ExistentialMarco teórico

Por E-Mode

E-Mode 8 · O Eixo da Autodeterminação

As pessoas com E-Mode 8 se destacam pela personalidade forte, pela determinação e pelo desejo de controlar o ambiente. Enfrentam os desafios da vida com coragem e decisão, são independentes, querem decidir o próprio caminho e não têm medo de expressar suas opiniões de maneira direta e franca.

Visão geral

8
Eixo Existencial
Autodeterminação
Tríade
Efetiva
C-Modes
C7 · C9
A partir da Confiança, assume traços do
E-Mode 2
A partir do Medo, assume traços do
E-Mode 5
PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

A partir do Medo

Perspectiva · o que pensa

Tenho que estar no comando.

Não posso mostrar minha vulnerabilidade nem confiar em ninguém.

Afetiva · o que sente

Medo de ser dominado, controlado, traído.

Efetiva · o que faz

Defender-se e controlar.

Esconde sua fragilidade, desconfia, controla, domina.

A partir da Confiança

Perspectiva · o que pensa

Sou autodeterminado.

Posso escolher e decidir confiando nos outros.

Afetiva · o que sente

Determinação e confiança.

Efetiva · o que faz

Decidir seu caminho e liderar os outros.

Decide, protege e lidera os outros de forma positiva.

Exemplos

  • Donald TrumpDonald TrumpPresidente dos EUA
  • MadonnaMadonnaCantora
  • FionaFiona“Shrek”
  • Daenerys TargaryenDaenerys Targaryen“Game of Thrones”

O Eixo Existencial da Autodeterminação

O Eixo Existencial da Autodeterminação se configura quando a experiência se organiza em torno da autonomia, da iniciativa pessoal e da capacidade de tomar decisões com clareza e determinação. Este Eixo está ligado à afirmação do próprio critério, ao exercício ativo da vontade e a uma atitude orientada a assumir a responsabilidade pelo próprio percurso.

A vida passa a ser interpretada a partir da necessidade de definir uma direção, estabelecer limites e sustentar escolhas próprias, sem depender de critérios externos para validar o caminho escolhido. A pessoa busca construir uma trajetória baseada em sua capacidade de decidir, de sustentar o que considera importante e de agir de acordo com o que percebe como justo ou necessário.

A Autodeterminação se torna, assim, o Eixo que articula a experiência existencial: uma forma de organizar a vida em torno da liberdade de escolha, da coerência interna e da força para sustentar o próprio caminho com firmeza.

O Eixo da Autodeterminação vivido a partir do Medo

A pessoa teme profundamente ser controlada, submetida ou ferida. Sente que precisa se defender ativamente para não perder seu lugar, sua força ou sua capacidade de decidir. A vida se transforma em um terreno onde é preciso estar em guarda, proteger-se da fraqueza e evitar qualquer sinal de vulnerabilidade.

A partir dessa vivência, pode expressar:

  • Atitudes defensivas ou de confronto diante de qualquer sinal de imposição ou controle.
  • Negação ou repressão da vulnerabilidade, por considerá-la uma ameaça.
  • A busca por manter o controle nos vínculos ou nas decisões importantes.
  • Uma tendência a se impor ou a endurecer, como forma de proteção.
  • Dificuldade para confiar nos outros ou se entregar sem reservas, por medo de ser ferida ou manipulada.

Move-se com intensidade, poder e determinação, mas muitas vezes a partir de uma tensão interior constante. Pode sustentar uma imagem forte, mas essa força se alimenta do medo de perder o controle, de se mostrar frágil ou de depender de mais alguém.

O Eixo da Autodeterminação vivido a partir da Confiança

A pessoa exerce sua autonomia como uma expressão coerente de seu posicionamento pessoal, não como um mecanismo defensivo. Não precisa se impor nem resistir para preservar sua liberdade: sua autodeterminação se apoia na clareza sobre o que deseja, o que valoriza e o que está disposta a sustentar. A vulnerabilidade não é vivida como uma ameaça, mas como uma condição própria da experiência humana, que não compromete sua capacidade de agir nem de decidir por si mesma.

