ExistentialMarco teórico

Por E-Mode

E-Mode 2 · O Eixo do Amor

As pessoas com E-Mode 2 se destacam pela atenção especial e pelo serviço às necessidades dos outros: buscam amar e ser amadas.

Visão geral

2
Eixo Existencial
Amor
Tríade
Afetiva
C-Modes
C1 · C3
A partir da Confiança, assume traços do
E-Mode 4
A partir do Medo, assume traços do
E-Mode 8
PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

A partir do Medo

Perspectiva · o que pensa

Tenho que ser necessário.

Não serei amado nem desejado se não for necessário.

Afetiva · o que sente

Medo de não ser amado nem desejado.

Efetiva · o que faz

Garantir o afeto.

Ajuda interessada e dependência emocional.

A partir da Confiança

Perspectiva · o que pensa

Sou amado.

Sou digno de ser amado e de amar.

Afetiva · o que sente

Amor incondicional.

Efetiva · o que faz

Amar livremente.

Entrega livre e desinteressada.

Exemplos

  • Lady DiLady DiPrincesa de Gales
  • Susana GiménezSusana GiménezApresentadora
  • ShakiraShakiraCantora
  • Madre Teresa de CalcutáMadre Teresa de CalcutáReligiosa

O Eixo Existencial do Amor

O Eixo Existencial do Amor se configura quando, nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve uma atenção especial ao mundo dos vínculos afetivos. Esse Eixo se vincula ao âmbito do reconhecimento emocional, da conexão com os outros, do cuidado mútuo e da expressão do afeto. A experiência se organiza em torno da importância de construir relações próximas, significativas e emocionalmente disponíveis.

Desse modo, o Amor se constitui como um Eixo articulador da existência, que marca uma orientação para o encontro, a disponibilidade emocional e a construção de laços profundos e recíprocos.

O Eixo do Amor vivido a partir do Medo

A pessoa vive o amor como algo que precisa ser conquistado, mantido ou protegido constantemente. O vínculo se torna frágil e condicionado, e a possibilidade de ser rejeitada, ignorada ou de não ser suficiente para o outro gera uma forte ansiedade emocional. Começa a desenvolver estratégias para se tornar imprescindível ou para se entregar ao outro, esperando garantir, por meio dessa entrega, o afeto de que precisa.

A partir dessa vivência, pode desenvolver:

  • Uma necessidade constante de ser útil ou necessária para se sentir querida.
  • Tendência a se antecipar às necessidades do outro, descuidando das próprias.
  • Dificuldade para reconhecer seus próprios desejos ou emoções se não estiverem mediados pelo vínculo.
  • Angústia diante da rejeição, da indiferença ou da distância emocional.
  • Comportamentos que buscam conquistar o afeto, mesmo à custa do próprio equilíbrio.

O Amor não é vivido como um laço livre, e sim como um laço condicionado. A pessoa se volta para os outros com intensidade, mas muitas vezes desconectada de si mesma, tentando garantir o carinho que sente que precisa para existir plenamente.

O Eixo do Amor vivido a partir da Confiança

A pessoa vive o amor como uma experiência livre, mútua e segura. Já não precisa se esforçar para merecer afeto, nem temer que o vínculo desapareça se não der algo em troca. Há uma profunda certeza interna de que é possível amar e ser amada simplesmente por ser quem é.

A partir dessa vivência, desenvolve:

  • Capacidade de se vincular com autenticidade, sem depender emocionalmente do outro.
  • Uma entrega afetiva generosa, que não espera retribuição imediata nem constrói vínculos a partir da necessidade.
  • Habilidade para reconhecer e expressar suas próprias necessidades emocionais sem culpa nem medo.
  • Uma presença afetiva profunda, que pode acompanhar e também se retirar quando necessário, sem perder sua própria conexão.
  • Uma autoestima sólida, baseada no reconhecimento próprio, além da validação afetiva externa.

O amor é vivido como um vínculo recíproco e estável, sustentado por uma disponibilidade afetiva autêntica. A pessoa não orienta sua entrega em função do reconhecimento externo: sua capacidade de amar surge de um registro interno integrado, seguro e suficiente em si mesmo.

