Visão geral
- Eixo Existencial
- Autodeterminação
- Tríade
- Efetiva
- C-Modes
- C7 · C9
- A partir da Confiança, assume traços do
- E-Mode 2
- A partir do Medo, assume traços do
- E-Mode 5
A partir do Medo
Perspectiva · o que pensa
Tenho que estar no comando.
Não posso mostrar minha vulnerabilidade nem confiar em ninguém.
Afetiva · o que sente
Medo de ser dominado, controlado, traído.
Efetiva · o que faz
Defender-se e controlar.
Esconde sua fragilidade, desconfia, controla, domina.
A partir da Confiança
Perspectiva · o que pensa
Sou autodeterminado.
Posso escolher e decidir confiando nos outros.
Afetiva · o que sente
Determinação e confiança.
Efetiva · o que faz
Decidir seu caminho e liderar os outros.
Decide, protege e lidera os outros de forma positiva.
Exemplos
Donald TrumpPresidente dos EUA
MadonnaCantora
Fiona“Shrek”
Daenerys Targaryen“Game of Thrones”
O Eixo Existencial da Autodeterminação
O Eixo Existencial da Autodeterminação se configura quando a experiência se organiza em torno da autonomia, da iniciativa pessoal e da capacidade de tomar decisões com clareza e determinação. Este Eixo está ligado à afirmação do próprio critério, ao exercício ativo da vontade e a uma atitude orientada a assumir a responsabilidade pelo próprio percurso.
A vida passa a ser interpretada a partir da necessidade de definir uma direção, estabelecer limites e sustentar escolhas próprias, sem depender de critérios externos para validar o caminho escolhido. A pessoa busca construir uma trajetória baseada em sua capacidade de decidir, de sustentar o que considera importante e de agir de acordo com o que percebe como justo ou necessário.
A Autodeterminação se torna, assim, o Eixo que articula a experiência existencial: uma forma de organizar a vida em torno da liberdade de escolha, da coerência interna e da força para sustentar o próprio caminho com firmeza.
O Eixo da Autodeterminação vivido a partir do Medo
A pessoa teme profundamente ser controlada, submetida ou ferida. Sente que precisa se defender ativamente para não perder seu lugar, sua força ou sua capacidade de decidir. A vida se transforma em um terreno onde é preciso estar em guarda, proteger-se da fraqueza e evitar qualquer sinal de vulnerabilidade.
A partir dessa vivência, pode expressar:
- Atitudes defensivas ou de confronto diante de qualquer sinal de imposição ou controle.
- Negação ou repressão da vulnerabilidade, por considerá-la uma ameaça.
- A busca por manter o controle nos vínculos ou nas decisões importantes.
- Uma tendência a se impor ou a endurecer, como forma de proteção.
- Dificuldade para confiar nos outros ou se entregar sem reservas, por medo de ser ferida ou manipulada.
Move-se com intensidade, poder e determinação, mas muitas vezes a partir de uma tensão interior constante. Pode sustentar uma imagem forte, mas essa força se alimenta do medo de perder o controle, de se mostrar frágil ou de depender de mais alguém.
O Eixo da Autodeterminação vivido a partir da Confiança
A pessoa exerce sua autonomia como uma expressão coerente de seu posicionamento pessoal, não como um mecanismo defensivo. Não precisa se impor nem resistir para preservar sua liberdade: sua autodeterminação se apoia na clareza sobre o que deseja, o que valoriza e o que está disposta a sustentar. A vulnerabilidade não é vivida como uma ameaça, mas como uma condição própria da experiência humana, que não compromete sua capacidade de agir nem de decidir por si mesma.
A partir dessa vivência, desenvolve:
- Uma presença firme e serena, que não precisa controlar para se sentir segura.
- A capacidade de estabelecer limites com clareza, sem recorrer à dureza nem ao confronto.
- Uma força disponível para o cuidado e a proteção do outro, não só para a defesa pessoal.
- Abertura para mostrar sua sensibilidade sem se sentir fraca por isso.