A partir dessa vivência, desenvolve:

  • Uma presença firme e serena, que não precisa controlar para se sentir segura.
  • A capacidade de estabelecer limites com clareza, sem recorrer à dureza nem ao confronto.
  • Uma força disponível para o cuidado e a proteção do outro, não só para a defesa pessoal.
  • Abertura para mostrar sua sensibilidade sem se sentir fraca por isso.
  • Uma autonomia real, que lhe permite compartilhar o poder e colaborar com os outros.

Contexto da infância

Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.

Crianças fortes e protetoras

Desde cedo, a criança com E-Mode 8 tende a se destacar pela vontade forte, pela determinação e pelo desejo de controlar o ambiente.

  • São enérgicas e diretas, e buscam enfrentar os desafios com coragem e decisão.
  • Sua autoestima costuma estar ligada à sua capacidade de ser forte e protetora.
  • Sentem-se mais satisfeitas quando são reconhecidas por sua coragem e sua capacidade de liderança.
  • Às vezes têm dificuldade com a vulnerabilidade e evitam mostrar sinais de fraqueza.
  • Tendem a desafiar as regras e a resistir à autoridade se a percebem como injusta ou limitante.
  • Buscam a independência e se sentem desconfortáveis com a ideia de serem controladas pelos outros.
  • Nas brincadeiras e nas situações sociais, tendem a assumir a liderança, e os colegas as veem como líderes.
  • São percebidas como defensoras dos outros, com uma inclinação natural a proteger quem consideram mais vulnerável.

Contexto familiar positivo

Um ambiente em que a criança se sentiu segura e apoiada para expressar sua força, sua autonomia e sua liderança de forma saudável.

  • A independência e a resiliência foram incentivadas.
  • Aprendeu que a vulnerabilidade não é fraqueza, mas uma parte essencial das relações autênticas.
  • Foi incentivada a defender o que é justo e a proteger os outros, desenvolvendo o senso de justiça desde pequena.
  • Aprendeu a usar o poder de forma responsável, liderando pelo exemplo e cuidando dos outros.
  • Sua força foi valorizada, mas também lhe mostraram a importância da compaixão e da empatia.
  • Teve espaço para tomar decisões e aprender com as consequências, sem medo da crítica destrutiva.

Mensagem percebida na infância: “Você não vai ser traído.”

Contexto familiar negativo

Um ambiente em que a criança percebeu o mundo como hostil ou injusto e desenvolveu a necessidade de controle como defesa.

  • Experiências de abuso, negligência ou injustiça que afetaram sua segurança e sua confiança nos outros.
  • Amadureceu rápido, assumindo responsabilidades de adulto por falta de figuras de autoridade confiáveis.
  • Aprendeu que mostrar fraqueza é perigoso e que só a força garante proteção.
  • Traições de figuras adultas, que reforçaram a desconfiança e o desejo de controle.
  • Conflitos e lutas de poder em casa, que lhe ensinaram que o confronto é uma via válida de afirmação.
  • Uma personalidade combativa como mecanismo de sobrevivência diante de um ambiente percebido como ameaçador.

Mensagem percebida na infância: “Não é certo ser vulnerável nem confiar em ninguém.”

A partir do Medo

O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 8 a partir da dinâmica do Medo.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Se eu não controlar tudo, o mundo desaba.»IncertezaConcentra-se em manter o controle e o poder.
«Ninguém me desafia e sai impune.»SubmissãoReage de maneira agressiva diante da oposição.
«As emoções são uma fraqueza.»InsensibilidadeIgnora as necessidades emocionais dos outros.
«Eu sei o que é melhor para todos.»SoberbaToma decisões unilaterais.
«Todo mundo tem intenções ocultas; preciso me proteger.»ParanoiaDesconfia das intenções dos outros.
«Tem algo estranho aqui, eles não vão sair impunes.»IraDenuncia toda suposta injustiça.
Perspectiva · PensarA partir do Medo

O que pensa?