Contexto da infância

Explorar o contexto infantil permite compreender mais profundamente como certos traços se desenvolvem desde cedo. Muitos dos padrões de comportamento que observamos nos adultos têm raízes em experiências e dinâmicas familiares da infância. Compreender o contexto em que se estabeleceu o modo como enfrentamos nossa existência desde cedo nos permite entender como enfrentamos hoje as situações e os desafios atuais.

Crianças prestativas e colaborativas

Desde cedo, a criança com E-Mode 2 tende a se destacar pelo desejo natural de se conectar com os outros e de ajudá-los em suas necessidades. É sensível às emoções alheias e tem grande habilidade para perceber as necessidades não expressas de quem está ao seu redor.

  • Interiorizaram a mensagem de que suas necessidades não são tão importantes quanto as dos outros.
  • Sua autoestima está ligada à ideia de ser valiosas e necessárias para os outros.
  • Podem buscar aprovação e afeto oferecendo ajuda e atenção aos outros.
  • Viver a conexão e o amor por meio da atenção e do cuidado se torna fundamental para seu senso de valor.
  • Tendem a deixar suas próprias necessidades em segundo plano para garantir que os outros estejam contentes.
  • Nas brincadeiras e nas interações sociais, costumam assumir o papel de cuidadoras, oferecendo ajuda e apoio aos colegas.

Contexto familiar positivo

  • Um ambiente em que se valorizavam a empatia, a bondade e o cuidado com os outros.
  • Pais ou cuidadores que foram modelos de generosidade e compaixão.
  • Expressões abertas de carinho, validação emocional e afetividade.
  • Uma comunicação emocional saudável e a livre expressão dos sentimentos.
  • Ensinou-se a importância dos limites saudáveis junto com o cuidado com o outro.
  • Oportunidades de participar de atividades comunitárias ou de voluntariado.

Mensagem percebida na infância: "Você é desejado".

Contexto familiar negativo

  • Um ambiente em que o amor e a atenção eram condicionais, baseados em cuidar dos outros ou agradá-los.
  • A criança assumiu papéis de cuidadora desde muito cedo, acreditando que seu valor dependia de satisfazer os outros.
  • Falta de reconhecimento de suas próprias necessidades emocionais.
  • Pais ou cuidadores emocionalmente ausentes ou centrados nos próprios problemas.
  • Reforço do papel de "cuidador" ou de "pacificador" na família.
  • Dificuldade para desenvolver uma identidade independente e reconhecer suas próprias necessidades.

Mensagem percebida na infância: "Não é certo ter necessidades".

A partir do Medo

O que pensa (Perspectiva), o que sente (Afetiva) e o que faz (Efetiva) o E-Mode 2 a partir da dinâmica do Medo.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Se eu ajudar, vão gostar de mim.»AnsiedadeOferecer ajuda não solicitada.
«Minhas necessidades não são tão importantes quanto as dos outros.»RessentimentoIgnorar as próprias necessidades.
«Preciso que os outros demonstrem carinho por mim para me sentir valioso.»InsegurançaBuscar constantemente aprovação emocional.
«Tenho que fazer com que precisem de mim para que não me abandonem.»FrustraçãoManipular emocionalmente.
«Fiz mais pelos outros do que eles fazem por mim.»OrgulhoExagerar sua contribuição ou seu sacrifício.
«Se eu disser não, não vão mais me procurar.»CulpaTer dificuldade para dizer "não".
«Se não precisarem de mim, vão me deixar.»MedoCriar relações dependentes.

Personagem de referência: Donna Paulsen (Suits)

Perspectiva · PensarA partir do Medo

O que pensa?

A partir do medo de não ser desejado nem amado, pode ter pensamentos recorrentes que refletem sua necessidade de ser querido e valorizado. Alguns exemplos da narrativa interna:

  • Autovalorização por meio do serviço: "Só tenho valor quando estou ajudando os outros".
  • Preocupação com as relações: "Se não precisarem de mim, podem me abandonar".
  • Dúvida sobre a reciprocidade: "Faço tanto pelos outros; por que não posso receber o mesmo em troca?".
  • Justificação do sacrifício: "Se eu sacrificar minhas necessidades pelos outros, com certeza vão me valorizar".
  • Negação das próprias necessidades: "Eu não deveria pensar em mim; isso é ser egoísta".
  • Rejeição à rejeição: "Não suporto a ideia de que alguém não goste de mim".
  • Medo da solidão: "Estar sozinho significa que não sou bom o suficiente".
  • Insegurança: "Será que exagerei? Vão me ver como alguém desesperado por atenção?".
  • Idealização do amor incondicional: "O verdadeiro amor significa dar sem esperar nada em troca".