- Uma autonomia real, que lhe permite compartilhar o poder e colaborar com os outros.
Contexto da infância
Explorar o contexto da infância permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.
Crianças fortes e protetoras
Desde cedo, a criança com E-Mode 8 tende a se destacar pela vontade forte, pela determinação e pelo desejo de controlar o ambiente.
- São enérgicas e diretas, e buscam enfrentar os desafios com coragem e decisão.
- Sua autoestima costuma estar ligada à sua capacidade de ser forte e protetora.
- Sentem-se mais satisfeitas quando são reconhecidas por sua coragem e sua capacidade de liderança.
- Às vezes têm dificuldade com a vulnerabilidade e evitam mostrar sinais de fraqueza.
- Tendem a desafiar as regras e a resistir à autoridade se a percebem como injusta ou limitante.
- Buscam a independência e se sentem desconfortáveis com a ideia de serem controladas pelos outros.
- Nas brincadeiras e nas situações sociais, tendem a assumir a liderança, e os colegas as veem como líderes.
- São percebidas como defensoras dos outros, com uma inclinação natural a proteger quem consideram mais vulnerável.
Contexto familiar positivo
Um ambiente em que a criança se sentiu segura e apoiada para expressar sua força, sua autonomia e sua liderança de forma saudável.
- A independência e a resiliência foram incentivadas.
- Aprendeu que a vulnerabilidade não é fraqueza, mas uma parte essencial das relações autênticas.
- Foi incentivada a defender o que é justo e a proteger os outros, desenvolvendo o senso de justiça desde pequena.
- Aprendeu a usar o poder de forma responsável, liderando pelo exemplo e cuidando dos outros.
- Sua força foi valorizada, mas também lhe mostraram a importância da compaixão e da empatia.
- Teve espaço para tomar decisões e aprender com as consequências, sem medo da crítica destrutiva.
Mensagem percebida na infância: “Você não vai ser traído.”
Contexto familiar negativo
Um ambiente em que a criança percebeu o mundo como hostil ou injusto e desenvolveu a necessidade de controle como defesa.
- Experiências de abuso, negligência ou injustiça que afetaram sua segurança e sua confiança nos outros.
- Amadureceu rápido, assumindo responsabilidades de adulto por falta de figuras de autoridade confiáveis.
- Aprendeu que mostrar fraqueza é perigoso e que só a força garante proteção.
- Traições de figuras adultas, que reforçaram a desconfiança e o desejo de controle.
- Conflitos e lutas de poder em casa, que lhe ensinaram que o confronto é uma via válida de afirmação.
- Uma personalidade combativa como mecanismo de sobrevivência diante de um ambiente percebido como ameaçador.
Mensagem percebida na infância: “Não é certo ser vulnerável nem confiar em ninguém.”
A partir do Medo
O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 8 a partir da dinâmica do Medo.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Se eu não controlar tudo, o mundo desaba.» | Incerteza | Concentra-se em manter o controle e o poder. |
| «Ninguém me desafia e sai impune.» | Submissão | Reage de maneira agressiva diante da oposição. |
| «As emoções são uma fraqueza.» | Insensibilidade | Ignora as necessidades emocionais dos outros. |
| «Eu sei o que é melhor para todos.» | Soberba | Toma decisões unilaterais. |
| «Todo mundo tem intenções ocultas; preciso me proteger.» | Paranoia | Desconfia das intenções dos outros. |
| «Tem algo estranho aqui, eles não vão sair impunes.» | Ira | Denuncia toda suposta injustiça. |
O que pensa?
O medo de ser controlado ou ferido pelos outros pode gerar pensamentos defensivos e assertivos, que refletem o desejo de manter o controle e proteger a própria vulnerabilidade. Alguns exemplos da narrativa interna:
- Autoafirmação: “Tenho que ser forte e assertivo para proteger a mim e a quem me importa.”
- Desconfiança: “Não posso mostrar fraqueza, ou os outros podem tentar se aproveitar de mim.”