O medo de ser controlado ou ferido pelos outros pode gerar pensamentos defensivos e assertivos, que refletem o desejo de manter o controle e proteger a própria vulnerabilidade. Alguns exemplos da narrativa interna:

  • Autoafirmação: “Tenho que ser forte e assertivo para proteger a mim e a quem me importa.”
  • Desconfiança: “Não posso mostrar fraqueza, ou os outros podem tentar se aproveitar de mim.”
  • Controle: “É melhor estar no comando da situação antes que alguém assuma o controle e me machuque.”
  • Independência: “Depender dos outros é sinal de fraqueza; tenho que ser autossuficiente.”
  • Justiça: “Se algo não é justo, é minha responsabilidade corrigir ou pelo menos expor.”
  • Confronto: “O confronto direto é a melhor maneira de resolver problemas e evitar que me manipulem.”
  • Proteção: “Como protetor dos outros, tenho que estar sempre alerta e pronto para agir.”
  • Resistência: “Mostrar emoções é um risco; tenho que resistir a qualquer tentativa de me fragilizar.”
  • Força: “A força é uma virtude; a vulnerabilidade é uma fraqueza que os outros podem explorar.”
  • Domínio: “Para não ser controlado, tenho que ser o mais forte e dominante em qualquer relação ou ambiente.”

Esses pensamentos podem torná-lo excessivamente combativo ou dominante.

Afetiva · SentirA partir do Medo

O que sente?

A partir do medo de ser controlado ou de se mostrar vulnerável, pode experimentar emoções intensas e potentes, muitas vezes enraizadas na necessidade de se autoafirmar e proteger sua autonomia:

  • Ira: a emoção mais característica do E-Mode 8; sente e expressa a raiva com facilidade quando percebe ameaças à sua independência ou ao seu controle.
  • Frustração: quando as coisas não saem como espera ou quando os outros não agem com a mesma rapidez ou eficácia.
  • Desconfiança: suspeita das intenções alheias, sobretudo diante de possíveis manipulações ou enganos.
  • Impaciência: baixa tolerância à fraqueza, própria e alheia, que se manifesta como impaciência ou irritação.
  • Paixão: vive paixões intensas e se envolve a fundo em causas ou vínculos, com energia e compromisso.
  • Determinação: uma vontade firme de superar obstáculos e alcançar objetivos, com força e perseverança.
  • Proteção: emoções protetoras em relação a quem considera vulnerável ou está sob seu cuidado.
  • Negação da vulnerabilidade: desconforto diante da própria vulnerabilidade; escolhe se mostrar forte e sem medo.
  • Justiça: um senso profundo de equidade, que o leva a reagir com intensidade diante do que percebe como injusto.
  • Desafio: ganha energia com os desafios e os confrontos, como forma de demonstrar sua força e sua liderança.

Quando não são administradas, essas emoções podem levá-lo a confrontos frequentes e a uma atitude combativa.

Efetiva · FazerA partir do Medo

O que faz?

A partir do Medo, é movido pelo temor de ser controlado ou ferido pelos outros, e isso pode motivar comportamentos defensivos ou assertivos:

  • Controle do ambiente: tenta controlar seu ambiente e as pessoas que fazem parte dele para não se sentir fraco ou vulnerável.
  • Confronto: torna-se confrontador e desafiador quando sente que seu controle ou sua autoridade estão sendo questionados.
  • Intimidação: usa táticas de intimidação, muitas vezes inconscientes, para manter uma posição dominante em seus relacionamentos.
  • Negação da fraqueza: nega qualquer sentimento de fraqueza ou vulnerabilidade, inclusive para si mesmo.
  • Autonomia: mantém sua independência e evita as situações que impliquem depender dos outros.
  • Proteção dos outros: assume o papel de protetor de quem percebe como mais fraco ou indefeso.
  • Excesso de trabalho: sobrecarrega-se de atividades para se sentir forte e no controle, evitando uma mediocridade que vive como fraqueza.
  • Franqueza direta: comunica-se de forma direta e clara, sem suavizar a abordagem pela sensibilidade dos outros.
  • Impaciência com a vulnerabilidade: incomoda-se ou fica impaciente diante da vulnerabilidade dos outros e os pressiona a “serem fortes”.
  • Enfrentamento do perigo: corre em direção às situações desafiadoras ou perigosas em vez de evitá-las.

Esses comportamentos são impulsionados pelo desejo de proteger a si mesmo e às pessoas que ama da traição e da vulnerabilidade.