Esses pensamentos podem levá-lo a se concentrar excessivamente nas necessidades dos outros e a descuidar das próprias. É fundamental que aprenda a se valorizar por si mesmo e a entender que ser amado não depende exclusivamente de sua capacidade de ajudar.

Afetiva · SentirA partir do Medo

O que sente?

A partir do medo de não ser amado ou valorizado, pode experimentar uma variedade de emoções que refletem sua necessidade de conexão e reconhecimento:

  • Ansiedade: preocupação constante com a forma como os outros o percebem e com estar sendo útil ou gentil o suficiente para conquistar seu amor e seu apreço.
  • Tristeza: decepção quando percebe que seus esforços para ajudar não são reconhecidos ou valorizados.
  • Frustração: irritação ou ressentimento se sente que seus sacrifícios não são correspondidos ou que os outros não respondem ao seu cuidado como esperava.
  • Medo da rejeição: o temor profundo de ser deixado de lado se não cumprir as expectativas dos outros ou deixar de ser necessário; medo de ficar sozinho na vida.
  • Culpa: ao priorizar suas próprias necessidades ou quando não consegue ajudar alguém.
  • Sobrecarga: sente-se emocionalmente sobrecarregado pela pressão autoimposta de cuidar dos outros.
  • Vazio: uma sensação de insuficiência quando não está numa relação de dar e receber, ou ao perceber que sua ajuda busca validação.
  • Ciúme ou inveja: diante de quem recebe o amor ou a atenção que deseja, ou de quem parece mais necessário ou valorizado.
  • Negação: pode reprimir as emoções negativas para sustentar a imagem de ser sempre gentil e positivo.

Essas emoções, embora sejam respostas naturais ao medo de não ser amado, podem levá-lo a condutas contraproducentes e a relações pouco saudáveis.

Efetiva · FazerA partir do Medo

O que faz?

A partir do Medo, é movido pelo desejo de ser amado e valorizado, e pelo temor de não ser querido, de não ser valorizado ou de ser rejeitado. Pode mostrar comportamentos voltados a conquistar a aceitação e o afeto dos outros:

  • Ajudar em excesso: tenta agradar oferecendo-se constantemente para ajudar, mesmo quando não pedem ou quando fazer isso vai contra suas próprias necessidades.
  • Buscar validação: busca reconhecimento e apreço por seus esforços, e se sente ferido ou rejeitado se não recebe a gratidão esperada.
  • Adaptabilidade excessiva: muda suas opiniões ou desejos para se alinhar aos dos outros, e perde contato com seus próprios sentimentos.
  • Relações centradas no outro: concentra-se intensamente nas necessidades e nos problemas alheios, ignorando os próprios, e às vezes se torna invasivo ou controlador sob a aparência de "ajudar".
  • Manipulação afetiva: recorre, às vezes de forma inconsciente, a estratégias emocionais para manter as pessoas por perto e se sentir indispensável.
  • Negar suas próprias necessidades: tem dificuldade para reconhecer e expressar o que precisa, e sempre prioriza os outros.
  • Sensibilidade à rejeição: é extremamente sensível aos sinais de não ser necessário, o que pode levá-lo a buscar atenção.
  • Dramatização: exagera seu sacrifício ou seus problemas para chamar a atenção e obter simpatia ou ajuda.
  • Relações de dependência: pode criar vínculos em que se sente responsável pelo bem-estar dos outros, com dinâmicas pouco equilibradas.

Seu crescimento pessoal implica aprender a reconhecer e atender suas próprias necessidades, estabelecer limites saudáveis e construir relações mais equilibradas.

A partir da Confiança

O que pensa, o que sente e o que faz o E-Mode 2 a partir da dinâmica da Confiança.