- Controle: “É melhor estar no comando da situação antes que alguém assuma o controle e me machuque.”
- Independência: “Depender dos outros é sinal de fraqueza; tenho que ser autossuficiente.”
- Justiça: “Se algo não é justo, é minha responsabilidade corrigir ou pelo menos expor.”
- Confronto: “O confronto direto é a melhor maneira de resolver problemas e evitar que me manipulem.”
- Proteção: “Como protetor dos outros, tenho que estar sempre alerta e pronto para agir.”
- Resistência: “Mostrar emoções é um risco; tenho que resistir a qualquer tentativa de me fragilizar.”
- Força: “A força é uma virtude; a vulnerabilidade é uma fraqueza que os outros podem explorar.”
- Domínio: “Para não ser controlado, tenho que ser o mais forte e dominante em qualquer relação ou ambiente.”
Esses pensamentos podem torná-lo excessivamente combativo ou dominante.
O que sente?
A partir do medo de ser controlado ou de se mostrar vulnerável, pode experimentar emoções intensas e potentes, muitas vezes enraizadas na necessidade de se autoafirmar e proteger sua autonomia:
- Ira: a emoção mais característica do E-Mode 8; sente e expressa a raiva com facilidade quando percebe ameaças à sua independência ou ao seu controle.
- Frustração: quando as coisas não saem como espera ou quando os outros não agem com a mesma rapidez ou eficácia.
- Desconfiança: suspeita das intenções alheias, sobretudo diante de possíveis manipulações ou enganos.
- Impaciência: baixa tolerância à fraqueza, própria e alheia, que se manifesta como impaciência ou irritação.
- Paixão: vive paixões intensas e se envolve a fundo em causas ou vínculos, com energia e compromisso.
- Determinação: uma vontade firme de superar obstáculos e alcançar objetivos, com força e perseverança.
- Proteção: emoções protetoras em relação a quem considera vulnerável ou está sob seu cuidado.
- Negação da vulnerabilidade: desconforto diante da própria vulnerabilidade; escolhe se mostrar forte e sem medo.
- Justiça: um senso profundo de equidade, que o leva a reagir com intensidade diante do que percebe como injusto.
- Desafio: ganha energia com os desafios e os confrontos, como forma de demonstrar sua força e sua liderança.
Quando não são administradas, essas emoções podem levá-lo a confrontos frequentes e a uma atitude combativa.
O que faz?
A partir do Medo, é movido pelo temor de ser controlado ou ferido pelos outros, e isso pode motivar comportamentos defensivos ou assertivos:
- Controle do ambiente: tenta controlar seu ambiente e as pessoas que fazem parte dele para não se sentir fraco ou vulnerável.
- Confronto: torna-se confrontador e desafiador quando sente que seu controle ou sua autoridade estão sendo questionados.
- Intimidação: usa táticas de intimidação, muitas vezes inconscientes, para manter uma posição dominante em seus relacionamentos.
- Negação da fraqueza: nega qualquer sentimento de fraqueza ou vulnerabilidade, inclusive para si mesmo.
- Autonomia: mantém sua independência e evita as situações que impliquem depender dos outros.
- Proteção dos outros: assume o papel de protetor de quem percebe como mais fraco ou indefeso.
- Excesso de trabalho: sobrecarrega-se de atividades para se sentir forte e no controle, evitando uma mediocridade que vive como fraqueza.
- Franqueza direta: comunica-se de forma direta e clara, sem suavizar a abordagem pela sensibilidade dos outros.
- Impaciência com a vulnerabilidade: incomoda-se ou fica impaciente diante da vulnerabilidade dos outros e os pressiona a “serem fortes”.
- Enfrentamento do perigo: corre em direção às situações desafiadoras ou perigosas em vez de evitá-las.
Esses comportamentos são impulsionados pelo desejo de proteger a si mesmo e às pessoas que ama da traição e da vulnerabilidade.
