplos da narrativa interna:
- Confiança nos outros: “Posso confiar nesta pessoa?” É um tema central: busca sinais constantes de segurança nos outros.
- Antecipação: “E se…?” Imagina com frequência cenários futuros e se preocupa com possíveis ameaças ou complicações.
- Preparação: “Preciso estar preparado para o pior.” Tende a planejar em excesso diante de situações que possam representar um risco.
- Suspeita: “Não quero ser enganado.” A suspeita e a precaução aparecem pelo medo de ser traído ou surpreendido negativamente.
- Dúvida: “Estou fazendo a coisa certa?” Duvida do próprio julgamento e precisa de validação externa.
- Lealdade: “Preciso ser leal e fazer o certo pelo meu grupo.” Valoriza fortemente a lealdade e o compromisso com sua comunidade ou seu círculo próximo.
- Risco: “Isso compromete minha segurança ou a das pessoas que amo?” Analisa constantemente as situações pela perspectiva do risco.
- Informação: “Preciso de mais informação antes de decidir.” Sente-se mais seguro quando pode reunir e processar dados antes de tomar uma decisão.
- Aliados: “Quem vai me dar cobertura?” Avalia quem são seus aliados reais nos momentos de dificuldade ou incerteza.
O que sente?
Tende a agir a partir da cautela e da preparação, movido pelo medo do abandono e da falta de apoio. Quando está tomado por esse medo, seu comportamento pode se tingir de diferentes emoções:
- Ansiedade: quando percebe uma ameaça à sua segurança ou estabilidade, preocupando-se constantemente com o que poderia dar errado.
- Desconfiança: pode se tornar desconfiado, questionar as intenções dos outros ou duvidar da confiabilidade das estruturas que o sustentam.
- Insegurança: duvida da sua capacidade de enfrentar desafios sem um ambiente ou um grupo que lhe dê segurança.
- Vigilância: um estado de alerta constante, atento a qualquer sinal de perigo.
- Preocupação: com o próprio bem-estar e o das pessoas que ama, tentando antecipar problemas.
- Cautela: diante do desconhecido, age com extrema precaução antes de se comprometer ou de tomar decisões.
- Defensividade: se sente que sua segurança está em risco, pode reagir na defensiva ou com uma atitude combativa para proteger a si mesmo ou ao seu grupo próximo.
O que faz?
A partir do Medo, é movido pelo temor da falta de apoio e de segurança. Esse temor pode se manifestar de várias formas em seu comportamento e em suas decisões:
- Busca de segurança: pode se tornar extremamente leal a uma causa, uma ideologia ou uma pessoa, buscando nela uma âncora de estabilidade e previsibilidade.
- Alerta: é muito consciente dos perigos potenciais do seu ambiente; antecipa-se e se prepara para os piores cenários.
- Dúvida: seu medo de errar pode torná-lo indeciso e cético, questionando constantemente cada passo.
- Projeção da desconfiança: às vezes projeta sua insegurança nos outros e se torna desconfiado das intenções alheias.
- Busca de confirmação: precisa de conselho ou aprovação externa antes de tomar decisões importantes, por medo de errar.
- Evitar ou enfrentar: diante de uma ameaça, pode evitar o risco ou o confronto (a chamada reação fóbica) ou, ao contrário, responder com firmeza, desafio ou agressividade (a chamada reação contrafóbica). As duas são respostas ao mesmo medo.
- Adesão à autoridade: apega-se a figuras de autoridade ou a sistemas estáveis para se sentir seguro e orientado.
- Alianças: cria vínculos sólidos com grupos, famílias ou comunidades para reforçar sua sensação de apoio mútuo.
- Lealdade: mesmo a partir do medo, sua lealdade pode se intensificar, apegando-se com firmeza a quem considera confiável.
- Controle excessivo: tenta controlar seu ambiente ou as pessoas ao seu redor para recuperar uma sensação de segurança.
- Rigidez: seu pensamento pode se tornar rígido e resistir à mudança, mesmo quando a mudança é positiva ou necessária.
- Criticidade: tende a se concentrar no que está errado e desenvolve uma atitude crítica ou cínica.
- Esgotamento por estresse: no nível desintegrado, o estresse o sobrecarrega e dificulta que aja com eficácia.