PensaPerspectivaSenteAfetivaFazEfetiva
«Tudo bem cuidar de mim primeiro.»ConfiançaEstabelecer limites saudáveis.
«Pedir ajuda me fortalece e me conecta com os outros.»VulnerabilidadePedir ajuda quando precisa.
«Minhas necessidades são importantes e merecem ser ouvidas.»AutenticidadeReconhecer e expressar as próprias necessidades.
«Dou porque quero, não porque espero ser recompensado.»GenerosidadeDar sem esperar nada em troca.
«Tudo bem que cada um seja autossuficiente.»RespeitoEstimular a independência dos outros.
«Crescer pessoalmente me torna mais capaz de amar e de ser amado.»AutovalorizaçãoInvestir tempo no próprio crescimento pessoal.
Perspectiva · PensarA partir da Confiança

O que pensa?

Quando vive seu Eixo a partir da Confiança, seus pensamentos refletem maturidade emocional e maior consciência de si mesmo:

  • Autovalorização: "Tenho valor e mereço amor, mesmo sem fazer nada pelos outros".
  • Limites saudáveis: "Tudo bem dizer não e estabelecer limites para cuidar do meu tempo e da minha energia".
  • Independência: "Não preciso que os outros dependam de mim para me sentir completo e valioso".
  • Autocuidado: "Cuidar de mim é tão importante quanto cuidar dos outros".
  • Equidade: "É justo e necessário receber tanto quanto dou nas minhas relações".
  • Autenticidade: "Meus sentimentos e minhas necessidades são importantes e merecem ser expressos de forma aberta e honesta".
  • Gratidão genuína: "Sou grato pelas relações que tenho e pelo que recebo delas".
  • Desapego da aprovação: "Não preciso da aprovação constante dos outros para me sentir satisfeito".
  • Generosidade desinteressada: "Posso oferecer ajuda sem esperar nada em troca e sem sacrificar meu bem-estar".
  • Empatia equilibrada: "Posso ter empatia pelos outros sem me responsabilizar pelas emoções deles".

Essa mudança lhe permite passar da busca por validação externa a encontrar uma validação interna, e participar de relações recíprocas e saudáveis, em que pode dar e receber amor de maneira equilibrada.

Afetiva · SentirA partir da Confiança

O que sente?

Suas emoções refletem um estado mais equilibrado e autêntico, que surge de uma conexão profunda com sua própria identidade e suas necessidades:

  • Autoaceitação: compaixão e amor por si mesmo, reconhecendo seu valor além de sua utilidade para os outros.
  • Gratidão: um apreço profundo pelas relações e pelos vínculos, sem sentir que precisa conquistá-los.
  • Satisfação: alegria com a própria vida; aproveita as atividades e os vínculos pelo valor que têm em si mesmos.
  • Paz interior: a calma que surge de não buscar aprovação constante.
  • Confiança: segurança em suas capacidades e certeza de que é digno de amor e de pertencimento sem precisar agradar.
  • Equilíbrio: emoções mais estáveis, porque já não é dominado pela necessidade de atender os outros em detrimento de si.
  • Generosidade genuína: alegria ao ajudar a partir de um desejo sincero, não da necessidade de ser necessário.
  • Independência emocional: consegue sustentar seu bem-estar sem depender da validação externa.
  • Empatia consciente: uma compreensão profunda das emoções alheias, com a sabedoria de não absorvê-las como próprias.

A dependência e a necessidade de ser necessário se transformam num amor genuíno e livre.

Efetiva · FazerA partir da Confiança

O que faz?

Suas ações refletem um equilíbrio maior entre atender os outros e cuidar de si mesmo:

  • Autocuidado: reserva tempo para si e atende suas necessidades físicas e emocionais.
  • Limites saudáveis: estabelece e sustenta limites claros, e aprende a dizer "não" quando necessário.
  • Autenticidade: é honesto sobre seus sentimentos e necessidades, em vez de mudar seu comportamento só para agradar.
  • Apoio sem apego: ajuda sem esperar nada em troca e sem se intrometer nos assuntos alheios.
  • Empatia equilibrada: compreende e respeita os sentimentos dos outros, sem assumir por completo a tarefa de resolver seus problemas.
  • Autoexpressão: expressa-se criativamente e compartilha mais de quem realmente é.
  • Reconhecimento do próprio mérito: aceita elogios e reconhecimento por suas conquistas pessoais, não só por ajudar.
  • Independência: estimula tanto a própria independência quanto a dos outros, e apoia sem criar dependência.
  • Equilíbrio emocional: lida com suas emoções sem se deixar dominar pelo desejo de ser necessário, e encontra satisfação em relações e atividades diversas.