A partir da Confiança

O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 8 a partir da dinâmica da Confiança.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Minha força é para o bem de quem precisa dela.»ProteçãoUsa sua força para proteger e empoderar os vulneráveis.
«Entender os outros me fortalece e nos une.»EmpatiaEscuta ativamente as preocupações dos outros.
«Podemos ser iguais e ninguém precisa mandar.»ConfiançaPromove um ambiente de igualdade e respeito.
«Mostrar minha vulnerabilidade me torna mais humano.»AberturaMostra-se vulnerável com pessoas de confiança.
«A verdadeira força está na justiça e na equidade.»JustiçaBusca soluções justas para os conflitos.
«Empoderar os outros é uma verdadeira demonstração de liderança.»InspiraçãoIncentiva a liderança nos outros.

Personagem de referência: Katniss Everdeen (Jogos Vorazes)

Perspectiva · PensarA partir da Confiança

O que pensa?

Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seu pensamento equilibra sua força com a vulnerabilidade e a consideração pelos outros:

  • Interdependência: “Posso ser forte e mesmo assim precisar dos outros. A força está na comunidade e na colaboração.”
  • Vulnerabilidade: “Mostrar minha vulnerabilidade não é uma fraqueza; é uma forma de me conectar de maneira mais autêntica com os outros.”
  • Controle: “Não preciso controlar tudo e todos. Posso confiar nos outros e soltar o controle.”
  • Compaixão: “Minha força pode ser uma fonte de proteção e apoio para os outros, não só uma forma de impor minha vontade.”
  • Empatia: “Entender e sentir o que os outros vivem enriquece minha vida e meus relacionamentos.”
  • Respeito: “Todos merecem respeito e consideração, independentemente de seu poder ou seu status.”
  • Paciência: “A paciência me permite guiar os outros sem pressionar nem dominar.”
  • Humildade: “Reconhecer meus erros e aprender com eles me torna mais forte, não mais fraco.”
  • Responsabilidade: “Minha responsabilidade é usar minha força de maneira justa e com integridade.”
  • Aceitação: “Aceitar as coisas como são me dá clareza para mudar o que posso e aceitar o que não posso.”

Essa maturidade lhe permite liderar com justiça e colocar sua confiança e sua determinação a serviço de todos. Torna-se um defensor leal e um protetor, não pela necessidade de dominar, mas pelo desejo genuíno de melhorar as coisas para si mesmo e para os outros.

Afetiva · SentirA partir da Confiança

O que sente?

Suas emoções se tornam mais acessíveis e ele as expressa com mais facilidade:

  • Vulnerabilidade: aceita-a e a expressa de uma maneira que lhe permite se conectar mais profundamente com os outros.
  • Empatia: sente e demonstra mais empatia pelas lutas e pelas emoções dos outros, e está disposto a ser um apoio emocional.
  • Compaixão: genuína; não só força e proteção em relação a quem percebe como fraco, mas também compreensão e cuidado emocional.
  • Paciência: a disposição para deixar que as situações se desenvolvam sem precisar controlar cada resultado.
  • Amor: vive e expressa o amor de forma mais aberta e terna, sem medo de parecer fraco.
  • Serenidade: uma paz interior que lhe permite enfrentar os desafios sem reagir de maneira agressiva ou defensiva.
  • Humildade: reconhece suas limitações e seus erros sem sentir que sua autoridade ou sua força estão ameaçadas.
  • Alegria: aproveita as alegrias simples da vida e as compartilha, sem sentir que sempre precisa ir atrás de algo maior ou melhor.
  • Gratidão: pelos relacionamentos e pelas experiências que tem, em vez de lutar sempre por mais poder ou controle.
  • Calma: continua sentindo emoções fortes, mas lida com elas com uma calma que lhe permite reagir de forma mais ponderada.

Há um equilíbrio entre força e sensibilidade: usa seu poder e sua paixão para liderar e proteger, com senso de justiça e um desejo genuíno de promover o bem-estar dos outros, e isso lhe permite construir relacionamentos mais significativos.

Efetiva · FazerA partir da Confiança

O que faz?