A partir da Confiança
O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 6 a partir da dinâmica da Confiança.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Consigo lidar com isso, mesmo que eu esteja com medo.» | Confiança | Enfrenta seus medos com coragem. |
| «Vou encontrar um jeito de resolver isso.» | Determinação | Busca soluções proativas para os problemas. |
| «Tudo bem não conseguir fazer tudo sozinho.» | Vulnerabilidade | Pede ajuda quando é necessário. |
| «Valorizo as pessoas que estão na minha vida e confio nelas.» | Gratidão | Aprecia a lealdade dos outros e confia nela. |
| «Explorar o desconhecido pode ser enriquecedor.» | Curiosidade | Troca a zona de segurança por zonas de crescimento. |
| «Reconheço meus esforços e resultados e me apoio neles.» | Autoestima | Reconhece e celebra suas próprias conquistas. |
Personagem de referência: Harry Potter (Harry Potter)
O que pensa?
Quando vive seu Eixo a partir da dinâmica da Confiança, seus padrões de pensamento mudam de maneira significativa: afastam-se da preocupação e da desconfiança em direção a uma mentalidade mais positiva e confiante.
- Segurança em si mesmo: “Tenho certeza do que sou capaz de fazer.”
- Otimismo: “Podemos confiar que as coisas podem dar certo.”
- Confiança nos outros: “Posso confiar nos outros.”
- Aceitação da incerteza: “Tudo bem não ter todas as respostas.”
- Capacidade de enfrentar: “Sou capaz de enfrentar o que vier.”
- Prazer: “Tudo bem relaxar e aproveitar.”
- Valor próprio: “Meu valor não depende de estar sempre alerta.”
- Lealdade a si mesmo: “A lealdade inclui confiar em mim mesmo e nas minhas decisões.”
- Autonomia: “É valioso fazer parte de uma equipe, mas também posso ser independente.”
- Crescimento: “As dificuldades são oportunidades para crescer.”
Essa mudança lhe permite desenvolver um sentido mais forte de paz interior e de confiança, que se reflete em pensamentos que sustentam o bem-estar, a estabilidade emocional e um olhar mais equilibrado sobre a vida.
O que sente?
Experimenta emoções que refletem um estado mais resiliente e estável:
- Confiança: em si mesmo e em sua capacidade de lidar com as incertezas da vida.
- Tranquilidade: paz interior e calma, mesmo em situações que antes lhe teriam provocado ansiedade.
- Otimismo: olha o futuro com esperança e expectativa positiva, em vez de fazê-lo com preocupação e medo.
- Coragem: atreve-se a agir apesar dos riscos e encara a vida com bravura.
- Gratidão: uma profunda valorização de seus relacionamentos e de suas redes de apoio, reconhecendo e valorizando a lealdade própria e alheia.
- Relaxamento: como não está em um estado constante de vigilância, consegue relaxar, estar mais presente e aproveitar a vida como ela é.
- Estabilidade emocional: mantém-na mesmo diante da incerteza ou da mudança.
- Aceitação: aceita que não pode controlar tudo e está mais disposto a fluir com a vida e suas circunstâncias.
Liberta-se em grande medida da ansiedade que o caracteriza a partir da dinâmica do Medo, e consegue participar da vida com mais facilidade e menos resistência.
O que faz?
Suas ações refletem um alto grau de autoconfiança e estabilidade emocional:
- Proatividade: toma a iniciativa a partir de uma confiança interna, em vez de reagir a partir do medo.
- Colaboração: trabalha bem em equipe, com um equilíbrio saudável entre liderar e seguir, conforme for necessário.
- Confiança nos outros: constrói relações de confiança e deixa que outros assumam papéis importantes sem precisar verificar constantemente nem duvidar de suas intenções ou possibilidades.
- Relaxamento e diversão: reserva tempo para relaxar e aproveitar, sabendo que nem sempre precisa estar em guarda.
- Resiliência: recupera-se dos contratempos, que vê como temporários e administráveis em vez de catástrofes.
- Aceitação da mudança: adapta-se com mais facilidade e a vê como parte natural da vida e uma oportunidade de crescimento.
- Positividade: uma atitude esperançosa, centrada no que há de bom e nas potencialidades de cada situação.
- Autoafirmação: expressa suas opiniões e necessidades com segurança, sem ser agressivo nem passivo.
- Equilíbrio: entre a necessidade de segurança e a disposição para correr riscos calculados.
- Enfrentamento do medo: em vez de evitar o que teme, enfrenta e trabalha isso com coragem.
Esses comportamentos mostram a transformação de um estado mais temeroso e defensivo para um estilo de vida mais adaptativo e emocionalmente saudável.
Do Medo à Confiança
A partir do Medo: dimensões separadas
A partir da Confiança: dimensões integradas
O processo de integração do E-Mode 6 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 9 (a paz interior, a habilidade para mediar e conciliar, e o desapego da preocupação constante), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à tranquilidade e a uma forma mais relaxada de encarar a vida.