A partir da Confiança
O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 8 a partir da dinâmica da Confiança.
| PensaPerspectiva | SenteAfetiva | FazEfetiva |
|---|---|---|
| «Minha força é para o bem de quem precisa dela.» | Proteção | Usa sua força para proteger e empoderar os vulneráveis. |
| «Entender os outros me fortalece e nos une.» | Empatia | Escuta ativamente as preocupações dos outros. |
| «Podemos ser iguais e ninguém precisa mandar.» | Confiança | Promove um ambiente de igualdade e respeito. |
| «Mostrar minha vulnerabilidade me torna mais humano.» | Abertura | Mostra-se vulnerável com pessoas de confiança. |
| «A verdadeira força está na justiça e na equidade.» | Justiça | Busca soluções justas para os conflitos. |
| «Empoderar os outros é uma verdadeira demonstração de liderança.» | Inspiração | Incentiva a liderança nos outros. |
Personagem de referência: Katniss Everdeen (Jogos Vorazes)
O que pensa?
Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seu pensamento equilibra sua força com a vulnerabilidade e a consideração pelos outros:
- Interdependência: “Posso ser forte e mesmo assim precisar dos outros. A força está na comunidade e na colaboração.”
- Vulnerabilidade: “Mostrar minha vulnerabilidade não é uma fraqueza; é uma forma de me conectar de maneira mais autêntica com os outros.”
- Controle: “Não preciso controlar tudo e todos. Posso confiar nos outros e soltar o controle.”
- Compaixão: “Minha força pode ser uma fonte de proteção e apoio para os outros, não só uma forma de impor minha vontade.”
- Empatia: “Entender e sentir o que os outros vivem enriquece minha vida e meus relacionamentos.”
- Respeito: “Todos merecem respeito e consideração, independentemente de seu poder ou seu status.”
- Paciência: “A paciência me permite guiar os outros sem pressionar nem dominar.”
- Humildade: “Reconhecer meus erros e aprender com eles me torna mais forte, não mais fraco.”
- Responsabilidade: “Minha responsabilidade é usar minha força de maneira justa e com integridade.”
- Aceitação: “Aceitar as coisas como são me dá clareza para mudar o que posso e aceitar o que não posso.”
Essa maturidade lhe permite liderar com justiça e colocar sua confiança e sua determinação a serviço de todos. Torna-se um defensor leal e um protetor, não pela necessidade de dominar, mas pelo desejo genuíno de melhorar as coisas para si mesmo e para os outros.
O que sente?
Suas emoções se tornam mais acessíveis e ele as expressa com mais facilidade:
- Vulnerabilidade: aceita-a e a expressa de uma maneira que lhe permite se conectar mais profundamente com os outros.
- Empatia: sente e demonstra mais empatia pelas lutas e pelas emoções dos outros, e está disposto a ser um apoio emocional.
- Compaixão: genuína; não só força e proteção em relação a quem percebe como fraco, mas também compreensão e cuidado emocional.
- Paciência: a disposição para deixar que as situações se desenvolvam sem precisar controlar cada resultado.
- Amor: vive e expressa o amor de forma mais aberta e terna, sem medo de parecer fraco.
- Serenidade: uma paz interior que lhe permite enfrentar os desafios sem reagir de maneira agressiva ou defensiva.
- Humildade: reconhece suas limitações e seus erros sem sentir que sua autoridade ou sua força estão ameaçadas.
- Alegria: aproveita as alegrias simples da vida e as compartilha, sem sentir que sempre precisa ir atrás de algo maior ou melhor.
- Gratidão: pelos relacionamentos e pelas experiências que tem, em vez de lutar sempre por mais poder ou controle.
- Calma: continua sentindo emoções fortes, mas lida com elas com uma calma que lhe permite reagir de forma mais ponderada.
Há um equilíbrio entre força e sensibilidade: usa seu poder e sua paixão para liderar e proteger, com senso de justiça e um desejo genuíno de promover o bem-estar dos outros, e isso lhe permite construir relacionamentos mais significativos.
O que faz?