Mostra sua força de maneiras que não só protegem a própria vulnerabilidade, mas também consideram e respeitam as necessidades e a vulnerabilidade dos outros:

  • Liderança compassiva: conduz os outros com uma mistura de força e compaixão, sem precisar dominar ou controlar.
  • Abertura à vulnerabilidade: permite-se ser vulnerável com as pessoas em quem confia, porque reconhece que isso leva a conexões mais profundas.
  • Autorregulação: é consciente de sua força e de seu poder, e os regula para não se tornar avassalador ou intimidador.
  • Defesa dos outros: usa sua força para proteger e empoderar os outros, não só para se proteger.
  • Escuta ativa: demonstra interesse genuíno e respeito pelas opiniões e pelos sentimentos dos outros.
  • Negociação: busca o meio-termo e o acordo em vez de impor sua vontade.
  • Manejo da raiva: administra sua ira de maneira construtiva; expressa-a quando é necessário, sem deixar que ela domine suas ações.
  • Empatia: mais sensibilidade em relação aos desafios e às lutas dos outros.
  • Reflexão antes de agir: reserva tempo para pensar antes de agir, e isso lhe permite responder em vez de reagir.
  • Incentivo à independência: encoraja os outros a serem fortes e independentes e apoia seu crescimento pessoal.

A força e a assertividade se equilibram com o calor humano e o desejo de cuidar: continua sendo um líder e um protetor poderoso, mas com o coração aberto e a mão estendida.

Do Medo à Confiança

A partir do Medo: dimensões separadas

E-Training

A partir da Confiança: dimensões integradas

O processo de integração do E-Mode 8 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 2 (a empatia, a compaixão, a generosidade, o reconhecimento da vulnerabilidade e a moderação da agressividade e da intensidade), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à sensibilidade com os outros e ao serviço.

A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.

Perspectiva · Pensar

Perspectiva: do Medo à Confiança

Estas mudanças no padrão de pensamento podem ajudá-lo a viver de uma maneira mais equilibrada e harmoniosa:

  • Da força à vulnerabilidade: de “Tenho que ser forte o tempo todo” para “Posso mostrar minha vulnerabilidade em certos contextos”.
  • De controlar a compartilhar o poder: de “Preciso ter o controle” para “Posso compartilhar o poder e mesmo assim ser influente e seguro”.
  • Do confronto à compreensão: de “O confronto é a única maneira de resolver problemas” para “A compreensão mútua pode ser uma forma mais efetiva de resolver conflitos”.
  • Do cuidado unilateral ao apoio mútuo: de “Tenho que proteger todo mundo” para “Podemos cuidar uns dos outros”.
  • Da independência à interdependência: de “Tenho que fazer tudo sozinho” para “É valioso pedir e aceitar ajuda”.
  • Da justiça pela força à justiça pelo respeito: de “A justiça exige que eu lute” para “A justiça pode ser alcançada por meio do respeito e da equidade”.
  • Da inflexibilidade à flexibilidade: de “O meu jeito é o melhor” para “Há muitas formas de alcançar um objetivo e estou aberto a explorá-las”.
  • Da autoproteção à confiança: de “Não posso confiar nos outros” para “Posso construir relações de confiança baseadas no respeito e na honestidade”.
  • Da negação à aceitação da realidade: de “As emoções são uma distração” para “As emoções são uma parte importante da experiência humana e me dão informações valiosas”.
  • Da impaciência ao processo: de “Tudo tem que se resolver agora” para “Algumas coisas levam tempo e é importante respeitar o processo”.

Essas mudanças lhe permitem colocar sua vontade e sua energia a serviço do próprio bem-estar e do bem-estar de quem está ao seu redor, e usar sua presença para liderar de uma maneira mais inclusiva e compassiva.

Afetiva · Sentir

Afetiva: do Medo à Confiança

Para trabalhar suas emoções a favor da integração, é essencial que aprenda a acompanhar sua força e sua tendência a controlar com mais abertura e vulnerabilidade emocional. Pode tentar:

  • Reconhecer e nomear as emoções: identificar o que sente além da raiva, que muitas vezes encobre sentimentos mais vulneráveis, como o medo ou a tristeza.
  • Permitir-se sentir: aceitar que sentir toda a gama de emoções é natural e não é sinal de fraqueza.
  • Praticar a vulnerabilidade: compartilhar preocupações e medos com pessoas próximas, entendendo que isso fortalece os relacionamentos em vez de enfraquecê-los.
  • Paciência e compreensão: com os outros, sobretudo em situações de conflito.
  • Atenção plena: técnicas para permanecer presente com suas emoções e aprender a responder em vez de reagir.
  • Autoinvestigação: refletir sobre as situações que disparam nele uma resposta emocional intensa e pensar em outras maneiras de abordá-las.
  • Gestão da raiva: aprender e praticar técnicas para evitar explosões e lidar com os conflitos de maneira mais saudável.
  • Expressão criativa: canalizar as emoções intensas por meio do esporte, da arte ou da escrita.
  • Modelos de referência: observar e aprender com pessoas que equilibram força e sensibilidade.
  • Cuidado pessoal: rotinas de autocuidado com tempo de descanso e recuperação emocional, que equilibrem a ação com a reflexão.

Assim, pode equilibrar sua tendência natural à intensidade e à assertividade com a compaixão e a compreensão, e construir relacionamentos mais ricos e satisfatórios.

Efetiva · Fazer

Efetiva: do Medo à Confiança

Ajudam os comportamentos que equilibram sua força natural com a sensibilidade consigo mesmo e com os outros, e que o ajudam a superar a desconfiança e o medo da própria vulnerabilidade:

  • Mostrar vulnerabilidade: permitir-se ser vulnerável com os outros, para aprofundar os relacionamentos e gerar confiança mútua.
  • Praticar a empatia: fazer um esforço consciente para entender os sentimentos e as perspectivas de outras pessoas e ressoar com eles.
  • Voluntariado e serviço comunitário: participar de atividades que impliquem ajudar os outros, para cultivar a sensibilidade.
  • Paciência: cultivá-la, sobretudo nas situações em que seu impulso poderia ser dominante.
  • Escuta ativa: escutar e refletir antes de responder, para melhorar a comunicação e os vínculos.
  • Autocontrole: trabalhar o manejo do temperamento, sobretudo da ira, e aprender a expressar as discordâncias de forma construtiva.
  • Defender os outros: usar sua força e sua influência para apoiar os menos poderosos ou quem precisa de amparo.
  • Aceitar ajuda: reconhecer que aceitar ajuda não compromete sua autonomia nem sua força pessoal.
  • Humildade: reconhecer e admitir os erros, e vê-los como oportunidades para crescer.
  • Reconhecer as conquistas dos outros: valorizar as contribuições e os sucessos alheios com reconhecimento genuíno.
  • Pedir um retorno: pedir a pessoas de confiança que compartilhem o olhar delas, para ampliar a percepção de seus próprios comportamentos.
  • Moderar a intensidade: ter consciência de sua intensidade e adaptá-la ao contexto e às pessoas presentes.
  • Autocuidado: reservar tempo para se cuidar, porque isso é fundamental para sustentar sua energia e sua capacidade de cuidar dos outros.

Com esses comportamentos, pode ir além da necessidade de controle ou de ser percebido como poderoso, e encontrar um poder pessoal autêntico, baseado na conexão emocional e na liderança compassiva.

Níveis de integração

Desintegrado

Agressão e destruição. Pode se sentir traído e marginalizado, e se tornar agressivo, vingativo e violento. Pode agir de maneira megalomaníaca e intimidadora, atacando possíveis rivais e desafiando limites sem considerar as consequências. No pior dos casos, torna-se destrutivo e antissocial, e prefere arrasar com tudo antes de permitir que alguém o supere ou o domine.

  • Efetiva: agressão e sadismo; age com violência, vingança e intimidação quando se sente traído, dominado ou decepcionado.
  • Afetiva: desconfiança profunda; ansiedade diante da perda de poder e ressentimento por se sentir enganado ou vulnerável.
  • Perspectiva: paranoia e pensamento destrutivo; uma visão de confronto do mundo, com pensamentos conspiratórios e cenários constantes de traição.

Semi-integrado

Domínio e competitividade. Começa a se preocupar em não ter recursos suficientes e recorre à astúcia e ao oportunismo. Torna-se mais reservado na expressão de seus sentimentos e mais metódico em sua abordagem. A preocupação em não ser respeitado pode levá-lo a agir de maneira vaidosa e dominante, com grandes promessas e bravatas para garantir sua posição e seu controle.