A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.
Perspectiva: do Medo à Confiança
Para desenvolver pensamentos mais alinhados com a confiança, estes ajustes podem ajudar:
- Da dúvida à confiança: em vez de questionar constantemente as intenções dos outros e as situações, aprender a confiar no próprio discernimento e em quem demonstrou ser confiável.
- Do pessimismo ao realismo: trocar a tendência a imaginar cenários negativos por um enfoque mais equilibrado, que considere resultados tanto positivos quanto negativos.
- Da preparação excessiva à flexibilidade: em vez de tentar antecipar todas as eventualidades e se preparar para elas, desenvolver a adaptabilidade para responder ao que surgir.
- Da indecisão à decisão: atrever-se a decidir sem esperar certezas absolutas, aceitando que a incerteza é parte natural da vida.
- Da segurança externa à confiança interna: construir um sentido interno de segurança e autoafirmação, em vez de depender constantemente da validação externa.
- Da evitação ao enfrentamento: encarar os desafios de maneira direta, confiando nos próprios recursos.
- Do fatalismo à esperança: uma visão mais esperançosa do futuro, confiando que pode lidar com o que vier.
- Da dependência à autonomia: reforçar a independência em seus julgamentos e decisões, reconhecendo a própria competência.
- Da reatividade à proatividade: passar de reagir às ameaças a agir em função de seus valores e metas pessoais.
- Da visão limitada a uma perspectiva mais ampla: ampliar o olhar e considerar vários pontos de vista antes de reagir ou decidir.
Essas mudanças no pensamento tornam mais presentes a calma, o otimismo e a confiança. Integrar-se implica abraçar a confiança em si mesmo e no mundo, reduzindo a ansiedade e o medo que muitas vezes o freiam.
Afetiva: do Medo à Confiança
Para trabalhar suas emoções a favor da integração, pode tentar:
- Serenidade: praticar técnicas de relaxamento e meditação que promovam a calma interna e contrabalancem a ansiedade habitual.
- Positividade: buscar conscientemente os aspectos positivos das situações e das pessoas, para reduzir a tendência ao pessimismo e à desconfiança.
- Empatia: compreender mais profundamente os outros, o que facilita a conexão emocional e diminui os medos sobre as intenções alheias.
- Presente: treinar-se para aproveitar o momento sem ficar preso a preocupações antecipatórias.
- Vulnerabilidade: reconhecê-la como parte natural da experiência humana, o que permite uma maior conexão com os outros.
- Aceitação: aceitar a realidade como ela é, em vez de se concentrar constantemente em possíveis erros ou ameaças.
- Expressão emocional: aprender a identificar e comunicar as emoções de maneira saudável, evitando a repressão ou a projeção.
- Gratidão: manter um diário de gratidão ou refletir regularmente sobre aquilo pelo que é grato, para cultivar uma visão mais positiva da vida.
- Autoaceitação: aceitar-se com suas forças e fraquezas, reduzindo assim a necessidade de validação externa.
- Menos autocrítica: baixar o volume da voz interna crítica e substituí-la por um diálogo interno mais compassivo e encorajador.
- Confiança interpessoal: aumentar progressivamente a confiança nos outros, entendendo que nem tudo precisa ser controlado ou antecipado.
Efetiva: do Medo à Confiança
Comportamentos que podem ajudar:
- Confiança em si mesmo: praticar a autoafirmação e reconhecer as próprias capacidades e conquistas.
- Consciência do presente: técnicas de atenção plena que ajudem a viver o presente e reduzam a preocupação com o futuro.
- Paciência: trabalhá-la conscientemente, para reduzir a necessidade de controle e a tendência a ficar na defensiva.
- Enfrentar os medos: identificar temores concretos e enfrentá-los aos poucos, para desmistificá-los e tirar-lhes o poder.
- Delegar: praticar a confiança nos outros delegando tarefas e responsabilidades, reconhecendo que não precisa dar conta de tudo sozinho.
- Aceitar a incerteza: assumir que ela faz parte da vida e que nem sempre é possível nem necessário antecipar todos os resultados.
- Soltar a necessidade de certeza: treinar-se para tolerar a ambiguidade, entendendo que a certeza absoluta é inalcançável e muitas vezes desnecessária.
- Refletir antes de agir: parar um momento antes de reagir ajuda a evitar respostas impulsivas baseadas no medo.
- Apoio positivo: cercar-se de pessoas que promovam a segurança e a confiança e que ofereçam um olhar equilibrado.
- Celebrar a autonomia: reconhecer e celebrar os momentos em que age de maneira independente e com sucesso.