Mostra sua força de maneiras que não só protegem a própria vulnerabilidade, mas também consideram e respeitam as necessidades e a vulnerabilidade dos outros:
- Liderança compassiva: conduz os outros com uma mistura de força e compaixão, sem precisar dominar ou controlar.
- Abertura à vulnerabilidade: permite-se ser vulnerável com as pessoas em quem confia, porque reconhece que isso leva a conexões mais profundas.
- Autorregulação: é consciente de sua força e de seu poder, e os regula para não se tornar avassalador ou intimidador.
- Defesa dos outros: usa sua força para proteger e empoderar os outros, não só para se proteger.
- Escuta ativa: demonstra interesse genuíno e respeito pelas opiniões e pelos sentimentos dos outros.
- Negociação: busca o meio-termo e o acordo em vez de impor sua vontade.
- Manejo da raiva: administra sua ira de maneira construtiva; expressa-a quando é necessário, sem deixar que ela domine suas ações.
- Empatia: mais sensibilidade em relação aos desafios e às lutas dos outros.
- Reflexão antes de agir: reserva tempo para pensar antes de agir, e isso lhe permite responder em vez de reagir.
- Incentivo à independência: encoraja os outros a serem fortes e independentes e apoia seu crescimento pessoal.
A força e a assertividade se equilibram com o calor humano e o desejo de cuidar: continua sendo um líder e um protetor poderoso, mas com o coração aberto e a mão estendida.
Do Medo à Confiança
A partir do Medo: dimensões separadas
A partir da Confiança: dimensões integradas
O processo de integração do E-Mode 8 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 2 (a empatia, a compaixão, a generosidade, o reconhecimento da vulnerabilidade e a moderação da agressividade e da intensidade), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à sensibilidade com os outros e ao serviço.
A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.
Perspectiva: do Medo à Confiança
Estas mudanças no padrão de pensamento podem ajudá-lo a viver de uma maneira mais equilibrada e harmoniosa:
- Da força à vulnerabilidade: de “Tenho que ser forte o tempo todo” para “Posso mostrar minha vulnerabilidade em certos contextos”.
- De controlar a compartilhar o poder: de “Preciso ter o controle” para “Posso compartilhar o poder e mesmo assim ser influente e seguro”.
- Do confronto à compreensão: de “O confronto é a única maneira de resolver problemas” para “A compreensão mútua pode ser uma forma mais efetiva de resolver conflitos”.
- Do cuidado unilateral ao apoio mútuo: de “Tenho que proteger todo mundo” para “Podemos cuidar uns dos outros”.
- Da independência à interdependência: de “Tenho que fazer tudo sozinho” para “É valioso pedir e aceitar ajuda”.
- Da justiça pela força à justiça pelo respeito: de “A justiça exige que eu lute” para “A justiça pode ser alcançada por meio do respeito e da equidade”.
- Da inflexibilidade à flexibilidade: de “O meu jeito é o melhor” para “Há muitas formas de alcançar um objetivo e estou aberto a explorá-las”.
- Da autoproteção à confiança: de “Não posso confiar nos outros” para “Posso construir relações de confiança baseadas no respeito e na honestidade”.
- Da negação à aceitação da realidade: de “As emoções são uma distração” para “As emoções são uma parte importante da experiência humana e me dão informações valiosas”.
- Da impaciência ao processo: de “Tudo tem que se resolver agora” para “Algumas coisas levam tempo e é importante respeitar o processo”.
Essas mudanças lhe permitem colocar sua vontade e sua energia a serviço do próprio bem-estar e do bem-estar de quem está ao seu redor, e usar sua presença para liderar de uma maneira mais inclusiva e compassiva.
Afetiva: do Medo à Confiança
Para trabalhar suas emoções a favor da integração, é essencial que aprenda a acompanhar sua força e sua tendência a controlar com mais abertura e vulnerabilidade emocional. Pode tentar:
- Reconhecer e nomear as emoções: identificar o que sente além da raiva, que muitas vezes encobre sentimentos mais vulneráveis, como o medo ou a tristeza.