Torna-se mais consciente do próprio valor e encontra uma autoestima que não depende de sua utilidade ou de seu serviço. Isso lhe permite se relacionar de maneira mais saudável e satisfatória, consigo mesmo e com os outros.

Do Medo à Confiança

A partir do Medo: dimensões separadas

E-Training

A partir da Confiança: dimensões integradas

O processo de integração do E-Mode 2 começa quando ele deixa de agir, sentir e pensar a partir do medo, trabalhando ativamente seus temores e explorando novas possibilidades, e passa a fazê-lo a partir da confiança. Assim, enriquece sua maneira de enfrentar a existência e começa a manifestar traços positivos do E-Mode 4 (a autenticidade, a conexão emocional e a autoexpressão), que geralmente não desenvolveu ou não estimulou o suficiente. Move-se em direção à individualidade e ao autocuidado.

A integração é, portanto, o processo pelo qual se adquire uma gama mais ampla de competências, habilidades e recursos para construir uma existência mais plena e autêntica.

Perspectiva · Pensar

Perspectiva: do Medo à Confiança

É útil adotar um conjunto de pensamentos que estimulem a autoestima, a independência emocional e o cuidado pessoal:

  • Da necessidade de ser necessário à autonomia: de "Só tenho valor se os outros precisam de mim" para "Valorizo minha própria companhia e me completo sozinho".
  • Do autossacrifício à autopreservação: de "Sempre tenho que colocar os outros em primeiro lugar" para "Minhas necessidades também são importantes".
  • Do reconhecimento externo à autovalidação: de "Preciso que os outros me reconheçam para me sentir bem" para "Reconheço e celebro minhas próprias contribuições".
  • Da ajuda imposta ao respeito aos limites: de "Tenho que ajudar sempre, mesmo que não me peçam" para "Respeito os limites e a autonomia dos outros".
  • Do medo da rejeição à autoaceitação: de "Se eu não fizer isso, vão me rejeitar" para "Sou digno de amor do jeito que sou".
  • Da superadaptação à autenticidade: de "Tenho que mudar para agradar os outros" para "Posso ser quem realmente sou e ser aceito".
  • Da busca de aprovação à coerência com os próprios valores: de "Faço coisas para que gostem de mim" para "Faço coisas porque estão alinhadas com meus valores".
  • Da conexão forçada à conexão genuína: de "Tenho que manter sempre a conexão com os outros" para "Cultivo vínculos significativos, recíprocos e saudáveis".
  • Do descuido pessoal ao autocuidado: de "Não tenho tempo para mim" para "Cuidar de mim é uma prioridade".
  • Da manipulação à sinceridade: de "Manipulo as situações para que gostem de mim" para "Ajo com sinceridade e construo relações baseadas na honestidade".

Essas mudanças de pensamento são vitais para desenvolver uma autoimagem mais saudável e aprender a se valorizar independentemente de seus atos de serviço.

Afetiva · Sentir

Afetiva: do Medo à Confiança

Para se conectar com suas próprias emoções e necessidades, pode tentar:

  • Reconhecimento emocional: identificar e nomear suas emoções sem julgá-las, reconhecendo que todas são válidas e têm um propósito.
  • Processamento emocional: permitir-se sentir cada emoção plenamente, em vez de suprimi-la, ignorá-la ou canalizá-la de imediato para ajudar os outros.
  • Comunicação emocional: expressar suas emoções de maneira honesta e direta, em vez de manipular ou esperar que os outros as adivinhem.
  • Independência emocional: reconhecer que sua autoestima não depende da aprovação nem do agradecimento dos outros.
  • Autocompaixão: ser gentil e compreensivo consigo mesmo, sobretudo diante do erro ou do fracasso, em vez de se criticar.
  • Equilíbrio emocional: buscar um equilíbrio entre atender as próprias emoções e as dos outros, sem priorizar sempre o alheio.
  • Gratidão interna: agradecer a própria capacidade de sentir e de se conectar emocionalmente, além da reciprocidade externa.
  • Desapego emocional saudável: soltar a dependência das respostas e necessidades dos outros, com uma empatia equilibrada em vez de uma relação simbiótica.
  • Meditação: ter mais consciência de suas emoções no momento e responder com calma e centramento.
  • Autoexploração: um processo de autoconhecimento que explore seus valores, paixões e metas pessoais.

Trabalhando suas emoções dessa maneira, ganha autonomia e consciência de si, precisa de menos validação externa, e suas ações surgem da autenticidade e da autoaceitação.

Efetiva · Fazer

Efetiva: do Medo à Confiança

Comportamentos que podem ajudar a estimular o autocuidado e os limites saudáveis:

  • Autocuidado: dedicar tempo às próprias necessidades e hobbies para nutrir seu bem-estar.
  • Estabelecer limites: aprender a dizer "não" e fixar limites claros nas relações para não se sobrecarregar nem se descuidar.
  • Pedir ajuda: permitir-se ser vulnerável e pedir apoio quando precisa, reconhecendo que também merece receber.
  • Autoexpressão: participar de atividades que estimulem a expressão pessoal e criativa sem buscar aprovação externa.
  • Independência: tomar as próprias decisões e passar tempo sozinho para fortalecer a independência emocional.
  • Rever as motivações: antes de agir, perguntar-se se a motivação é genuína ou se responde à busca de aprovação.
  • Reconhecer seus méritos: celebrar suas conquistas e qualidades sem depender do reconhecimento alheio.
  • Gratidão: agradecer tanto o que recebe quanto o que oferece.
  • Relações recíprocas: investir em vínculos com uma troca equitativa de dar e receber.
  • Autenticidade: ser honesto sobre suas necessidades e emoções, e comunicá-las de forma clara e adequada.
  • Beleza e criatividade: cultivar e expressar sua criatividade, encontrando alegria e sentido na estética e na autoexpressão.

Essas condutas o ajudam a reequilibrar sua atenção entre os outros e si mesmo, algo essencial para seu desenvolvimento pessoal e sua integração.

Níveis de integração

Desintegrado

Manipulação e coerção. Teme afastar as pessoas e pode justificar seu comportamento manipulador, tentando fazer com que os outros dependam dele. Pode se tornar obsessivo na busca de amor e atenção, e agir de maneira implacável e pouco apropriada. No pior dos casos, pode desmoronar, assumir o papel de vítima ou de mártir e obrigar os outros a cuidar dele.

  • Efetiva: recorre à manipulação e à coerção.
  • Afetiva: ressentimento, agressividade e uma ansiedade transbordante.
  • Perspectiva: um olhar distorcido, que justifica comportamentos pouco saudáveis e o coloca no lugar de vítima.

Semi-integrado

Complacência e necessidade de aprovação. Começa a se preocupar com não ser querido ou necessário o suficiente, e busca segurança em suas relações por meio da complacência e da bajulação. Pode se tornar possessivo e intrometido, colocando as necessidades dos outros à frente das próprias. Também busca reconhecimento por suas boas ações e pode se ressentir se não o valorizam como espera, o que pode lhe trazer problemas emocionais e físicos.

  • Efetiva: busca segurança na aprovação externa e se torna complacente, o que afeta a autenticidade de suas relações.
  • Afetiva: predomina a complacência e aumenta a ansiedade pelo reconhecimento emocional.
  • Perspectiva: seu olhar fica condicionado pela busca de aprovação externa; ajusta sua forma de pensar para evitar a rejeição.

Integrado

Amor incondicional e autocuidado. Alcança um equilíbrio entre cuidar de si mesmo e amar os outros de maneira incondicional. Reconhece suas próprias necessidades e sentimentos, e pode oferecer amor sem esperar nada em troca. É bondoso, atencioso e generoso, e acompanha os outros com empatia e afeto, compartilhando seus talentos e sua energia de forma genuína.