- Flexibilidade: praticar a adaptabilidade e se abrir a novos enfoques e soluções, mesmo quando desafiam suas próprias normas de segurança.
Níveis de integração
Desintegrado
Medo e paranoia. Aumentam a insegurança e o desespero. Pode se tornar paranoico e agressivo, com medos obsessivos, e chegar a atacar inimigos reais ou imaginários. Sente-se culpado e pode odiar a si mesmo, o que o leva a se castigar e a buscar a desgraça, destruindo o que conquistou.
- Efetiva: paranoico e agressivo, ataca inimigos reais ou imaginários.
- Afetiva: medo e paranoia; aumento da insegurança e do desespero.
- Perspectiva: um olhar destrutivo, com pensamentos paralisantes, projeção dos piores cenários e acusações mentais paranoides.
Semi-integrado
Lealdade e ambivalência. Começa a temer perder sua independência e busca segurança em regras, autoridades e filosofias. Embora se entregue às pessoas e organizações que acredita que vão lhe dar apoio e orientação, essa mesma entrega o incomoda. Torna-se mais cauteloso, impulsivo e indeciso pela preocupação diante das exigências contraditórias de seus compromissos. Pode se tornar autoritário e acusador, amargo e cético, culpando os outros e sustentando lutas de poder.
- Efetiva: lealdade e ambivalência; busca segurança em regras e autoridades, e se torna cauteloso e impulsivo.
- Afetiva: lutas internas e externas, com mais indecisão por compromissos contraditórios.
- Perspectiva: uma postura autoritária e acusadora, com amargura e ceticismo; culpa os outros e sustenta lutas de poder.
Integrado
Independência e coragem. Supera a necessidade de depender de algo ou de alguém externo e encontra confiança em sua orientação interior. Sente-se seguro de si, sereno e corajoso. É amigável e confiável, e busca estabelecer conexões estáveis com seu ambiente. É responsável e cooperativo na criação e na sustentação de sistemas que beneficiam a todos, disciplinado, prático e capaz de prever problemas.
- Efetiva: independência e coragem; sente-se seguro de si e é capaz de prever problemas.
- Afetiva: segurança interior; é amigável e confiável, e busca conexões estáveis e livres.
- Perspectiva: um olhar disciplinado e prático; é responsável e cooperativo na criação e na sustentação de sistemas benéficos.
C-Modes: C5 e C7
Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.
Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.
C-Mode5
Contribuição positiva · Confiança
- Profundidade
- Observação
- Reflexão
Contribuição negativa · Medo
- Reclusão
- Desconfiança
- Arrogância
C-Mode7
Contribuição positiva · Confiança
- Otimismo
- Criatividade
- Versatilidade
Contribuição negativa · Medo
- Evitação
- Superficialidade
- Impulsividade
Tríade de perspectiva
As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).
O E-Mode 6 faz parte da tríade de perspectiva: abrange as funções de percepção e de pensamento de que precisamos para nos orientar e nos sentir seguros. Está associada à inteligência e ao processamento da informação.
- Foco: a compreensão, a análise e a conceituação.
- Busca: segurança.
- Sentimento oculto: medo das ameaças do mundo exterior e do mundo interior.
- Dificuldades: insegurança e ansiedade.
Desafios
- Pode lutar contra a ansiedade, a intelectualização excessiva e a desconexão das próprias emoções.
- Por dentro se sente angustiado, e por isso se lança à atividade externa e à expectativa do futuro. Mas, uma vez ali, teme cometer erros e ser punido pelas exigências impostas, e se apressa a se recolher. Assim começa de novo um ciclo de ida e volta, para fora e para dentro.
- Prisioneiro do dever e do dever ser.
- Às vezes desafia a autoridade para ganhar independência.
Contribuição
- Lealdade: a habilidade de formar vínculos leais; é ponderado e confiável, e busca o mesmo nos outros.
- Consciência dos riscos: antecipa problemas e se prepara para diferentes cenários, o que o torna um excelente planejador e estrategista.
- Trabalho em equipe e colaboração: oferece apoio e colaboração a seus colegas e às pessoas que ama.
Estratégia de integração e desintegração
| Dimensão | Dinâmica do Medo · estratégia de desintegração | Dinâmica da Confiança · estratégia de integração |
|---|---|---|
| EfetivaFazer |
|
|
| AfetivaSentir |
|
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| PerspectivaPensar |
|
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Tática de desintegração
Assume traços do Medo do E-Mode 3
Competitividade, preocupação com a imagem, ansiedade por conquistas.
Tática de integração
Assume traços da Confiança do E-Mode 9
Serenidade, equilíbrio interior, confiança.