- Permitir-se sentir: aceitar que sentir toda a gama de emoções é natural e não é sinal de fraqueza.
- Praticar a vulnerabilidade: compartilhar preocupações e medos com pessoas próximas, entendendo que isso fortalece os relacionamentos em vez de enfraquecê-los.
- Paciência e compreensão: com os outros, sobretudo em situações de conflito.
- Atenção plena: técnicas para permanecer presente com suas emoções e aprender a responder em vez de reagir.
- Autoinvestigação: refletir sobre as situações que disparam nele uma resposta emocional intensa e pensar em outras maneiras de abordá-las.
- Gestão da raiva: aprender e praticar técnicas para evitar explosões e lidar com os conflitos de maneira mais saudável.
- Expressão criativa: canalizar as emoções intensas por meio do esporte, da arte ou da escrita.
- Modelos de referência: observar e aprender com pessoas que equilibram força e sensibilidade.
- Cuidado pessoal: rotinas de autocuidado com tempo de descanso e recuperação emocional, que equilibrem a ação com a reflexão.
Assim, pode equilibrar sua tendência natural à intensidade e à assertividade com a compaixão e a compreensão, e construir relacionamentos mais ricos e satisfatórios.
Efetiva: do Medo à Confiança
Ajudam os comportamentos que equilibram sua força natural com a sensibilidade consigo mesmo e com os outros, e que o ajudam a superar a desconfiança e o medo da própria vulnerabilidade:
- Mostrar vulnerabilidade: permitir-se ser vulnerável com os outros, para aprofundar os relacionamentos e gerar confiança mútua.
- Praticar a empatia: fazer um esforço consciente para entender os sentimentos e as perspectivas de outras pessoas e ressoar com eles.
- Voluntariado e serviço comunitário: participar de atividades que impliquem ajudar os outros, para cultivar a sensibilidade.
- Paciência: cultivá-la, sobretudo nas situações em que seu impulso poderia ser dominante.
- Escuta ativa: escutar e refletir antes de responder, para melhorar a comunicação e os vínculos.
- Autocontrole: trabalhar o manejo do temperamento, sobretudo da ira, e aprender a expressar as discordâncias de forma construtiva.
- Defender os outros: usar sua força e sua influência para apoiar os menos poderosos ou quem precisa de amparo.
- Aceitar ajuda: reconhecer que aceitar ajuda não compromete sua autonomia nem sua força pessoal.
- Humildade: reconhecer e admitir os erros, e vê-los como oportunidades para crescer.
- Reconhecer as conquistas dos outros: valorizar as contribuições e os sucessos alheios com reconhecimento genuíno.
- Pedir um retorno: pedir a pessoas de confiança que compartilhem o olhar delas, para ampliar a percepção de seus próprios comportamentos.
- Moderar a intensidade: ter consciência de sua intensidade e adaptá-la ao contexto e às pessoas presentes.
- Autocuidado: reservar tempo para se cuidar, porque isso é fundamental para sustentar sua energia e sua capacidade de cuidar dos outros.
Com esses comportamentos, pode ir além da necessidade de controle ou de ser percebido como poderoso, e encontrar um poder pessoal autêntico, baseado na conexão emocional e na liderança compassiva.
Níveis de integração
Desintegrado
Agressão e destruição. Pode se sentir traído e marginalizado, e se tornar agressivo, vingativo e violento. Pode agir de maneira megalomaníaca e intimidadora, atacando possíveis rivais e desafiando limites sem considerar as consequências. No pior dos casos, torna-se destrutivo e antissocial, e prefere arrasar com tudo antes de permitir que alguém o supere ou o domine.
- Efetiva: agressão e sadismo; age com violência, vingança e intimidação quando se sente traído, dominado ou decepcionado.
- Afetiva: desconfiança profunda; ansiedade diante da perda de poder e ressentimento por se sentir enganado ou vulnerável.