  • Efetiva: equilibra o amor-próprio e o altruísmo; é efetivo no cuidado de si mesmo e no apoio genuíno aos outros.
  • Afetiva: vive o amor incondicional e o autocuidado.
  • Perspectiva: um olhar positivo, baseado na autenticidade e na generosidade nas relações.

C-Modes: C1 e C3

Os C-Modes (modos complementares) influenciam as características próprias do E-Mode de cada pessoa e as matizam, gerando maior variedade e riqueza nas condutas. São os E-Modes que estão de cada lado do próprio: se alguém tem E-Mode 9, seus C-Modes são o 8 e o 1.

Compreender os C-Modes ajuda a entender a multiplicidade de comportamentos que pessoas com um mesmo E-Mode podem ter. Um E-Mode pode manifestar traços positivos e negativos de um ou de ambos os C-Modes, só os negativos, só os positivos, ou uma combinação.

C-Mode1

Contribuição positiva · Confiança

  • Integridade
  • Disciplina
  • Responsabilidade

Contribuição negativa · Medo

  • Rigidez
  • Crítica
  • Perfeccionismo
E-Mode2

C-Mode3

Contribuição positiva · Confiança

  • Autoconfiança
  • Ambição
  • Versatilidade

Contribuição negativa · Medo

  • Narcisismo
  • Superficialidade
  • Competitividade

Tríade afetiva

PERSPECTIVAEFETIVAAFETIVA657891432

As três tríades agrupam os E-Modes segundo a dimensão em que se fixa principalmente seu modo de enfrentar a existência: a efetiva (ação), a afetiva (emoção) e a de perspectiva (pensamento).

O E-Mode 2 faz parte da tríade afetiva: abrange as qualidades emocionais que nos ajudam a nos relacionar com outras pessoas e a nos sentir unidos aos outros. Relaciona-se com as emoções, a empatia e a autoimagem.

  • Foco: costuma ter consciência das próprias emoções e das dos outros, e se concentra nas relações e na identidade pessoal.
  • Busca: atenção e relação.

Desafios

  • Generosidade invasiva: às vezes agride entregando-se em excesso, com uma generosidade que pode ser percebida como invasiva.
  • Dependência da aprovação: pode depender demais da aprovação e do reconhecimento externos, buscando respostas positivas a seus gestos para sustentar sua autoestima.
  • Descuido das próprias necessidades: esquece de cuidar de si porque está concentrado demais em cuidar dos outros.
  • Manipulação emocional: em alguns casos, pode manipular emocionalmente para obter o afeto e a atenção que deseja.

Contribuição

  • Empatia e generosidade: um desejo genuíno de ajudar os outros, muitas vezes colocando as necessidades alheias antes das próprias.
  • Habilidades interpessoais: uma grande facilidade para se relacionar e construir vínculos.
  • Capacidade de apoio e cuidado: sempre presente e disposto a sustentar e acompanhar, o que o torna um amigo e um parceiro valioso.

Estratégia de integração e desintegração

DimensãoDinâmica do Medo · estratégia de desintegraçãoDinâmica da Confiança · estratégia de integração
EfetivaFazer
  • Dependência emocional
  • Manipulação emocional
  • Sacrifício excessivo
  • Empatia e generosidade
  • Apoio e ajuda desinteressada
  • Autocuidado e limites saudáveis
AfetivaSentir
  • Necessidade de aprovação
  • Necessidade de ser necessário
  • Medo do abandono
  • Autoaceitação e amor-próprio
  • Reconhecimento do próprio valor
  • Confiança em relações livres
PerspectivaPensar
  • Percepção de ser insuficiente
  • Interpretação emocionalmente enviesada
  • Dependência da validação emocional externa
  • Valorização firme e clara de si
  • Realismo e objetividade
  • Confiança nas decisões e escolhas pessoais

Tática de desintegração

Assume traços do Medo do E-Mode 8

Agressividade, controle, desqualificação.

Tática de integração

Assume traços da Confiança do E-Mode 4

Autenticidade, independência, registro emocional pessoal.

Existential · Alto rendimiento humanoExistential · Marco teórico do Modelo Existencial