  • Efetiva: domínio e competitividade; reage com astúcia e oportunismo, e se torna mais reservado emocionalmente para manter o controle.
  • Afetiva: desconfiança e receio; preocupa-se em não ser respeitado, e sente tensão interna, ira contida e suspeita em relação aos outros.
  • Perspectiva: uma visão estratégica do controle, orientada a garantir sua posição e sua liderança e a assegurar seu poder.

Integrado

Magnanimidade e liderança. Supera a necessidade de controlar constantemente seu ambiente, e isso lhe permite ser mais generoso, corajoso e misericordioso. Sente-se seguro e protegido em sua própria força interior. É independente e vigoroso, e usa sua energia para liderar e proteger os outros. Aceita desafios e demonstra sua força com ações construtivas, com uma liderança estratégica e decidida.

  • Efetiva: magnanimidade e liderança; mostra-se generoso, corajoso e estratégico na tomada de decisões.
  • Afetiva: firmeza interior; sente empatia, compaixão e segurança emocional, sem precisar se impor.
  • Perspectiva: uma perspectiva construtiva; aceita desafios e lidera para potencializar e promover o crescimento dos outros.

C-Modes: C7 e C9

Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.

Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.

C-Mode7

Contribuição positiva · Confiança

  • Otimismo
  • Versatilidade
  • Espontaneidade

Contribuição negativa · Medo

  • Impaciência
  • Dispersão
  • Excesso
E-Mode8

C-Mode9

Contribuição positiva · Confiança

  • Paciência
  • Diplomacia
  • Calma

Contribuição negativa · Medo

  • Indecisão
  • Passividade
  • Evitação de conflitos

Tríade efetiva

PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).

O E-Mode 8 faz parte da tríade efetiva: abrange os impulsos vitais e instintivos que nos ajudam a afirmar nosso “território”, como a ira. Concentra-se na ação, na reação instintiva e na relação com o ambiente físico, e tende a ser prática.

  • Foco: a ação; o controle e a resistência.
  • Busca: autonomia.
  • Sentimento oculto: raiva.
  • Agressividade: tende a expressá-la.

Desafios

  • Responde com agressão e vingança para se mostrar forte.
  • A energia se dirige para fora, contra o ambiente: expande-se e transborda para evitar ser ferido.
  • Controle e domínio: pode dominar o ambiente de maneira agressiva, ser controlador demais ou confrontador, e gerar conflitos.
  • Tem dificuldade para mostrar vulnerabilidade, e isso limita a profundidade de seus relacionamentos pessoais.
  • Percebe a vida como um combate e confia só em si mesmo.
  • Impulsividade: age de forma impulsiva ou agressiva sem considerar totalmente as consequências.

Contribuição

  • Assertividade e confiança: um líder natural, seguro e assertivo, capaz de tomar decisões difíceis e inspirar os outros.
  • Proteção e justiça: um forte senso de justiça, que o leva a proteger os mais fracos ou desfavorecidos.
  • Energia e determinação: enérgico e apaixonado, com uma grande capacidade de enfrentar desafios.

Estratégia de integração e desintegração

DimensãoDinâmica do Medo · estratégia de desintegraçãoDinâmica da Confiança · estratégia de integração
EfetivaFazer
  • Dominação e controle
  • Agressão e hostilidade
  • Evitação da vulnerabilidade
  • Liderança que empodera
  • Proteção e defesa
  • Vulnerabilidade aceita
AfetivaSentir
  • Ira e agressão
  • Desconfiança e suspeita
  • Necessidade de se proteger
  • Compaixão e empatia
  • Confiança e confiabilidade
  • Sensação de segurança
PerspectivaPensar
  • Pensamento de confronto
  • Visão pessimista do mundo e dos relacionamentos
  • Desconfiança das intenções
  • Perspectiva de resolução construtiva
  • Credibilidade e otimismo
  • Confiança nas intenções e na honestidade

Tática de desintegração

Assume traços do Medo do E-Mode 5

Retraimento, reserva emocional, intelectualidade.

Tática de integração

Assume traços da Confiança do E-Mode 2

Sensibilidade, empatia, altruísmo.

Existential · Alto rendimiento humanoExistential · Marco teórico do Modelo Existencial