- Perspectiva: paranoia e pensamento destrutivo; uma visão de confronto do mundo, com pensamentos conspiratórios e cenários constantes de traição.
Semi-integrado
Domínio e competitividade. Começa a se preocupar em não ter recursos suficientes e recorre à astúcia e ao oportunismo. Torna-se mais reservado na expressão de seus sentimentos e mais metódico em sua abordagem. A preocupação em não ser respeitado pode levá-lo a agir de maneira vaidosa e dominante, com grandes promessas e bravatas para garantir sua posição e seu controle.
- Efetiva: domínio e competitividade; reage com astúcia e oportunismo, e se torna mais reservado emocionalmente para manter o controle.
- Afetiva: desconfiança e receio; preocupa-se em não ser respeitado, e sente tensão interna, ira contida e suspeita em relação aos outros.
- Perspectiva: uma visão estratégica do controle, orientada a garantir sua posição e sua liderança e a assegurar seu poder.
Integrado
Magnanimidade e liderança. Supera a necessidade de controlar constantemente seu ambiente, e isso lhe permite ser mais generoso, corajoso e misericordioso. Sente-se seguro e protegido em sua própria força interior. É independente e vigoroso, e usa sua energia para liderar e proteger os outros. Aceita desafios e demonstra sua força com ações construtivas, com uma liderança estratégica e decidida.
- Efetiva: magnanimidade e liderança; mostra-se generoso, corajoso e estratégico na tomada de decisões.
- Afetiva: firmeza interior; sente empatia, compaixão e segurança emocional, sem precisar se impor.
- Perspectiva: uma perspectiva construtiva; aceita desafios e lidera para potencializar e promover o crescimento dos outros.
C-Modes: C7 e C9
Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que ficam de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.
Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.
C-Mode7
Contribuição positiva · Confiança
- Otimismo
- Versatilidade
- Espontaneidade
Contribuição negativa · Medo
- Impaciência
- Dispersão
- Excesso
C-Mode9
Contribuição positiva · Confiança
- Paciência
- Diplomacia
- Calma
Contribuição negativa · Medo
- Indecisão
- Passividade
- Evitação de conflitos
Tríade efetiva
As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).
O E-Mode 8 faz parte da tríade efetiva: abrange os impulsos vitais e instintivos que nos ajudam a afirmar nosso “território”, como a ira. Concentra-se na ação, na reação instintiva e na relação com o ambiente físico, e tende a ser prática.
- Foco: a ação; o controle e a resistência.
- Busca: autonomia.
- Sentimento oculto: raiva.
- Agressividade: tende a expressá-la.
Desafios
- Responde com agressão e vingança para se mostrar forte.
- A energia se dirige para fora, contra o ambiente: expande-se e transborda para evitar ser ferido.
- Controle e domínio: pode dominar o ambiente de maneira agressiva, ser controlador demais ou confrontador, e gerar conflitos.
- Tem dificuldade para mostrar vulnerabilidade, e isso limita a profundidade de seus relacionamentos pessoais.
- Percebe a vida como um combate e confia só em si mesmo.
- Impulsividade: age de forma impulsiva ou agressiva sem considerar totalmente as consequências.
Contribuição
- Assertividade e confiança: um líder natural, seguro e assertivo, capaz de tomar decisões difíceis e inspirar os outros.
- Proteção e justiça: um forte senso de justiça, que o leva a proteger os mais fracos ou desfavorecidos.
- Energia e determinação: enérgico e apaixonado, com uma grande capacidade de enfrentar desafios.
Estratégia de integração e desintegração
| Dimensão | Dinâmica do Medo · estratégia de desintegração | Dinâmica da Confiança · estratégia de integração |
|---|---|---|
| EfetivaFazer |
|
|
| AfetivaSentir |
|
|
| PerspectivaPensar |
|
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Tática de desintegração
Assume traços do Medo do E-Mode 5
Retraimento, reserva emocional, intelectualidade.
Tática de integração
Assume traços da Confiança do E-Mode 2
Sensibilidade, empatia, altruísmo.

